Você já foi à Bahia?

Entre os dias 25 e 27 de abril, o Rumos leva ao Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, em Cachoeira, o workshop Rumos Artes Visuais 2011/2013, Entre Percursos e Circuitos – Manobras da Arte. O curso tem foco em profissionais desse setor artístico, como pesquisadores, estudantes, artistas e galeristas.

O workshop, dividido nos módulos Arte Aqui e Arte Hoje, será ministrado pela curadora Luiza Proença, graduada em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista, tendo também estudado História e Filosofia da Arte na Universidade Nacional de Cuyo, na Argentina, e integrado o Grupo de Reflexão Interdisciplinar do Centro Cultural São Paulo, em 2009.

Entre Percursos e Circuitos – Manobras da Arte
Workshop Rumos Artes Visuais 2011/2013
De 25 a 27 de abril, das 14h às 18h
25 vagas
Entrada franca por meio de inscrição prévia
Inscrições pelo telefone (75) 3425-2932

Centro de Artes, Humanidades e Letras
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Rua Maestro Irineu Sacramento, sem número

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Rio das Artes em Piracicaba

Luiza Proença está de volta, leitor atento, leitora ligada. A curadora de mapeamento da região Sudeste para o Rumos Artes Visuais envia um relato dos rincões de abril, quando a sensação térmica conhecida como calor ainda podia ser experimentada em São Paulo, e a cidade de Piracicaba abrigava o projeto Rio das Artes. Veja você:

Rio das Artes

No sábado, dia 17, e no domingo, dia 18 de abril, enquanto em São Paulo acontecia a Virada Cultural, em Piracicaba acontecia a segunda edição do Projeto Rio das Artes.

Ateliês e exposições de artistas da região ficaram abertos para que os visitantes, com ajuda de um mapa-guia, pudessem conhecer as principais produções do município. O SESC-Piracicaba, um dos realizadores do Projeto, oferecia gratuitamente uma van para os interessados em visitar os locais elencados no mapa. Os artistas que não possuíssem ateliês podiam participar de um ateliê coletivo nas galerias de entrada e de exposição do SESC.

Mapa de Piracicaba, com indicações dos ateliês

Ainda em reforma, o Aragem Contemporânea foi um dos espaços que abrigaram exposição durante o Rio das Artes. No cantinho direito dá pra ver a van que levava os visitantes (foto: Luciana Camuzzo)

Interior da exposição no Aragem

Um pouco de sombra vai bem em Piracicaba!

Aragem, Casa do Salgot, grupo G+, Ponto de Cultura Educomunicamos, Brasil Arteiro e Lao Bar Bistrô Lugar são somente alguns dos espaços visitados que participaram do evento. Infelizmente não temos fotos de todos eles!

No dia 17, aconteceu ainda uma conversa sobre o Rumos Artes Visuais na Pinacoteca Municipal Miguel Dutra. Na ocasião, também foi lançado o catálogo do 42º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, e apresentada a comissão organizadora do próximo Salão, que terá inscrições abertas a partir do próximo dia 4 de julho. Um dos mais tradicionais do estado de São Paulo, o Salão de Piracicaba busca a renovação, atualizando seu edital e suas atividades desde sua última edição, em 2010.

[Luiza Proença]

Um pouco da Baixada Santista

Luiza Proença está de volta ao blog. A curadora de mapeamento da região Sudeste para o Rumos Artes Visuais envia algumas fotos e parágrafos afiados que contam um pouco da passagem do programa pela Baixada Santista. Veja só:

 

Um pouco da Baixada Santista

 

O Estúdio Valongo – hoje formado por Fabricio Lopez, Fabíola Notari e Marcia Santos – se disponibilizou a organizar, divulgar e receber um encontro sobre o Rumos com artistas da região. O encontro aconteceu ao longo de toda uma sexta-feira no fim de março.

Artistas durante o encontro sobre o Rumos Artes Visuais no Estúdio Valongo


Outro espaço, o Ateliê Oficina 44, onde os artistas Cid Maia, Ana Akaui, Chico Melo e Valério da Luz trabalham com outros artistas e arquitetos, também recebeu uma visita da curadora da região sudeste.

Fachada do Ateliê 44

Na Praia Grande, o Palácio das Artes, um novo complexo cultural da prefeitura, com arquitetura neoclássica, promete animar cada vez mais a vida da cidade, realizando atividades de dança, teatro, música e artes visuais. Mais especificamente na área de artes visuais, o Palácio conta com um acervo de obras contemporâneas, com uma galeria para exposições temporárias, e além disso pretende retomar, em 2011, o Salão de Artes Plásticas.

