Rumos em abril e em Aracaju

Uma segunda etapa da divulgação do Rumos Itaú Cultural 2010 começa junto com este novo mês, atual leitor, isso a alguns dias de distância, mas já dou a dica: em Aracaju, nos dias 13 e 14 de abril, acontecem dois mini-cursos do Rumos Literatura — Crítica & ficção no Brasil: uma leitura do presente, com Flávio Carneiro, e Crítica de poesia: tiques, toques, truques, com Wilberth Salgueiro. As inscrições para os mini-cursos — que já passaram por Maceió, Recife e João Pessoa — são gratuitas, e para saber mais basta dar uma olhada na programação. Só não vá mudar de canal, que novidades pintarão.

Entrevista: Alckmar Santos

Nem bem desceu do avião, Alckmar Luiz dos Santos já caiu na estrada. Professor de literatura brasileira na Universidade Federal de Santa Catarina, poeta e pesquisador de literatura digital, Alckmar, que acaba de voltar ao Brasil, integra o time de realizadores dos mini-cursos do Rumos Literatura, e conversa nesta quinta, em Recife (e no domingo em João Pessoa), sobre origens e atualidades da literatura digital.

Fora do país no último ano por conta de um pós-doutorado (pesquisando leitura, ensino e aprendizagem de literatura em meio digital, com grupos de pesquisa da Universidade Complutense de Madri), Alckmar ainda está arrumando a casa, mas topou na hora a idéia do mini-curso. “Eu não digo não pro Itaú Cultural”, ele me diz por telefone na entrevista que, coerentemente com a afirmação, topou fazer.

Selecionado do Transmídia em 2002 (o precursor do Rumos Arte Cibernética), membro da comissão de seleção do Rumos Literatura 2007-2008 e depois coordenador do laboratório virtual do qual participaram os selecionados, Alckmar é parceiro antigo nessa longa conversa-viagem sobre literatura contemporânea e arte digital ou, como é o caso nessa ocasião, sobre os caminhos da literatura no ambiente digital.

Conversa longa e (ainda bem) inconclusa, Alckmar só podia mesmo dar risada quando inevitavelmente pergunto mas o que é mesmo literatura digital? “Essa é uma pergunta que se vem tentando responder há muito tempo. Podemos falar em artes digitais, de modo geral, que é menos uma definição de arte do que de meios, e no caso específico da literatura digital, que é, claro, o setor das artes digitais em que a matéria verbal é importante. Por outro lado, há uma tradição de autores impressos que já lidavam com questões importantes para a literatura digital, como a visualidade, ou o uso de combinações e permutações. Os mais próximos de nós são os concretistas, mas é possível remeter até aos gregos”. Na imbricada relação dos novos meios digitais com a tradição literária, quem cria é também quem pesquisa, discute, tenta definir enquanto faz, “e cada vez que se cria algo novo, a definição que se tinha caduca”.

Se definir não é mole, editar literatura brasileira (e ainda por cima contemporânea) também não é café pequeno, se a gente considera a conversa repetida nos debates, seminários e quetais: sobram autores, faltam editoras e público. Encafifado pergunto, a quantas anda a edição e o acesso à literatura digital no Brasil?, e escuto que, se publicar ficou mais fácil (não se precisa passa por um editor, ou pelo mercado), por outro lado o que não é tarefa simples é encontrar qualidade nessa produção.

“Se você fizer uma busca por literatura digital na rede, vai aparecer muita coisa que não é literatura digital, ou seja, que não utiliza recursos de programação. Muita gente divulga literatura impressa na internet e chama de literatura digital, mas o ‘digital’ nesse caso é só uma forma de divulgação, não uma questão artística”.

Eu havia mesmo dado um googlada, e no mar heterogêneo daquilo que se divulga, produz e discute como literatura digital, algo me chamou a atenção, o fato de que parte considerável do que se diz do assunto gira em torno do leitor. Faz sentido. Na hipótese mais singela, o ambiente digital oferece a possibilidade de se pensar novos modos de leitura. Não satisfeito com a hipótese, pergunto se a leitura passa a ser um elemento da criação, ou o leitor passa a ser co-autor do texto, necessitando ser “tão poeta quanto o poeta” (como dizia Leminski) para ler o poema?

