Curitiba também

Depois de José Castello em Teresina, é a vez de Cecília Almeida Salles prosear com a TV, desta vez em Curitiba, onde palestrou na véspera do feriadão

Depois de José Castello em Teresina, foi a vez de Cecília Almeida Salles prosear com a TV, desta vez em Curitiba, onde palestrou na véspera do feriadão

 

“Assuntos tão diversos como o número Phi, Teologia Natural, Charles Darwin, crítica genética, exemplos e paralelos entre artistas e cientistas resultaram em visão privilegiada dos processos de criação. Prova da sintonia total entre as palestras do Nélio Bizzo e da Cecília Almeida Salles“, descreve Marcos Cuzziol, representante do Rumos Arte Cibernética na terra do Tio Lema.

 

Marcos Cuzziol apresentando o Rumos em Curitiba

Marcos Cuzziol apresentando o Rumos em Curitiba

 

“O público, antenado e participativo, soube explorar esse conteúdo instigante com perguntas afiadíssimas, que renderam aprofundamentos inesperados. Um verdadeiro show”.

 

A turma que deu um show

A turma que deu um show

 

As fotos são de Marcelo Monzani.

Galeria de personagens Rumos: Nélio Bizzo

O biólogo Nélio Bizzo na Sala Torquato Neto (Teresina), clicado por Claudiney Ferreira

O biólogo Nélio Bizzo na Sala Torquato Neto (Teresina), clicado por Claudiney Ferreira

Nélio Bizzo é biólogo, com pós-graduação na área de biologia e educação. Estagiou na Inglaterra, estudou os manuscritos de Charles Darwin no Manuscripsts Room, da University of Cambridge Library, em Down House (Charles Darwin’s Memorial) e na British Library. É professor titular da USP e Fellow do Institute of Biology (Londres). E, de quebra, é palestrante Rumos.

Ele que palestra hoje em Curitiba acabou de passar com a caravana por Teresina, onde falou sobre o que também fala hoje, quer dizer, sobre A obra de Charles Darwin como exemplo de processo criativo. Destaque-se: na capital piauiense, Nélio contou com a presença do escritor e jornalista José Castello na platéia (que estava na área na condição de oficineiro Rumos, como você a essa altura já sabe), que de ouvinte passou a interlocutor na hora do jantar. Quem registra o encontro é o expedicionário Claudiney Ferreira: 

“Castello ficou maravilhado e foi surpreendido com a fala do Nélio sobre a importância da proporção áurea na ciência, nas artes e no cotidiano. Castello agora quer pesquisar a influência (será que ela existe?) do conceito na literatura”. O papo foi longo e tudo indica que a conversa vai se prolongar pela vida. O Rumos, caro leitor, é a arte do encontro.
 
Como já relatou outro expedicionário, o Kuja, em sua palestra “o Nélio Bizzo comenta que Darwin ‘remixou’ algumas idéias da época, que o levaram a formular a teoria das evolução das espécies. O ‘insight’ científico é tão contestável quanto o ‘insight’ artístico, pois nada surge por ‘geração espontânea’. A cultura e a arte caminham por referências e associações”. Claudiney complementa puxando algumas notas do seu indefectível bloco de notas:

“Os pensadores da antiguidade não nos legaram idéias mas, mais importante, modos de pensar criativamente. Nélio registra algo que parece similar a alguns pensamentos sobre os processos artísticos comtemporâneos: ‘Antes de Darwin, predominava a idéia de que cada ser vivo era uma obra acabada. Hoje sabemos que tudo está em processo de criação’. Deste pensamento tira-se algumas outras idéias em processo. Se tudo está em processo de criação, não há um ser vivo ou obra finalizada, portanto, perfeita”, reflete o capitão.
 

Violação de correspondência

De: “Guilherme Kujawski Ramos” <guilherme.ramos@XXXXX>
Para: “Nelio Bizzo” <nelio.bizzo@XXXXX>

CC: “reuben c rocha” <reubencr@XXXXX>

Data: 24 de abril de 2009, 16:44
Assunto: Darwin
 
“Olá Nelio,
 
Veja que interessante essa exposição: http://www.schirn-kunsthalle.de/index.php?do=exhibitions_detail&id=88&lang=en
 
Lembrei de você e de sua palestra no Rio (que foi ótima e instigante).
 
A respeito dessa exposição, que associa Darwin e arte, li um comentário interessante de um músico escocês:
 
On Sunday at 3pm I’m giving one of my Unreliable Tours, this time of the Schirn Kunsthalle in Frankfurt. I’ll guide people around their Darwin: Art and the Search for Origins exhibition, telling visitors that Darwin — contrary to anything they might have heard — actually arrived at his evolutionary theories after witnessing the events recounted in The Bremen Town-Musicians by The Brothers Grimm. Darwin’s eureka moment, I’ll continue, came when his father took him to Highdown Fair.
 
