Aventuras do Jornalismo Cultural em Aracaju (2)

Altos agitos

Eis que chega, e lá vem, leitor que aguarda, a última leva de comentários, fotos e aventuras do correspondente Ricardo Tayra em Aracaju e de volta. Vai vendo.

“Mesmo com o vôo conseguindo sair um tanto mais cedo de Aracaju, chegada com atraso de quase 1h em Guarulhos. Culpa da chuvarada que caía desde o final da tarde, segundo o taxista. Quase fui parar em Campinas, mas São Pedro deu uma ajuda e conseguimos pousar na segunda chamada.

“Não é demais voltar a agradecer ao pessoal todo da Semear, em especial Cita Domingos, Thiago Ismerim e Breno Domingos. Foram fundamentais para a realização do evento. E lembrar que, entre o público que compareceu para ouvir Eliane Brum estava o Secretário Adjunto da Secretaria de Estado da Cultura de Sergipe, Marcelo Rangel, ao qual fomos apresentados após a atividade”.

Breno testa a apresentação de Eliane

Eliane autografa

Thiago nem percebe, mas é clicado em meio ao nosso tour pela Semear

Eliane Brum é recebida por Carlos Roberto Britto Aragão, Diretor Presidente da Sociedade Semear

Vastos espaços do Mercadão

Ben 10 e Power Rangers dividem espaço com as lembrancinhas tradicionais

Caju orelhão – O tema do caju é frequente na cidade. Também está nesta lembrancinha telefônica

[Ricardo Tayra]

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Aventuras do Jornalismo Cultural em Aracaju (1)

E por falar em Aracaju, caro leitor, Aracaju manda lembranças: o expedicionário Ricardo Tayra, mais conhecido com Ricardo, esteve por lá acompanhando a realização do laboratório de jornalismo cultural conduzido pela jornalista Eliane Brum. Nosso intrépido correspondente integra as fileiras do núcleo Diálogos, responsável pelo Rumos Jornalismo Cultural, e antes de embarcar de volta para São Paulo enviou o texto e as fotos que seguem abaixo. Ainda falta, ansioso leitor, novidadeira leitora, pois entre tudo isso e o embarque alguns problemas na conexão impediram o envio de todas as fotos. Ficam, então, para um próximo post, que esse já está bem representado, e não há, pelo menos ainda, internet acima das nuvens. Avante, então, ao texto!

***

Escrevo ainda em terras sergipanas, enquanto tudo tá fresco na memória: a caravana, pequenos detalhes da cidade, a viagem.

Domingo cedo, aeroporto de Guarulhos. É mesmo curiosa, no mínimo, a organização nos aeroportos. Passageiros enfrentam filas para check-in se amontoando dum lado. Um pouco mais à frente, guichês vazios (uns até com aquelas fitas organizadoras de filas desmontadas). Pergunto a uma funcionária do aeroporto se ali nunca é usado. Ela não sabe, é nova ali. Mas não dá pra parar muito pra perguntar não: é gente passando a toda hora com bagagens, uns pedindo licença, outros não. E olha que é domingo cedinho.

Domingo de manhã em Guarulhos...

Ou domingo de manhã em Guarulhos?

Check-in feito, acho que me livrei das filas. Respirar um pouco, dar uma andada. Uma volta e – espanto – formou-se uma fila enorme no acesso ao embarque. Deixo passar um tempo com outra volta e a fila aumentou muito. Uma rápida conta mental e acho melhor pegar a fila pra não me atrasar pro embarque. Só pra depois, lá dentro, descobrir que o embarque é que atrasou e o portão de saída mudou.

Parênteses: A espera pela definição do portão exato me deixa perceber que a “última chamada” para o vôo a Salvador é feita pelo menos umas cinco vezes: três avisos simples (com intervalo de tempo ente eles) e depois dois avisos especificando os nomes dos passageiros atrasados. Estes últimos, tentando aparentar isenção, mas deixando escapar um tom leve de pais dando bronca em filhos.