Sem o leitor não tem texto. Eu faço uma distinção entre obra e texto, que é a de que obra diz respeito ao material, seja impresso, oral, digital. O texto é sempre resultado de uma interação do leitor com a obra, seja ela de que natureza for. No meio digital, o que ocorre é que essa interação tem a possibilidade de afetar o próprio material, a obra, por meio da programação.

Dá pra dizer que o mesmo ocorre com a crítica, já que o crítico é uma espécie de leitor especializado?

Sem dúvida, o crítico precisa entrar no ambiente digital sem ingenuidade, precisa ter um repertório além da literatura propriamente dita, precisa conhecer cultura digital, ter idéia das questões envolvidas nesse tipo de criação.

O crítico de literatura precisa conhecer mais do que literatura.

Na verdade, a questão é rever aquilo que a gente chama de literatura, ou o modo como a gente vai passar a entender a literatura. O conceito de literatura, o que cabe nessa definição, muda a cada época. Na literatura digital, a programação não é algo externo ao texto, pelo contrário, determina a criação em muitos sentidos. Muitas criações em meio digital são produzidas coletivamente, envolvem pessoas ligadas ao texto, pessoas ligadas à informática e pessoas que entendem de programação visual, e cada uma delas precisa conhecer um pouco das outras coisas.

O meio digital, então, altera a noção que se tem de literatura?

Sim, e cada vez mais a informática altera a literatura e o ambiente de leitura.

No caso do ambiente de leitura isso é visível, mas você acha que as mudanças ocorrem da mesma forma na escrita “de papel”? 

Hoje qualquer escritor usa, no mínimo, um editor de texto e um dicionário virtual. Talvez seja algo imperceptível, de que não nos damos conta, mas isso já altera radicalmente a estrutura, o ritmo e as estratégias de escrita, inclusive da “literatura de papel”.

Há alguns anos, Alckmar desenvolveu uma página de poesia eletrônica em parceria com Gilbertto Prado. A página está hospedada no site da UFSC, o que me faz pensar, que espaço a literatura digital ocupa na universidade?

Vários criadores e teóricos das artes digitais, e isso no mundo todo, estão ligados, ainda que indiretamente, à universidade. E eu diria que só conseguem trabalhar por disporem do apoio das universidades.

No seu caso, o apoio vai desde a linha de pesquisa em que atua (Teoria do texto digtal) até o núcleo de pesquisa que coordena, o NUPILL, Núcleo de Pesquisas em Informática, Literatura e Lingüística.

O núcleo, formado por alunos do Brasil inteiro, dispõe de (e disponibiliza) um banco de dados e um acervo digitalizado de literatura brasileira. São 70.000 obras (700 já digitalizadas) e 17.000 autores, acervo (um verdadeiro arsenal) a partir do qual são desenvolvidas ferramentas de leitura e ensino, espécie de carro-chefe das pesquisas do grupo.

O NUPILL surgiu em 1995, com o propósito de digitalizar as obras de Machado de Assis. Entre 2007 e 2008, o MEC encomendou a digitalização total das obras do autor, e qual a surpresa do grupo ao descobrir que, ao invés dos cerca de 40 títulos que possuía, a pesquisa ainda revelaria vários dígitos, e a soma chegaria a 242 obras. “Nosso acervo digital das obras de Machado é mais completo que suas obras completas impressas disponíveis no mercado. E ainda é de graça”.

Tá esperando o quê? Dá lá um pulo na biblioteca enquanto espera pelo mini-curso. Só não vá perder a hora.

Rumos Música em Floripa

Na fissura pra participar das programações de divulgação do Rumos 2010, fissurado leitor? Se estiver em Floripa essa semana, não precisa ficar roendo unhas. Precisa é clicar nas imagens acima (clica que amplia) pra se informar do que vai rolar no Teatro da UFSC, ou melhor, no do lançamento do Rumos Música que acontece lá, nos dias 25 e 26.

Se você estiver em Recife ou João Pessoa, lembre-se. Se não estiver em nenhum desses lugares, não se agonie, aguarde novidades ou, aliás, clique no link mesmo assim, e dê uma olhada nos textos de apresentação dos mini-cursos (basta clicar nos títulos) que estão bem legais.