Um abraço!
 
Guilherme Kujawski”

Outras praias

Curioso pra saber mais sobre as relações entre arte e ciência? Clicaqui. Trata-se do relato de outro grande encontro, entre o artista Dimitri Lima e Nélio Bizzo, realizado no Redes de Criação, que por sinal teve curadoria de Cecília Almeida Salles, que palestra ao lado do biólogo logo mais, na terra de Paulo Leminski. A arte do encontro, a arte do encontro…

Brasil-Mosaico

Um post-mosaico para um Brasil imenso, brasileiro leitor, para uma semana e meia que passou — sorrisos nos retratos de Aracaju, Darwin, Chris Marker e Os Doze Macacos no Rio, Joana feliz narrando os espólios da palestra em Bê-Agá. Ainda tem muita história pra contar. Voltamos no próximo post. Mas enquanto isso, vá, vá, .

Em Aracaju

 

As meninas preparando Aracaju: Sonia Sobral, Christine Greiner e Lia Rodrigues

As meninas preparando Aracaju: Sonia Sobral, Christine Greiner e Lia Rodrigues

 

Sonia representa o Itaú Cultural, apresenta as palestrantes e recebe uma boa turma

Sonia representa o Itaú Cultural, apresenta as palestrantes e recebe uma boa turma

 

Eu disse "boa"? Grande também!

Eu disse "boa"? Grande também!

 

No Rio

 

Nélio Bizzo e Guilherme Kujawski, o Kuja

Nélio Bizzo e Guilherme Kujawski, o Kuja

 

“Na primeira noite”, relata Kuja, “o Nélio Bizzo comentou que o Darwin ‘remixou’ algumas idéias da época, que o levaram a formular a teoria das evolução das espécies. O ‘insight’ científico é tão contestável quanto o ‘insight’ artístico, pois nada surge por ‘geração espontânea’. A cultura e a arte caminham por referências e associações.

“No dia seguinte teve a oficina do pessoal do Overmundo. Nada como um dos próprios participantes contar como foi“.

 

Ronaldo e o público

Ronaldo e o público

 

“Na noite de fechamento, Ronaldo Entler e André Brasil fizeram duas ótimas apresentações: o primeiro focou no trabalho de Chris Marker [lembra?], responsável, entre outros, pela ‘fotonovela’ La Jetée (1962), que foi inspiração para o filme ‘Os Doze Macacos’ de Terry Gilliam.

 

O público e André Brasil

O público e André Brasil

 

“O segundo focou na polêmica exposição de Godard no centro Pompidou; a princípio era para ser uma exposição sobre a história do cinema mas, desacordos e brigas depois, tornou-se uma exposição-instalação chamada ‘Collage(s) de France’, mais voltada ao trabalho do cineasta”.

Em Bê-Agá

 

A palestrante Suely Rolnik

A palestrante Suely Rolnik

 

Joana Rennó diz que a palestra da Suely Rolnik lotou o auditório. Bom pra quem foi, já que, segundo Joana, é “difícil colocar o que foi dito em poucas palavras. Quase impossível. Pra você ter uma idéia da palestra, dá uma olhada em alguns dos subtítulos que a própria Suely criou”:

 

Desentranhando futuros

 

Despertando da anestesia

 

Micro e macropolítica

 

Criação cafetinada

 

Revolver

 

Ativar

 

Revulsionar

 

“Acho que pelos subtítulos dá para sentir o que foi a experiência de ontem, né? Revolver, ativar, revulsionar…Dar expressividade para aquilo que pede passagem…O ato de criação como uma forma de esgarçar nossos limites…”

 

Constelação de idéias passando pelos olhos do público

Constelação de idéias passando pelos olhos do público

 

Novos limites, é para lá que o Rumos aponta. O que nos aguarda detrás das fronteiras que ainda faltam cruzar?

Cajuína

A caravana Rumos Itaú Cultural 2009 já está em Teresina. Onde amanhã tem palestra e oficina. E existirmos, a que será que se destina?

 

 

Terra do coreógrafo e rumeiro-palestrante Marcelo Evelin, que lá administra o Teatro Municipal  João Paulo II, onde criou e dirige o Centro e Núcleo de Criação do Dirceu.

Terra de Maria da Inglaterra (alô, alô, Natale e turma do Núcleo de Música!), destaque no Rumos Música e no suplemento cultural, er, bem, Piauí.