A última do avião: lá dentro, viagem transcorrendo bem, a equipe nos lembra pelo sistema de som o destino do vôo e que iremos fazer uma rápida parada em Maceió. Quem vai pra Aracaju deve ficar em seus assentos. Só que depois da entrada dos passageiros em Maceió, o aviso é de que o destino do vôo é o Rio de Janeiro. Segundos depois – que pareceu um século, suficiente pra qualquer passageiro, como eu, começar a se questionar se está no avião certo – continua dizendo faremos uma rápida parada em Aracaju.

Aracaju

Saindo do aeroporto em Aracaju, logo sou apresentado ao Rio Sergipe, de água doce. O hotel fica nas dependências do Shopping Riomar. O taxista diz que é melhor sempre informar o nome, pois a cidade tem outro que também tem um hotel próximo. A ida ao shopping pra almoçar no fim da tarde passa a impressão de que não saí de São Paulo. Mas o calor do trajeto pelo estacionamento até o hotel não me deixa esquecer onde estou.

Sociedade Semear

Manhã de segunda-feira. Vou conhecer a Semear. Conheço pessoalmente profissionais com quem trato por telefone há alguns anos, sobre as parcerias com o Rumos: Cita Domingos, diretora de cultura e artes, e Thiago Ismerim, assessor de imprensa da instituição. Sou muito bem recebido, trocamos informações e tiramos dúvidas. Conheço ainda Breno Domingos, da equipe técnica da Semear, que iria depois me auxiliar em questões de produção.

Um breve tour com Thiago pelas dependências da sede da instituição, que tem um bom espaço para administrativo e atividades, inclusive um anexo posterior à construção inicial. Dividida em setores de Cultura e Arte, Meio Ambiente e Estudos Múltiplos, tem diversos funcionários que iniciaram o trabalho como voluntários, como Thiago, que transmitem paixão pelo que fazem. Vale a pena conhecer pessoalmente e, para quem está longe, ao menos conferir o site.

Fico curioso com um orelhão na lateral da entrada principal do lugar: de longe, parece não ter telefone. E não tem mesmo, é uma obra do acervo da Semear: “Paixão de Cristo segundo Chou Ming”, de Fábio Sampaio.

Visita feita, toco para o centro – almoçar e conhecer o mercadão. Lembrancinhas diversas, vendedores de castanha, biju e outros dão o tom. Escrever é pouco, tem que ver. Mando umas fotos do local.

Almoço num restaurante em um terraço lá na área do mercadão. De lá de cima fica em evidência uma construção abandonada e desgastada, porém, aparenta ter sido bonita no passado. No restaurante me informam que se trata do Colégio Nossa Senhora de Lourdes, dirigido por freiras. Hoje, apenas a parte inferior é ocupada com comércio local, o que o torna praticamente invisível para os passantes, mas em evidência para quem olha a cidade do segundo andar.

O colégio, visto do terraço...

...e outras paisagens vistas do terraço

Mais tarde, o prestativo Breno me auxilia com as compras para o lanchinho ao público. Biólogo de formação, ele é mesmo um faz-tudo, como conta nas conversas e atitudes nas atividades na Semear. Fico sabendo depois que ele é quem nos fez o café, inclusive.

 

Eliane Brum, entre cartazes

O laboratório transcorre bem, o público ouve com atenção as histórias, dicas e atividades descritas pela jornalista Eliane Brum. Nas três horas da ação, o mundo parece um lugar melhor para o jornalismo e a reportagem. Se uma parte que seja das conversas dali for transposta para o mundo real, fará uma diferença enorme na carreira e, por que não, na vida dos participantes que por ali estiveram. Aprender a olhar e a escutar não é pra qualquer um, mas não é difícil se a pessoa se propuser a tanto.

Eliane Brum em ação!

[Ricardo Tayra]

Inscrições abertas para Laboratório de Jornalismo Cultural em Aracaju

Respeitável público, atenção-atenção, que a partir desta segunda-feira, dia 28, estão abertas as inscrições para o Laboratório de Reportagem em Jornalismo Cultural que acontece no dia 11 de abril em Aracaju. O laboratório se intitula Olhar e Escuta na Busca do Personagem Singular, e será capitaneado pela repórter, escritora e documentarista Eliane Brum.