Ou vai ficar aí roendo unhas?

Dê o play

[Pra começar a semana vendo e ouvindo Rumos, audiovisual leitor, para sossegar os sentidos nessa véspera de mini-curso e para dar o lembrete, ou melhor, fazer a pergunta e estender o convite: você já deu uma olhada ali do lado? Tem Itaú Cultural no Twitter, no Facebook e no Youtube, onde está hospedado o vídeo aí de cima, de apresentação do Rumos 2010, e muito mais. Vá lá, internético leitor, navegue por outras praias, não seja tímido, mas volte, que já já tem mais]

Rumos Literatura em Recife e João Pessoa

Enquanto o leitor de Maceió abandona este post na metade, na linha exata em que lhe lembro que amanhã é o último dia de inscrições para os mini-cursos do Rumos Literatura e que é melhor mesmo que saia correndo pra não perder a chance de ouvir Flávio Carneiro e Wilberth Salgueiro falarem sobre prosa, poesia e crítica (vá lá, leitor, corra, leitora, eu entendo, eu entendo), a turma de Recife e João Pessoa vai logo atrás. É que acontecem lá os próximos mini-cursos de literatura contemporânea, e acontecem logo.

Já no início da próxima semana, na terça-feira, a capital de Pernambuco recebe a caravana de rumorosos, que fica até a quinta discutindo prosa, poesia e (novidade em relação a Maceió) literatura digital, com o poeta e professor Alckmar Santos. A partir de sábado, em João Pessoa, Heloisa Buarque de Hollanda vem somar idéias à conversa sobre literatura digital, dividindo o módulo com Alckmar.

Pode até sair correndo pra fazer sua inscrição, mas antes confira abaixo (ou em programação) as informações sobre dia, hora e local de cada coisa, descritivos dos cursos, currículo dos ministrantes e:

Mini-cursos Rumos Literatura

Recife – 23, 24 e 25/03 (terça a quinta) – Livraria Jaqueira

– 23/03 – Wilberth Salgueiro – poesia
– 24/03 – Flávio Carneiro – prosa
– 25/03 – Alckmar Santos – literatura digital

Atenção: auditório fica no segundo andar com acesso apenas por escadaria (não há rampas, elevadores ou outra forma de acesso para deficientes)

Horário: 9h30 às 12h30 e 14h às 18h (nos 3 dias)
Local: Livraria Jaqueira – RUA ANTENOR NAVARRO, 138 – GRAÇAS – CEP 52050-080 – RECIFE – PE – PONTO DE REFERENCIA: EM FRENTE AO PARQUE DA JAQUEIRA – (81) FONE: 81 3265.9455// www.livrariajaqueira.com.br 
Público: Sem inscrições antecipadas– Vagas preenchidas conforme ordem de chegada
Quantidade de vagas: 50
Não haverá certificado
 
Algumas origens e atualidades da literatura digital, com Alckmar Luiz dos Santos

Esse minicurso pretende apresentar algumas das relações possíveis entre criações literárias do meio impresso e as atuais criações literárias digitais, chegando a discutir as condições de produção e de divulgação desse tipo de literatura no Brasil.
 
Crítica & ficção no Brasil: uma leitura do presente, com Flávio Carneiro

O propósito do curso é discutir algumas questões sobre o exercício de uma crítica literária que se arrisca a falar não apenas de obras e autores canônicos mas do que está sendo produzido hoje no Brasil na área de ficção. Os princípios norteadores dessa crítica, seus critérios, seus recortes são alguns dos pontos tratados, juntamente com a apresentação de um mapeamento da ficção brasileira atual.
 
Crítica de poesia: tiques, toques, truques, com Wilberth Salgueiro

Este curso se propõe a apresentar um instrumental crítico e teórico para que o leitor de poesia possa firmar critérios e valores próprios e, daí, apreciar a força e a forma de uma obra poética. A exposição do instrumental se dará em paralelo a análises de poemas brasileiros contemporâneos, sobretudo a partir da década de 1980.