 

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Terra de Mário Faustino, lendário jornalista-crítico-tradutor da coluna ‘Poesia-Experiência‘ (Suplemento Dominical do Jornal do Brasil). E da geléia geral de Torquato Neto: ê pacatuba/meu tempo de brincar/já foi-se embora/ê parnaíba/passando pela rua/até agora/agora por aqui estou/com vontade/e eu vou e volto pra matar/essa saudade.

 

 

O Rumos leva pertinentemente à terra dessa turma a oficina de reportagem em jornalismo cultural Em Busca do Personagem: Um Olhar Singular. É na quinta-feira, das 09h30 às 12h30 e das 14h às 18h, e é com o jornalista e escritor José Castello.

Às 19h, é a vez do biólogo Nélio Bizzo falar sobre Processos de Criação – A Obra de Charles Darwin como Exemplo de Processo Criativo. Em sua palestra, além de tratar da obra do velho Darwin, Bizzo discute a possibilidade de estabelecer um paralelo entre a criação científica e a artística. O papo acontece no Complexo Cultural Clube dos Diários/Sala Torquato Neto. Rua Álvaro Mendes, s/n, CEP: 64001-100. Tel: (86) 3222-7100 e (86) 3222-7075.

Já a oficina acontece no Memorial Zumbi dos Palmares. Av. Miguel Rosa, nº3400 — Centro/Sul. Tel: (86) 3216-3702. A atividade é aberta a profissionais, professores e estudantes. Inscrições antecipadas na Fundação Cultural do Piauí – Praça Marechal Deodoro, 816, Centro. Ou pelos telefones: (86) 3221-3446 ou (86) 8851-2937. Serão oferecidas 20 vagas.

2xBH

Mineiros tomando Rumos

Tomando Rumos: na UniBH, Babi conversa com alunos da UFOP (Federal de Ouro Preto) e Estácio de Sá de Petrópolis, presentes para as discussões abertas a estudantes

 

“E bota maratona nisso!”, Babi Borghese define o fim de semana mineiro. No bom sentido, no bom sentido, não entenda mal. É que o 12° Encontro Nacional de Professores de Jornalismo do FNPJ teve 110 inscrições de todo o Brasil e se você pensar que, por exemplo, no 1° dia ocorreu o encontro de coordenadores de cursos de jornalismo na Faculdade Pitágoas, com uns 30 participantes, vai entender que Babi teve a manha de falar com os inscritos um por um. Ponto para o Rumos.
 
No sábado foi o dia dos Grupos de Pesquisa, em que os 110 inscritos se dividiram em 06 turmas para relatos de caso. “Nossos professores rumeiros Nisio Teixeira, Marina Magalhães e Margareth Assis Marinho apresentaram o mapeamento no Grupo de Pesquisa Projetos Pedagógicos e Metodologias de Ensino, sob coordenação do Prof. Dr. Leonel Aguiar, da PUC-Rio. Foi o maior dos grupos — 27 peofessores/coodenadores”. Ponto para o Rumos parte II.

 

Rumaria, atacar!

Rumaria, atacar! Marina Magalhaes, Margareth Marinho e Nisio Teixeira

 
“Todos ouviram com atenção nossos 15 minutos de fama, em que os três explicaram muitíssimo bem a que vieram. Margareth, inclusive, protagonizou um ’30 segundos para nossos comerciais’, falando com carinho de sua experiência no Rumos. Não se conteve e mostrou a todos o folder das novas inscrições. Nisio lembrou da revista Singular e contou um pouquinho da experiência dos estudantes, e a Marina fez a apresentação do mapeamento, que foi detalhado pelo Nisio”, Babi documenta.
 
Ficou curioso? O trabalho estará disponível em breve no site do FNPJ. Legal, né?

 

2XBH

 

E agora, num fabuloso giro de 360º, sairemos de BH direto para…BH, circunférico leitor. A terrinha é boa e a gente não se cansa: logo após o feriado, nos dias 22 e 23, os inconfidentes recebem a caravana Rumos para mais uma sequência de bate-papos, no Museu Inimá de Paula.

Na quarta, às 19h, Suely Rolnik fala sobre Processos de Criação, abordando em sua palestra as práticas artísticas dos anos 60 e 70 que tiveram como alvo o poder institucional e disciplinar do ‘sistema da arte’. Suely parte desta idéia para discutir as experiências criativas em países da América Latina que estiveram sob regime ditatorial no mesmo período.

