Visões de Viçosa

Aqui e agora, sim, atual leitor, o registro da incursão jornalística, malemolente e saborosa de Babi Borghese, com os professores Bernardete Toneto e Leo Cunha, no Encontro Mineiro de Professores de Jornalismo e adjacências, isto é, a cidade de Viçosa, a olhos vistos e afiado paladar. Mas deixemos, leitor meu cúmplice, que as fotos falem por si mesmas, ehr, bem, com uma ajudinha das legendas:

Espetáculo apresentado na abertura do EMPJ, com o grupo de dança Corpo Santo, no hall da Biblioteca Central, palco dos eventos mais importantes do Encontro, e onde estava a barraquinha do Rumos, ali, ó, bem visível.

Bernardete Tonedo e Leo Cunha apresentam o Mapeamento para 48 das 101 pessoas inscritas no Encontro, entre alunos, professores e coordenadores de cursos de Comunicação do estado.

Desperdício - O restaurante mais procurado de Viçosa tem no cardápio um prato especial para estudantes (a cidade é basicamente universitária): Desperdício de pizza, a R$20 o kilo da sobra...

Jupiraça - Especialidade do mesmo restaurante do Desperdício. Esse a gente experimentou.

Bom pra caramba!

Anúncios

O que o Rumos Jornalismo Cultural viu e disse e ouviu em Santa Cruz do Sul

Você soube, sabido leitor, da passagem da caravana do Rumos Jornalismo Cultural pelos encontros regionais do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (o esquenta que antecede o encontro nacional do FNPJ, que ocorre em Uberlândia, em 2012) nos dias 8 e 9 deste mês. Neste post e no seguinte lhe darei pitadas de ocorridos, colhidas da memória e das câmeras dos expedicionários Claudiney Ferreira e Babi Borghese.

Do 1º Fórum Sul-Brasileiro de Ensino do Jornalismo, e 1º Encontro Gaúcho de Ensino do Jornalismo, ocorridos na Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), quem envia o relato é o gerente do Núcleo Diálogos do Itaú Cultural, o capitão Claudiney Ferreira, que apresentou os principais detalhes do Rumos Jornalismo Cultural 2011-2012 e apresentou ao público os professores palestrantes.

“Apresentamos os resultados do Mapeamento do Ensino de Jornalismo Digital no Brasil – 2010. A apresentação dos dados do mapeamento ficou a cargo de Alex Primo e Vivian Belochio, ambos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Cerca de 70 pessoas assistiram a apresentação, entre professores, pesquisadores e alunos de jornalismo da Região Sul do País. A apresentação ocorreu no dia 9 de abril, um sábado de muito sol em Santa Cruz do Sul.

“O encontro regional do FNPJ reuniu representantes de  23 universidades do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, e inclusive do Tocantins. Na plenária do encontro, os participantes redigiram uma carta em defesa do jornalismo. A Carta de Santa Cruz – Em defesa do jornalismo.

“Fica o agradecimento aos professores Antonio Hohlfeldt, presidente Intercom, e  Demétrio de Azeredo Soster, da UNISC.”

[Claudiney Ferreira]

O fim de semana do Jornalismo Cultural

Neste fim de semana, a caravana do Rumos Jornalismo Cultural participa de dois eventos do FNPJFórum Nacional de Professores de Jornalismo –, um dos parceiros do programa. O Encontro Mineiro de Professores de Jornalismo, que acontece na Universidade Federal de Viçosa, e o Encontro Gaúcho de Ensino de Jornalismo, que acontece na Universidade de Santa Cruz do Sul, na cidade de mesmo nome, nos dias 8 e 9, isto é, hoje e amanhã.

Nesta sexta, dia 8, no Encontro Mineiro, ocorre a mesa Mapeamento do Ensino do Jornalismo Digital no Brasil em 2010, conduzida pelos palestrantes Bernardete Toneto e Leo Cunha, apresentados por Babi Borghese, do Núcleo Diálogos do Itaú Cultural, responsável pelo Rumos Jornalismo. Trata-se de uma apresentação da pesquisa realizada pelos 8 professores selecionados para o Rumos Jornalismo Cultural 2009-2010.