João Pessoa – 27 e 28/03 (sábado e domingo) – Espaço Cultural da Paraíba
 
– 27/03 – Flávio Carneiro – prosa
– 28/03 – Heloisa Buarque de Hollanda e Alckmar Santos (cada um vai ocupar um período, será feita apenas 1 inscrição pelo dia)

Horário: 9h30 às 12h30 e 14h às 18h (nos 2 dias)
Local: Fundação Espaço Cultural da Paraíba – Coordenadoria de Literatura – Rua Abdias Gomes de Almeida, 800 – Tambauzinho – CEP 58042-100 – João Pessoa-PB – (83) 3211.6247 – www.funesc.com.br  e contato@funesc.com.br
Público: Inscrições pessoalmente das 13h às 17h, de segunda a sexta, ou pelo telefone               (11) 3211-6244       , de 15 a 26/03,
Quantidade de vagas: 50 – Certificados para quem cumprir ao menos 75% da carga horária
 
Algumas origens e atualidades da literatura digital, com Alckmar Luiz dos Santos

Esse minicurso pretende apresentar algumas das relações possíveis entre criações literárias do meio impresso e as atuais criações literárias digitais, chegando a discutir as condições de produção e de divulgação desse tipo de literatura no Brasil.
 
Crítica & ficção no Brasil: uma leitura do presente, com Flávio Carneiro

O propósito do curso é discutir algumas questões sobre o exercício de uma crítica literária que se arrisca a falar não apenas de obras e autores canônicos mas do que está sendo produzido hoje no Brasil na área de ficção. Os princípios norteadores dessa crítica, seus critérios, seus recortes são alguns dos pontos tratados, juntamente com a apresentação de um mapeamento da ficção brasileira atual.
 
Literatura na era digital, com Heloisa Buarque de Hollanda

As novas tecnologias e a internet estão impactando de forma radical as formas de se fazer e de se pensar a criação literária, a autoria, a leitura e até mesmo o futuro do livro. Este mini-curso vai abordar algumas dessas questões já presentes no dia a dia dos escritores e na atuação dos leitores e editores .  

Sobre os ministrantes 

Alckmar Luiz dos Santos (Silveiras, SP) é poeta digital, ensaísta, professor de literatura brasileira da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
 
Flávio Carneiro (Goiânia, GO) é escritor, roteirista, crítico literário, professor de literatura da UERJ e autor de doze livros, entre contos, romances, crônicas, ensaios e novelas para crianças e jovens. Escreveu também dois roteiros para cinema. Seus livros mais recentes são o romance A Confissão e o livro de crônicas Passe de Letra: futebol & literatura, ambos publicados pela Rocco.
 
Heloisa Buarque de Hollanda (Ribeirão Preto, SP), é escritora,  professora de teoria crítica da cultura da UFRJ,  coordenadora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea, Diretora da Aeroplano Editora Consultoria Ltda, e Curadora do Portal Literal. É autora de livros como: Impressões de Viagem , O Feminismo como Crítica da Cultura , Guia Poético do Rio de Janeiro e Enter, uma antologia digital.
 
Wilberth Salgueiro (Rio de Janeiro/RJ) é mestre e doutor em Letras, pela UFRJ. Atualmente é coordenador do Programa de Pós-Graduação em Letras na UFES e pesquisador-bolsista do CNPq. Autor de, entre outros, Lira à brasileira: erótica, poética, política, Forças & formas: aspectos da poesia brasileira contemporânea (dos anos 70 aos 90) e Personecontos.

Rumos Jornalismo Cultural em nova fase

É hoje, pontual leitor, Babi Borghese manda avisar: os estudantes e professores de comunicação social selecionados da última edição do Rumos Jota-Cê entram numa nova fase de atividades, ou seja, na fase dos encontros virtuais para desenvolvimento dos trabalhos propostos pelo programa.

Os estudantes começam hoje mesmo as atividades do exclusivo Laboratório Online de Jornalismo Cultural. Nele, os 12 contemplados discutem temas ligados a jornalismo e cultura, enquanto produzem reportagens – em mídia impressa, sonora, audiovisual e web – para o lançamento de uma revista multimídia em dezembro. O editor do laboratório, pela segunda vez consecutiva, é o jornalista, escritor e articulista do jornal O Globo José Castello, que no último sábado, aliás, inaugurou um blog.
 