O laboratório se destina a professores e estudantes, e aborda temas como a construção e definição do personagem no jornalismo, e como contar histórias reais sem cair nos clichês e nas simplificações.

Parceira conhecida do Rumos Jornalismo Cultural, Eliane Brum possui três livros de reportagem publicados: Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios, 1994, Prêmio Açorianos), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago, 2006, Prêmio Jabuti) e O Olho da Rua – Uma Repórter em Busca da Literatura da Vida Real (Globo, 2008). Estreou no cinema de documentário como codiretora e coroteirista de Uma História Severina (2005), contemplado com mais de 20 prêmios nacionais e internacionais. Em 2010, codirigiu Gretchen Filme Estrada. Como jornalista, ganhou mais de 40 prêmios de reportagem, entre eles Esso e Rei de Espanha. Em 2008, ganhou o Troféu Especial Imprensa ONU, pelo trabalho realizado “em defesa da justiça e da democracia”. Gaúcha radicada em São Paulo, atualmente é colunista do site da Revista Época e cronista do site Vida Breve.

Corra, leitor, corra, pois são apenas 50 vagas disponíveis. O laboratório acontece no auditório da Sociedade Espaço Semear (Rua Vila Cristina, 148 aracaju), das 18h às 21h30. As inscrições podem ser feitas pessoalmente ou pelo telefone (79) 3214-5800, das 8h às 12h e das 14h às 18h, com Adriele, ou pelo e-mail culturaeartes@sociedadesemear.org.br.

E você aí, que está em outras capitais, aguarde novidades na programação da caravana do Rumos Jornalismo Cultural.

Rumos na Intercom Sudeste

Esse é pra avisar o seguinte: começa hoje o encontro regional da Intercom Sudeste, na Universidade Federal do Espírito Santo, em Vitória. Intercom é Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, e nesses últimos meses do semestre acontecem os encontros regionais, no maior clima de esquenta pro encontro nacional, em setembro.

E você com isso, curioso leitor? É que onde tem um agito, lá está o Rumos, agitando. Logo mais, no começo da noite, tem duas mesas de que participam não só os gerentes dos núcleos Diálogos (literatura e jornalismo) e Música, Claudiney Ferreira e Edson Natale, mas colaboradores de longa data e longo alcance, como os jornalistas José Castello e Eliane Brum, e o escritor Luiz Ruffato. O convite aliás foi feito por outro parceiro, Fabio Malini, coordenador da Intercom Sudeste e consultor de outro projeto do Itaú Cultural, o Onda Cidadã. E toma lá:

Mesa redonda “Como ultrapassar a fronteira entre literatura e jornalismo”
Cinema Metrópolis • 19h
José Castello { escritor, jornalista e crítico de literatura }
Luiz Ruffato { escritor e jornalsta }
Eliane Brum { escritora, jornalista e documentarista }
Claudiney Ferreira { Itaú Cultural, jornalista }

Mesa redonda “Cidade e Cultura – descentralizando as políticas culturais” – Rumos Música
Auditório do Centro de Artes • 18h30 • Cemuni IV

Fabio Malini (UFES / Coletivo Multi)
Pablo Capilé (Fora do Eixo)
Fabinho Carvalho (Manguerê)
Edson Natale (Itaú Cultural)

E dá pra assistir em tempo real, distante leitor, a transmissão em vídeo da programação. Ou acompanhar no twitter a cobertura colaborativa do evento. Só não dá pra perder.

Cronistas da fronteira e outras crônicas

Fabio Malini oficinando em Boa Vista

Fabio Malini oficinando em Boa Vista

É verdade, fiel leitor, esta semana marca o fim da passagem da caravana Rumos Itaú Cultural 2009 pela região Norte do Brasil, com as duas últimas paradas marcadas para Belém (PA) e Manaus (AM). Mas não fique triste, não fique com saudades — as histórias são muitas e não param de chegar, serão ainda muitas e ficarão guardadas aqui, pertinho do cursor do seu mouse.