Bernardete Toneto coordena o curso de jornalismo da Unicid – Universidade Cidade de S.Paulo, onde também leciona. Mestre em Comunicação e Cultura pelo Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina, pela Universidade de São Paulo (USP), e membro do Centro de Estudos Latino-americano de Comunicação e Cultura (Celacc). Leo Cunha é professor do curso de graduação da UniBH, e doutorando em Cinema na UFMG. Mestre em Ciência da Informação pela UFMG, graduou-se em Jornalismo e em Publicidade pela PUC-Minas. Professor da PUC-MG, na Pós-Graduação em Produção e Crítica Cultural.  Autor de mais de 40 livros, recebeu os prêmios Nestlé, Jabuti, FNLIJ, João de Barro, entre outros.

Em Santa Cruz do Sul, igualmente tem lugar a mesa sobre o Mapeamento do Ensino do Jornalismo Digital. Os palestrantes são os professores Alex Primo e Vivian Belochio, com apresentação de Claudiney Ferreira, do Núcleo Diálogos do Itaú Cultural.

Alex Primo é professor da UFRGS, em Porto Alegre. Doutor em Informática na Educação (UFRGS), com tese premiada pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação e pela Sociedade Brasileira de Informática na Educação. Foi mediador do Fórum Virtual de Discussão sobre Jornalismo, que reuniu professores selecionados no Rumos Jornalismo Cultural 2009-2010. Vivian Belochio é jornalista. Mestre em Comunicação Midiática pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e doutoranda em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Foi assistente de pesquisa do Fórum Virtual de Discussão sobre Jornalismo.

Além das mesas, nos dois eventos haverá divulgação do edital 2011-2012, com a tradicional barraquinha, que o leitor de outras aventuras bem conhece. Em Viçosa, a intrépida Babi Borghese fará as honras do Jornalismo Cultural, e para a mesma tarefa em Santa Cruz do Sul, contaremos com o luxouso auxílio do jornalista Augusto Paim, contemporâneo deste que vos traça linhas na primeira edição do programa (2004-2005), e desde então colaborador do Instituto.

O leitor interessado pode acessar com exclusividade o material de apresentação das mesas, sobre o Mapeamento. É só clicar.

Sete Propostas para o Jornalismo Cultural

Você que decidir flanar ali pelo site do Itaú Cultural e, embebido pelo espírito do tempo, pelo corre-corre da reta final das inscrições para o Rumos 2009, decidir dar um clique justamente naquele link Rumos na parte superior da página, vai se deparar com a ferramenta de busca da Base de Dados Rumos. Selecione “Jornalismo Cultural”, ano “2007-2008”, carteira “Professores de Graduação”, e você estará diante dos nomes dos selecionados daquela edição, nomes que na verdade são links para os textos com que aqueles professores foram selecionados.

E por que você faria isso, desconfiado leitor? Para ter uma palhinha do que virá a ser o livro Sete Propostas para o Jornalismo Cultural: reflexões e experiências (a sair pela Miró Editorial), que reúne parte daqueles artigos e muita iniciativa dos professores rumeiros.

“A idéia do livro começou a ser ventilada com mais força em nosso penúltimo encontro, no início de 2008 e consolidada no último encontro do grupo, em dezembro de 2008”, demarca Nísio Teixeira, um dos professores envolvidos que, por sinal, já andou espalhando as boas novas do Rumos por aí. “Todo mundo concordou que os artigos selecionados por ocasião do Rumos poderiam ser reunidos em uma publicação com os custos divididos entre os professores-autores. Mas a grande articuladora, gestora, maestrina, responsável por tudo isso acontecer foi a Adriana Azzolino“, o professor enfatiza. Segundo Nísio, foi Adriana quem tomou as iniciativas práticas, como fazer contato com editoras, produzir um orçamento, cobrar prazos etc. “Não fosse por ela, talvez ainda hoje nós estaríamos apenas entusiasmados com a idéia”.

E o que a professora tem a dizer sobre isso? “O livro é resultado de um trabalho coletivo”, Adriana faz questão de dizer, no email em que também dizia que topava responder a algumas perguntas para este folhetim virtual. “Desde o início o grupo vislumbrou a possibilidade de ver seus artigos publicados no formato impresso. No que diz respeito à difusão da informação, a internet tem uma abrangência bastante positiva, mas para nós da academia o formato impresso ainda tem seu lugar reservado nas mesas de trabalho e salas de aula”, falou e disse.

Adriana descobriu o Rumos da mesma forma que você descobriu o link para a base de dados do programa: flanando. E numa época bastante parecida com essa: quase no final das inscrições, no igualmente ímpar ano de 2007. Estimule-se, candidato-leitor, que hoje a professora está do outro lado da história. Adriana diz ter se sentido desafiada a escrever sobre suas experiências em sala de aula. Escreveu. O resto, como dizem, é história.