Já os oito professores selecionados iniciam na próxima sexta, dia 20, o igualmente exclusivo Fórum Virtual de Discussão, mediado pelo também professor Alex Primo (UFRGS), o especialista em ciberjornalismo que mantém este blog e um twitter com mais de 8 mil seguidores. O objetivo do fórum é mapear o ensino do jornalismo digital no Brasil, para publicação em livro e site no final do ano.

Lembrando que esta edição (a terceira) do Rumos Jornalismo Cultural (2009-2010) reúne professores  de Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, além de estudantes de Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

Prosa, poesia e crítica literária em Alagoas

Esquentando o caldo do Rumos Literatura 2010-2011, aquecendo a voz, ou melhor, as vozes para a conversa, o Itaú Cultural, em parceria com o SESC de Alagoas, abre inscrições para os mini-cursos Crítica de poesia: tiques, toques e truques, com o professor e poeta Wilberth Salgueiro, e Crítica & ficção no Brasil: uma leitura do presente, com o professor e escritor Flávio Carneiro

Por dois dias (um pra cada curso), ali no Sesc Poço, se discute o panorama da produção literária contemporânea na prosa e na poesia, e suas relações com a prática crítica. Topa? É só conferir direitinho o serviço ali embaixo, clicar nos títulos dos mini-cursos pra ler os textos de apresentação dos ministrantes (mais bibliografia, pra ficar afinado), e se ligar que as inscrições vão só até sexta, dia 19.

Alô, Nordeste: semana que vem tem mais, em Recife e João Pessoa. Mais informações em breve, num post perto de você.

Mini-cursos Rumos Literatura: 20 e 21/03 (sábado e domingo) – Sesc Poço

Horário: 9h30 às 12h30 e 14h às 18h (nos dois dias)
Local: Sesc Poço – auditório Maron Emile Abi Abib – Rua Pedro Paulino, 40, Poço – CEP 57025-340 – Maceió, AL – Fone: (82) 2123-2440 e 0800 284 2440
Público: Inscrições apenas pessoalmente em outro Sesc: Coordenação Artístico-Cultural (CARC) – Unidade SESC Centro (Rua Barão de Alagoas, 229, Centro – CEP 57020-210. Informações pelo tel.: (82) 3326-3133 / (82) 3326-3700 e  sescliteratura@gmail.com    
Vagas: 50 – inscrições gratuitas
Período de inscrições: até 19/03/10
Certificados para quem cumprir ao menos 75% da carga horária
 
20.03
9h30 às 12h30 e 14h às 18h

Crítica de poesia: tiques, toques, truques

Este curso se propõe a apresentar um instrumental crítico e teórico para que o leitor de poesia possa firmar critérios e valores próprios e, daí, apreciar a força e a forma de uma obra poética. A exposição do instrumental se dará em paralelo a análises de poemas brasileiros contemporâneos, sobretudo a partir da década de 1980.

Com Wilberth Salgueiro (Rio de Janeiro/RJ). Mestre e doutor em Letras, pela UFRJ. Atualmente é coordenador do Programa de Pós-Graduação em Letras na UFES e pesquisador-bolsista do CNPq. Autor de, entre outros, Lira à brasileira: erótica, poética, política, Forças & formas: aspectos da poesia brasileira contemporânea (dos anos 70 aos 90) e Personecontos.
 
21.03
9h30 às 12h30 e 14h às 18h

Crítica & ficção no Brasil: uma leitura do presente

O propósito do curso é discutir algumas questões sobre o exercício de uma crítica literária que se arrisca a falar não apenas de obras e autores canônicos mas do que está sendo produzido hoje no Brasil na área de ficção. Os princípios norteadores dessa crítica, seus critérios, seus recortes são alguns dos pontos tratados, juntamente com a apresentação de um mapeamento da ficção brasileira atual.

Com Flávio Carneiro (Goiânia, GO). Escritor, roteirista, crítico literário, professor de literatura da UERJ e autor de doze livros, entre contos, romances, crônicas, ensaios e novelas para crianças e jovens. Escreveu também dois roteiros para cinema. Seus livros mais recentes são o romance A Confissão e o livro de crônicas Passe de Letra: futebol & literatura, ambos publicados pela Rocco.