Agora mesmo, quando a turma desembarca em Belém, onde hoje, às 19h, tem a palestra Processos de Criação, com Ivana Bentes, você pode se informar sobre o passo-a-passo do desenrolar das oficinas lá em Boa Vista (RR), através do divertidíssimo Crônicas da Fronteira, blog do jornalista Edgar Borges, testemunha ocular da passagem do Rumos por aquelas bandas.

Edgar fala dos oficineiros, dos exercícios propostos, das conversas, e mostra os próprios resultados, tudo no espírito em tempo real destes dias de Twitter. É ele quem também dá a dica do ótimo blog do jornalista Luiz Valério, outra testemunha ocular a twittar as oficinas.

Boa leitura pra você. Mas antes, você aí de Belém, lembre-se da palestra logo mais. “Quem é, ou pode ser, hoje, um criador? O fim do especialista e a ‘intelectualidade de massas’. Práxis e poiesis. Resistência e criação. O estatuto do artista hoje. A criação no capitalismo estético”. Etc. & Tal. Sobre estas e outras questões você se inteira logo mais com a professora, ensaísta e curadora Ivana Bentes. Às 19h, no Instituto de Artes do Pará.

Onde amanhã, das 9h30 às 18h, Eliane Brum ministra a oficina Em Busca do Personagem: Um Olhar Singular, e em seguida, às 19h, André Brasil e Ronaldo Entler falam sobre Cinema Expandido: Novos Formatos, Novos Espaços.

Calma lá que não acabou. Turma de Manaus, alôu: também amanhã, às 19h, no Palacete Provincial: A importância do corpo nos processos de criação em arte contemporânea discutida por Christine Greiner, e Processos de Criação na Dança por Marcelo Evelin.

Agora sim, boa leitura. Tem mais textos, testemunhos e fotos aqui.

Meu nome é Cacilda

Há muito ainda que se ler nas linhas do mapa traçado pela caravana Rumos. Muita vida entranhada nessas siglas, sabe como é? AM. RR. CE. MA. SP. AP. RN. RO. PA. PB. PE. Muita água de rio. Muita vista pro mar. Muita vivência.

As histórias chegam aos poucos. Correria de viagem, pouco sono, uma conexão que cai aqui e ali. Tudo dá vontade de saber o que será que ainda vai acontecer que possa ser tão grande quanto o que já está acontecendo e aconteceu. Aí acontece.

Aqui, ou lá em Porto Velho. Lê só o que Fabio Malini escreveu. Lê o retrato que Eliane Brum enviou.

Meu nome é Cacilda

[Eliane Brum]

Qual é o sistema (da casa)?, pergunta Marcelo Monzani para a mulher grande, morena e maciça como tronco de árvore saudável que nos recebeu no restaurante Assado na Brasa, em Porto Velho, Rondônia, para o almoço de domingo.

Ela olha bem para nós e diz, sem sorrir: “O sistema é o seguinte. Meu nome é Cacilda”. 

Agora é assim. Se alguém me pergunta qualquer coisa, do aquecimento global às mechas (loiras) do meu cabelo, eu tasco: “O sistema é o seguinte. Meu nome é Eliane”. E era isso.

Cacilda depois abre um sorrizão mais largo que o rio Madeira, que não fecha nunca mais. Tem um bonezinho de couro roxo na cabeça e flores pintadas nas unhas das mãos. É um doce. Chama Claudiney Ferreira de “gatinho”. Acha meus três companheiros de viagem na caravana do Rumos, aliás, “muito lindos”. Esfrega seu braço volumoso no meu para pegar um pouco do que ela chama de minha sorte (e eu chamaria de outra coisa).

Ela acredita, há testemunhas para comprovar, que o chapéu de palha colorida do Claudiney dá um toque de distinção a ele. E quando Fabio Malini estranha o tratamento felino, ela troca “gatinho” por “boneco”.