O interior do Palácio das Artes. O lustre no saguão do complexo cultural também atrai muitos visitantes, e muitas vezes serve de cenário para retratos

[Luiza Proença]

Panorama das Artes Visuais em Campinas

Luiza Proença, a curadora de mapeamento do Rumos Artes Visuais responsável pela região Sudeste, envia mais um relato de sua incursão por ateliês, faculdades e rodas de conversa com artistas. Fotos, parágrafos, legendas, vírgulas e pontos, dicas e links de primeira, para começar a semana:

Rumos Artes Visuais em Campinas

Em Campinas, o Rumos Artes Visuais passou pelos cursos de Artes Plásticas da Unicamp e da PUC, onde foram realizadas palestras e apresentações de portfólios dos estudantes.

No novo espaço do Ateliê Aberto (selecionado na edição 2005/2006 do programa) também ocorreu um encontro com artistas da cidade, que contou com a presença do curador de mapeamento da edição 2008/2009 do Rumos, Marcio Harum. Por coincidência, Harum estava na cidade, e aproveitou para falar um pouco da sua experiência com o programa.

Encontro com artistas no Ateliê Aberto. Foto: Samantha Moreira

Encontro com artistas no Ateliê Aberto. Foto: Samantha Moreira

O curador Marcio Harum conversa com os artistas

Na passagem por Campinas, foram realizadas também uma conversa com os artistas que formam o pparalelo, que desenvolve ações urbanas e educativas de troca e descentralização, e possui também tem um espaço para residentes convidados e exposições…

Ocupação artística na parte externa do espaço do Pparalelo. Foto: Sylvia Furegatti

… e outra visita aos artistas do ateliê 8, hoje formado por Marcelo Moscheta (artista selecionado na última edição do Rumos Artes Visuais), Danilo Perillo, Paula Éster, Gustavo torrezan, Yuly Marty, e Ivan Grilo.

Artistas do Ateliê 8

Por último, vale citar que além da já conhecida Galeria Penteado, agora Campinas conta com uma nova galeria de arte, a Vertente, localizada no centro da cidade.

[Luiza Proença]

O que o Rumos Artes Visuais viu e ouviu em São Paulo

No mapeamento do Rumos Artes Visuais, muitos artistas, espaços, ateliês coletivos, galerias e faculdades de Artes já foram visitados em São Paulo. Nos últimos meses, diversos espaços acolheram encontros sobre o Rumos Artes Visuais, e agora o leitor tem acesso a um trecho desse percurso, em notas, fotos e legendas enviadas pela curadora de mapeamento da região sudeste Luiza Proença. Ela avisa que esta é apenas uma amostra de muitos encontros, e que ainda vem muita coisa boa por aí. É só seguir:

Mapeamento Rumos Artes Visuais em São Paulo

O Red Bull House of Art é uma residência para jovens artistas que teve sua primei­ra edição em 2009, no edifício do Hotel Central, na Av. São João. Desde 2010, o Red Bull House of Art tem como endereço o Edifício Sampaio Moreira, e é coordenado por Luisa Duarte, curadora do programa Rumos Artes Visuais em 2005/2006.

Como o programa não oferece hospedagem, mas sim um espaço de trabalho onde também ocorrem palestras aber­tas e visitas de acompanhamento, geralmente os artistas são nascidos e residem na cidade de São Paulo. Pelo programa já passaram os artistas Alessandra Cestac, Claudio Bueno, Regina Parra, Rodrigo Garcia Dutra, Adriano Costa, Bhagavan David, Bruno Baptistelli, Deyson Gilbert, Flávia Junqueira, Henrique César, Clara Ianni, Felipe Salem, Jaime Lauriano, Sofia Borges (artista selecionada da edição 2008/2009 do Rumos Artes Visuais), Marcos Brias, Guilherme Peters, Re­nato Pera, Ana Prata, Bruno Storni, Felipe Bittencourt, Gustavo Ferro, Theo Craveiro, Ana Mazzei, Alexandre B, Bruno Palazzo, Daniel Scandurra, Frederico Filippi e Vitor Mizael.

O Ateliê Coletivo Oço é um espaço para investigação de linguagens artísticas e promoção da arte contemporânea, com atuação na cidade de São Paulo desde 2005. Gerido pelo artista Claudinei Roberto, o espaço, localizado no bairro Liberdade, realiza conversas com convidados, oficinas de acompanhamento crítico e exposições. Recentemente o Ateliê vem pautando suas atividades na reflexão sobre a cidade como suporte e o suportar a cidade.