Quinta-feira, no mesmo bat-horário, o tema é O Real Imaginado: O Documentário de Criação, o palestrante é Joel Pizzini, e o foco são as experiências realizadas por autores – de Alberto Cavalcanti a Glauber Rocha – que reinventaram a memória histórica, política e/ou poética. Na sequência, Consuelo Lins discute Processos de Criação no Documentário, propondo uma reflexão em torno de alguns procedimentos usados na produção contemporânea de documentários, entre os quais a construção de dispositivos de filmagem e a utilização de imagens de arquivo — públicos, familiares, privados, pessoais, cinematográficos, televisivos, anônimos — na montagem de filmes.

Enquanto isso, no Brasil:

Logo mais, rrrrrespeitável público, a caravana Rumos Itaú Cultural 2009 entra em cena para mais uma sequência de diálogos, debates, e para dar o que falar por este vasto mundo brasileiro. Depois de Goiás, Brasília, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul , Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte, Acre, Paraíba, Pernambuco, Rondônia, Amapá, Roraima, Pará e Amazonas, ufa!, não perca o fôlego, atlético leitor, que é a vez de Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro abrigarem a tenda itinerante da rumaria.

Hoje é dia de Aracaju, e amanhã também. Logo mais às 19h, no Espaço Semear, Christine Greiner, professora do departamento de Linguagens do Corpo da PUC-SP, palestra sobre A Importância do Corpo nos Processos de Criação em Arte Contemporânea. Amanhã no mesmo horário, no mesmo local, e com a sua mesma presença, a coreógrafa carioca Lia Rodrigues fala sobre Processos de Criação na Dança, abordando o tema a partir da experiência de 35 anos de carreira. 

Na sequência, entre 16 e 18 de abril, a Universidade Federal do Espírito Santo, em Vitória, bem recebe a caravana para assistir, às 19h do primeiro dia, à professora Ivana Bentes palestrar sobre Convergência das Mídias e Linguagens, e ao artista multimídia Lucas Bambozzi falar sobre Linguagens em Trânsito: o Audiovisual nas Redes e as Tecnologias Recentes de Produção de Imagens. A confluência de formatos audiovisuais na internet e a exploração dos conceitos que envolvem essas novas possibilidades de linguagens estão entre os tópicos que serão abordados na fala de Lucas, assim como o conceito de microcinema. No dia seguinte (sexta-feira), das 14h às 18h, o mesmo Bambozzi ministra a oficina Filmes e Vídeo Experimentais, que pretende um aprofundamento das discussões a partir de análises detalhadas de exemplos e estudos de casos.
 
No sábado, 18, o jornalista José Castello volta à cena com a oficina Em Busca do Personagem: Um Olhar Singular. A atividade é aberta para profissionais e estudantes de jornalismo e os seus principais temas abordam a pesquisa, a escolha e a construção do personagem, técnica da entrevista e a transpiração na produção do texto.

E o Rio de Janeiro? Continua lindo, e recebe a caravana nos dias 16 e 17 de abril.

Às 19h do primeiro dia, o pós-graduado na área de biologia e educação Nelio Bizzo fala sobre Processos de Criação: A Obra de Charles Darwin como Exemplo de Processo Criativo. Ele observa que nas últimas décadas a história da ciência passou por uma profunda transformação como campo de pesquisas, contexto em que o trabalho de Darwin torna-se um tema privilegiado. Além desta questão, Bizzo conversa sobre a possibilidade de estabelecer um paralelo entre a criação científica e a artística.
 
No dia seguinte (sexta-feira), das 14h às 17h, Helena Aragão ministra a oficina Introdução à Web Colaborativa. O objetivo da atividade é desmistificar a internet e o processo de escrita e mostrar como a web 2.0 pode fazer diferença no dia-a-dia do usuário. Com aulas práticas e lúdicas, ele dá noções básicas de como ampliar o repertório dos canais possíveis para a difusão de conteúdo na web e como utilizá-lo.
 
Às 18h, André Brasil (professor da PUC-Minas e integrante do programa de pós-graduação em Comunicação) e Ronaldo Entler (mestre em multimeios pelo Instituto de Artes da Unicamp) falam sobre Cinema Expandido: Novos Formatos, Novos Espaços. Na palestra, o primeiro aborda o processo de expansão do filme para além da sala de cinema, e os novos aspectos que ele adquire, devido aos recursos digitais de produção e projeção existentes. Já Ronaldo Entler fala sobre o conceito de obra expandida e analisa o trabalho do documentarista francês Chris Marker que, nos anos 60, repensou o estatuto do cinema com uma inusitada obra de ficção científica, e hoje explora linguagens e ambientes alternativos para reinterpretar os registros que produziu ao longo de quase 60 anos de carreira.

Tá bom ou quer mais? Quer mais? Porque tem mais.