Essa mulher generosa humanizou Porto Velho, uma cidade tão despida de tudo e também de árvores que parece meio irreal, a carne meio engolida pelo concreto. Misturada à comida – muita e variada, com destaque para o “feijãozido” (feijão com cozido) -, Cacilda nos alimentou com alguns quilos de calor humano, sem economizar calorias.

É feita daquela cepa dos brasileiros migrantes, que carregam o Brasil na sola dos pés que andam. Cacilda, porém, não quer mais andar. Ela é “filha de baianos, mas se criou no Acre”. E de lá veio para Rondônia, dez anos atrás, de onde pede ao céu de nuvens pesadas para nunca mais sair. “Tive uns probleminhas por lá”, explica, coçando a cabeça, o olhar vago por um instante. Pergunto sobre “os probleminhas”, ela finge que não ouviu. E vai atender outros “gatinhos”.

Ainda volta para dizer que é feliz. “Faça o que você ama que nunca se cansará”, recita. Cacilda descobriu sua vocação. Ela ama ser garçonete numa pequena churrascaria de esquina dessa cidade desmatada de um tudo. Não por acaso, é o único restaurante com árvores na frente.

Daqui, dali, de lá também

Bom-dia, amizade, e bem-vindo. Bem-vindo à segunda-feira desta semana que começa na terça para a caravana Rumos Itaú Cultural 2009. Começa é modo de falar, claro, já que esta fase das itinerâncias dá continuidade à programação na região Norte, muito bem iniciada na semana passada, da qual ainda há muito o que se ver e falar.

Mas vamos por partes, a gente chega lá. Começando do começo, mesmo que começo seja só modo de falar: a caravana ruma para Macapá (AP), Boa Vista (RR), Belém (PA) e Manaus (AM), como você sabe. Um parêntese: alô, paraenses — já estão rolando as inscrições para as oficinas dos dias 06 e 07 de abril, lá no IAP, Instituto de Artes do Pará. Fecha parêntese.

Voltando ao muito o que se ver e falar da semana que passou, ainda por partes, pra não perder o costume. Fabio Malini escreve sobre a blogsfera acreana. Claudiney Ferreira e Marcelo Monzani dão provas do paradeiro da caravana em Porto Velho — a mesma caravana que desembarca hoje em Macapá. Sonia Sobral rima com Natal, conta como foram as palestras por lá e o contato com a turma.

Rio Branco>>Porto Velho
 

Eliane Brum, Fabio Malini e Claudiney Ferreira, por Marcelo Monzani

Eliane Brum, Fabio Malini e Claudiney Ferreira, por Marcelo Monzani

“Quinta-Feira, 17h40. Depois de uma hora de voo, a subcaravana Norte do Rumos 2009 chega a Porto Velho. Eliane, Fábio e Claudiney clicados por Marcelo Monzani, produtor-executivo  da caravana nacional Rumos 2009. 27 graus. Havia chovido muito antes do desembarque”.

[Claudiney Ferreira]

***

Lá em Natal foi assim

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“No Instituto de Artes da UFRN recebemos 72 pessoas no primeiro dia e 80 no segundo. O cearense Daniel Cardoso começa nos contando que definiu seu objeto de pesquisa do mestrado quando chegou em São Paulo, uns 10 anos atrás, e foi a uma exposição no Itaú Cultural que tinha como tema o trabalho do artista, seu processo, portanto, e que era incrível que nesse momento ele estivesse dando uma palestra sobre processo de criação e o fazer artístico para um programa do Insituto.

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Daniel Cardoso

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Sonia Sobral

O artista Vanilton Lakka

O artista Vanilton Lakka

“Já o coreógrafo uberlandense Lakka decantou seu processo de criação. Começou com dança de rua, atravessou palcos e festivais e hoje se insere no circuito da dança de pesquisa. Muitas perguntas e uma conversa boa encerraram a passagem do Rumos em Natal. O potiguar se orgulha de ser um pessoal hospitaleiro. ‘Nosso diferencial’, dizem eles, e com toda razão”.

[Sonia Sobral]