Bah! Crônicas de um rumeiro em Porto Alegre (II)

poa5

 

“A dupla César Guimarães e Roberto Moreira se encontrou mais uma vez em Porto Alegre, para tratar do tema mais pontual desta edição do Rumos Cinema e Vídeo — O Experimentalismo no Audiovisual Contemporâneo.

Você sabe o que é experimental? Quem responde é o cineasta Stan Brakhage, citado por César:

‘Imagine um olho não governado pelas leis fabricadas da perspectiva, um olho livre dos preconceitos da lógica da composição, um olho que não responde aos nomes que a tudo se dá, mas que deve conhecer cada objeto encontrado na vida através da aventura da percepção’.

Veja como o diretor traduziu isso em imagens”:

 

 

[Texto e imagem, Roberto Moreira S. Cruz]

Bah! Crônicas de um rumeiro em Porto Alegre (I)

Fachada da Fundação Iberê Camargo, em POA

Fachada da Fundação Iberê Camargo, em POA

 

“‘Vou pra Porto e Bah! Tri-legal’. Quem tem mais de 40 lembra de Kleyton e Kledir. Mas tri-legal mesmo é visitar a Fundação Iberê Camargo, que recebeu a caravana Rumos antes do feriadão. O museu é maravilhoso, uma obra muito sofisticada do arquiteto Alvaro Siza Vieira“.

 

poa2

 

“Construído em 2008 para abrigar o acervo de mais de 4000 obras do artista Iberê Camargo, tornou-se um lugar obrigatório de visitação. Não só por conta das obras do pintor, mas também pela experiência de circular por suas salas e incríveis túneis, que ligam um andar a outro”.

 

poa4

 

poa3

 

“Estes túneis — extensões de concreto que se projetam para fora da estrutura blocada do edifício — criam um efeito de passagem, transição, revelando pontos de luz e fragmentos da paisagem do Rio Guaíba, em meio à sua extensão. Brilhante!”
 
[Texto e imagens: Roberto Moreira S. Cruz]

Instantâneos Catarinenses IV

floripa9

floripa10

“Experimental? Afinal, o que é experimental? A dúvida, que abre a cabeça e expande a percepção das coisas, talvez seja a melhor sensação que o público pode ter ao sair de uma debate. Roberto Moreira e César Guimarães encerraram os encontros Rumos Itaú Cultural 2009 versão Floripa em grande estilo, colocando à prova os conceitos e preceitos sobre o que é o experimental na produção audiovisual contemporânea. Mais que afirmações, indagações certeiras sobre, afinal de contas, o que é ser experimental hoje num mundo globalizado e pós-tudo. Você se arrisca a responder?”
 
[Texto e imagens: Roberto Moreira S. Cruz]

Instantâneos Catarinenses II

taxi_luz
 
 
“Quem conhece Florianopolis sabe: a cidade não tem taxi. Ou melhor, pra se pegar um taxi você tem que saber onde é o ponto ou chamá-lo pelo telefone. Se estiver caminhando despreocupadamente e resolver pegar um táxi, isso pode se tornar uma aventura, ou uma desventura. Estavamos caminhando pela [avenida] Beira-Mar após o almoço. Eu e o Roberto Moreira, meu xará, precisávamos ir para a Universidade, onde aconteceria a oficina sobre Filmes e Vídeos Experimentais. Cem, 300 800 metros e nada de Taxi. Cinco, oito, 12 minutos de caminhada e… nada de táxi. O sol sobre nossas cabeças e a referência que tinhámos era que ‘logo alí na frente no shopping tinha um ponto’. Enquanto isso, nada de táxi. Até que fomos salvos por uma esquina mais movimentada e 10 minutos depois estávamos no campus da UFSC”.

[Roberto Moreira S. Cruz]

Crédito da foto, aqui.

Instantâneos Catarinenses I

Floripa por fora...

Floripa por fora...

...E por dentro, no auditório do Centro de Comunicação e Expressão da UFSC

...E por dentro, no auditório do Centro de Comunicação e Expressão da UFSC

Florianópolis é uma das paradas da última semana da agenda da caravana Rumos 2009. A palestra de abertura, com Ronaldo Entler, aconteceu ontem no auditório do Centro de Comunicação e Expressão da UFSC. O tema? Acaso e Processo de Criação. O cardápio? Roberto Cruz, gerente do núcleo de Audiovisual do Itaú Cultural, divide conosco: “Marcel Duchamp, Novos Realistas, Sophie Calle e Chris Marker. A platéia, que lotou o auditório, 120 lugares, adorou e prometeu voltar hoje para acompanhar a oficina de Roberto Moreira, sobre Experimentalismo e Cinema, e à noite acompanhar as palestras do próprio Roberto e de César Gumarães”. Roberto Cruz destaca a dívida da caravana com a professora Cláudia Mesquita, do curso de Cinema da UFSC, que organizou o encontro na ilha e tem dado enorme apoio a essa grande caravana. Confira mais algumas cenas da palestra de abertura, clicadas pelo celular do nosso expedicionário:

floripa5

floripa3

A Bahiiiiiiiiaaaaaa…

Praia do Rio Vermelho, Salvador, clicada por Roberto Cruz

Praia do Rio Vermelho, Salvador, clicada por Roberto Cruz

Estação primeira do Brasiiiiiil: “A caravana Rumos não poderia deixar de passar por lá” — Roberto Cruz acrescenta à caetânica canção, assoviada a favor do vento salgado da salvadora orla. Sim, matinal leitor: o Rumos está no Norte, mas também no Nordeste. Fácil de entender, visto que também está aqui. E é de lá de onde se escreveu a primeira carta que Roberto envia seu relato. Por email, apressado leitor, por email. Que diz assim:

“Os encontro aconteceram no auditório da FACOM – Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Fomos recepcionados pelos professores André Lemos, Wilson Gomes e Karla Brunet — esta última professora do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da UFBA. O público era jovem, a maioria formado por estudantes da própria faculdade e por mais outros tantos realizadores, pesquisadores e interessados nos rumos da arte e da cultura brasileira”.

bahia_gilberttoprado

Gilbertto Prado

“Gilbertto Prado falou no primeiro dia e abriu um mosaico de informações e referências das artes tecnológicas de seu notebook. Passaram na tela: de Helio Oiticica a Nam June Paik; da Apollo 11 ao MIT; do computador análogico aos inputs e outputs da arte móvel”.

bahia_patriciamoran

Patrícia Moran

“No dia seguinte Patrícia Moran traçou um panorama da produção dos artistas interessados na edição e criação de obras audiovisuais em tempo real. Definiu e exemplificou o que são as performances de VJs e os recursos tecnológicos disponíveis para estas peripécias”.

Assim falou nosso missivista e representante do Rumos Cinema e Vídeo, diretamente da terra do vatapá, com as bênçãos de Iemanjá, das metamorfoses de Raul e do que é que a bahiana tem, sim senhor. Mas não, não desconecte, plugado leitor, que logo logo tem mais. A não ser, é claro, que tenha uma caravana Rumos pertinho de você.