Já em São Paulo, para a abertura do programa no final daquele ano, ela conheceu os demais professores, entre eles o mineiro Nísio Teixeira. Que, por sua vez, conheceu o Rumos Jornalismo Cultural através de outro encontro, desta vez com uma rumeira mineira da primeira turma (2004-2005). “Minha amiga aqui de Belo Horizonte, Ludmila Ribeiro, participou da edição anterior, para estudantes de jornalismo. No ano seguinte ela me falou que, além dos estudantes, haveria um primeiro edital para professores. Aí entrei no site, produzi o texto e me inscrevi”. Viu como pode ser simples?

Tanto Nísio quanto Adriana enxergam como um dos pontos positivos do programa justamente a possibilidade desses encontros. “A experiência no Rumos permitiu o contato com colegas de várias partes do Brasil, também com estudantes de tudo quanto é canto do país”, Nísio destaca, mesmo estando longe de ser o único mineiro no grupo. Até nas instalações do Itaú Cultural o professor se viu cercado por conterrâneos: “tive a grata surpresa de reencontrar conhecidos de BH entre os profissionais da casa, como o professor [gestor do núcleo Audiovisual] Roberto Moreira e a jornalista [do site do instituto] Ana Catarina Pinheiro, que foi minha ex-aluna e orientanda”.

E a expectativa é de que os encontros continuem pela vida a fora. Mesmo a previsão de lançamento do livro, provavelmente pro começo de setembro, não dá aos professores a sensação de ponto final, trabalho encerrado nem nada disso. “Temos projetos futuros, esperamos que nosso grupo se mantenha ativo por muito tempo”, diz Adriana. Diz e deseja o mesmo destino para o Rumos Itaú Cultural. “Esperamos que o programa continue descobrindo ainda mais talentos. Nosso encontro foi proporcionado pelo Rumos, e disso nós não esqueceremos nunca”.

2xBH

Mineiros tomando Rumos

Tomando Rumos: na UniBH, Babi conversa com alunos da UFOP (Federal de Ouro Preto) e Estácio de Sá de Petrópolis, presentes para as discussões abertas a estudantes

 

“E bota maratona nisso!”, Babi Borghese define o fim de semana mineiro. No bom sentido, no bom sentido, não entenda mal. É que o 12° Encontro Nacional de Professores de Jornalismo do FNPJ teve 110 inscrições de todo o Brasil e se você pensar que, por exemplo, no 1° dia ocorreu o encontro de coordenadores de cursos de jornalismo na Faculdade Pitágoas, com uns 30 participantes, vai entender que Babi teve a manha de falar com os inscritos um por um. Ponto para o Rumos.
 
No sábado foi o dia dos Grupos de Pesquisa, em que os 110 inscritos se dividiram em 06 turmas para relatos de caso. “Nossos professores rumeiros Nisio Teixeira, Marina Magalhães e Margareth Assis Marinho apresentaram o mapeamento no Grupo de Pesquisa Projetos Pedagógicos e Metodologias de Ensino, sob coordenação do Prof. Dr. Leonel Aguiar, da PUC-Rio. Foi o maior dos grupos — 27 peofessores/coodenadores”. Ponto para o Rumos parte II.

 

Rumaria, atacar!

Rumaria, atacar! Marina Magalhaes, Margareth Marinho e Nisio Teixeira

 
“Todos ouviram com atenção nossos 15 minutos de fama, em que os três explicaram muitíssimo bem a que vieram. Margareth, inclusive, protagonizou um ’30 segundos para nossos comerciais’, falando com carinho de sua experiência no Rumos. Não se conteve e mostrou a todos o folder das novas inscrições. Nisio lembrou da revista Singular e contou um pouquinho da experiência dos estudantes, e a Marina fez a apresentação do mapeamento, que foi detalhado pelo Nisio”, Babi documenta.
 
Ficou curioso? O trabalho estará disponível em breve no site do FNPJ. Legal, né?

 

2XBH

 

E agora, num fabuloso giro de 360º, sairemos de BH direto para…BH, circunférico leitor. A terrinha é boa e a gente não se cansa: logo após o feriado, nos dias 22 e 23, os inconfidentes recebem a caravana Rumos para mais uma sequência de bate-papos, no Museu Inimá de Paula.