Os artistas Lobo, Solange Ardila, Thiago Gualberto, Aline Os, Claudinei Roberto, André Yas­suda, Carolina Caliento e Danilo Pera

A Casa Contemporânea é um espaço multidisciplinar que realiza exposições, encontros e debates. Localizada na Vila Mariana, e coor­denada pela dupla Marcia Gadioli e Marcelo Salles, a Casa oferece ateliê livre para desen­volvimento de produções individuais, galeria para exposições e comercialização de obras de arte contemporânea. No dia 25 de fevereiro foi realizada uma conversa sobre o Rumos Artes Visuais, com artistas frequentadores do espaço. Junto com as artistas Adriana Affortunati e Rafaela Jemmene, Marcia e Mar­celo também fazem parte do grupo de estudos issotudoégrupo, que também desenvolve projetos de exposições, como a mostra itinerante “issotudoévizinho”.

Durante o encontro com artistas na Casa Contemporânea. Foto: Marcia Gadioli

O Ateliê Cultural Casa ao Cubo é um espaço na Vila Mariana voltado para práticas, investigações e reflexões artísticas; um ponto de convergência entre as diversas áreas de atuação das artes. A Casa abre espaço também para novos artistas, com exposições individuais e coletivas. Em junho realizará a primeira edição do “Sarau no quintal”.

Hermes é o nome do ateliê que a artista Carla Chaim divide com outros artistas, e que pretende realizar cursos, encontros e oficinas. Localizado na Rua Hermes, na Vila Madalena, o ateliê recebeu no início de maio um encontro sobre o Rumos, com um grupo de artistas convidados pelos curadores Mario Gioia e Fernanda Lopes.

Há cerca de 10 anos, Sandra Cinto e Albano Afonso coordenam o Ateliê Fidalga, um espaço que agrupa artistas com o objetivo de produzir arte contemporânea. São quatro turmas de aproximadamente 15 pessoas cada, que se encontram uma vez por semana para discutir suas produções e trocar experiências. Os artistas vêm de diversas áreas, como a arquitetura, o design, a publicidade, fotografia, etc., e pretendem hoje se dedicar às artes visuais. Sem perder de vista seu objetivo de formação do artista, o Ateliê Fidalga vem participando de exposições em diferentes instituições, como o Carpe Diem Arte e Pesquisa, em Lisboa, Funarte e Paço das Artes, em São Paulo.

Ainda na Vila Madalena, um outro grupo de artistas integra o Ateliê Simpatia, mais um que leva o nome da rua na qual está localizado. Alessandra Duarte, Adriana Conti, Arthur Medeiros, Beatriz Chachamovitz, Gabriela Brioschi, Katherina Tsirakis, João Villares, Marcia Sznelwar, Marô, Rafaela Jemmene e Renata Cruz trabalham em diferentes linguagens, mas sempre que possível realizam eventos como o Camelódromo, uma feira de venda e troca de obras de arte, para dar visibilidade aos seus trabalhos.

Adriana Duarte, a Xiclet, afirma: sua casa é um constante mapeamento da produção emergente brasileira, e por isso se sente desapontada por não ter sido contemplada pelo programa Rumos Artes Visuais. Com o slogan “sem curadoria, sem seleção, sem juros, sem jabá, sem entrada, sem patrocinador e sem saída”, a Casa da Xiclet está aberta a expor obras de quaisquer artistas que paguem um valor tabelado por dia. Parodiando o circuito de arte na cidade, o “playground” localizado na Rua Fradique Coutinho realizou em 2009 a exposição “Rumos-não-rumos – Prumos – Curadoria da Não Curadoria”, com projetos não selecionados no programa Rumos Itaú Cultural 2008/2009. Em 2011, a Casa-galeria completa 10 anos de atividade e pretende realizar um evento comemorativo.

Catálogo da exposição "Rumos-não-Rumos: Prumos", da Casa da Xiclet

No Ateliê 397, na Rua Wisard, foi realizado um encontro sobre o Rumos Artes Visuais com Marcelo Amorim e Isabella Rjeille, dois dos seis integrantes que hoje formam a equipe do ateliê (surgido em 2003, com um outro grupo de pessoas), e mais dois artistas convidados: Leonardo Akio e Bárbara Hoffmann. O 397 vem realizando diversas exposições e projetos de publicação, como o livro sobre espaços independentes no país.

Coordenado pelas artistas cariocas Fernanda Izar e Luciana Felippe, o ateliê A Pipa vem realizando atividades desde 2010. Além de exposições temporárias, atualmente o ateliê oferece cursos e programas de acompanhamento crítico.

Inês Moura, Fernanda Izar, Luciana Felippe, Luciana Mattioli, Danilo Garcia e Felipe Goes, no encontro no ateliê A Pipa

[Luiza Proença]