Na quarta, às 19h, Suely Rolnik fala sobre Processos de Criação, abordando em sua palestra as práticas artísticas dos anos 60 e 70 que tiveram como alvo o poder institucional e disciplinar do ‘sistema da arte’. Suely parte desta idéia para discutir as experiências criativas em países da América Latina que estiveram sob regime ditatorial no mesmo período.

Quinta-feira, no mesmo bat-horário, o tema é O Real Imaginado: O Documentário de Criação, o palestrante é Joel Pizzini, e o foco são as experiências realizadas por autores – de Alberto Cavalcanti a Glauber Rocha – que reinventaram a memória histórica, política e/ou poética. Na sequência, Consuelo Lins discute Processos de Criação no Documentário, propondo uma reflexão em torno de alguns procedimentos usados na produção contemporânea de documentários, entre os quais a construção de dispositivos de filmagem e a utilização de imagens de arquivo — públicos, familiares, privados, pessoais, cinematográficos, televisivos, anônimos — na montagem de filmes.

Outros Rumos dessa rumaria

Babi Borguese, papeando pelo Brasil

Babi Borguese, papeando pelo Brasil

Hoje tem caravana desembarcando no Rio de Janeiro e em Vitória, caro leitor? Tem sim senhor. Tem histórias chegando de Aracaju? Tem pra chuchu. E você nem sabe o quanto ainda vai ouvir falar da turma do Norte por aqui. O bom de peregrinar pelo Brasil é que a passagem não passa, as histórias ficam e os bons papos reverberam, se reproduzem.

Mas enquanto tudo isso, no meio das itinerâncias, discreta toda, eis que nossa coordenadora do núcleo Diálogos, Babi Borghese, sai de fininho com mochila, folders, banners e muita lábia pra falar do Rumos Itaú Cultural 2009 num circuito diferente. Trata-se do circuito de congressos parceiros do Rumos Jornalismo Cultural, surpreso leitor, que vem crescendo a cada edição e dando bons frutos.

Pra começo de conversa, em Belo Horizonte, tem início amanhã o 12º Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, que vai até domingo. A parceria entre o Fórum e o Itaú Cultural teve início em 2004, no encontro ocorrido em Florianópolis. Babi vai lá, arma a barraca e papeia com a turma sobre o que é o Rumos e como é que faz pra se inscrever.

“O mote é o Jornalismo Cultural, por conta do público, mas como professor é multiplicador de informação, sempre acabo conseguindo chamar a atenção para os outros editais que têm inscrições abertas. Acho até que o encontro deste ano será mais produtivo, já que Cinema e Vídeo e um pedacinho do Arte Cibernética se imbricam com o jornalismo e os cursos de comunicação em geral…tá valendo”, suspeita Babi, e com toda razão.
 
Reparou lá no tema central do encontro? Então repare: O ensino de jornalismo nas universidades: impactos na prática profissional e conquistas para a sociedade. Sintonia total com o trabalho de mapeamento do ensino do jornalismo cultural realizado pelos professores selecionados na última edição do Rumos. O livro com o resultado do mapeamento foi publicado em dezembro de 2008, e em janeiro deste ano o Fórum divulgou o tema do encontro. Acredite nas sincronias, assustado leitor, que lá vem mais.

Eis que Minas abriga três dos nove professores selecionados pelo Rumos em 2007 — Margareth Assis Marinho, Marina Magalhães e Nísio Teixeira, e eis que na confluência das boas coincidências os três irão apresentar o trabalho que fizeram durante o Rumos Jornalismo Cultural. Babi dá a dimensão da coisa: “É a primeira vez o mapeamento vem a público, já que o material impresso foi distribuído apenas entre universidades, pesquisadores e jornalistas formadores de opinião. Mais do que isso, o trabalho passou por uma seleção, precisou ser aprovado para ser apresentado no Fórum”.

Agora deixa eu te contar mais essa: Belo Horizonte nos últimos anos virou um verdadeiro centro receptor de rumeiros do jornalismo cultural. Além da nativa Ludmila Ribeiro, o baiano Leandro Lopes e a paulistana Júlia Tavares tiveram seus rumos encaminhados para o clube daquelas esquinas. Suspeito que rolará um extermínio coletivo de saudades.

Depois do FNPJ, no começo de maio, tem início a série de encontros regionais do Intercom, cuja parceria com o Itaú Cultural começou em 2007. O formato é o mesmo. Babi chega lá com “folders, cartazes, e me acomodo numa mesinha onde houver boa circulação de público. Penduro um banner enorme do Rumos e fico lá conversando com quem passar”.

Visualize, amigo leitor, e aguarde novidades.