O que o Rumos Artes Visuais viu e ouviu em São Paulo

No mapeamento do Rumos Artes Visuais, muitos artistas, espaços, ateliês coletivos, galerias e faculdades de Artes já foram visitados em São Paulo. Nos últimos meses, diversos espaços acolheram encontros sobre o Rumos Artes Visuais, e agora o leitor tem acesso a um trecho desse percurso, em notas, fotos e legendas enviadas pela curadora de mapeamento da região sudeste Luiza Proença. Ela avisa que esta é apenas uma amostra de muitos encontros, e que ainda vem muita coisa boa por aí. É só seguir:

Mapeamento Rumos Artes Visuais em São Paulo

O Red Bull House of Art é uma residência para jovens artistas que teve sua primei­ra edição em 2009, no edifício do Hotel Central, na Av. São João. Desde 2010, o Red Bull House of Art tem como endereço o Edifício Sampaio Moreira, e é coordenado por Luisa Duarte, curadora do programa Rumos Artes Visuais em 2005/2006.

Como o programa não oferece hospedagem, mas sim um espaço de trabalho onde também ocorrem palestras aber­tas e visitas de acompanhamento, geralmente os artistas são nascidos e residem na cidade de São Paulo. Pelo programa já passaram os artistas Alessandra Cestac, Claudio Bueno, Regina Parra, Rodrigo Garcia Dutra, Adriano Costa, Bhagavan David, Bruno Baptistelli, Deyson Gilbert, Flávia Junqueira, Henrique César, Clara Ianni, Felipe Salem, Jaime Lauriano, Sofia Borges (artista selecionada da edição 2008/2009 do Rumos Artes Visuais), Marcos Brias, Guilherme Peters, Re­nato Pera, Ana Prata, Bruno Storni, Felipe Bittencourt, Gustavo Ferro, Theo Craveiro, Ana Mazzei, Alexandre B, Bruno Palazzo, Daniel Scandurra, Frederico Filippi e Vitor Mizael.

O Ateliê Coletivo Oço é um espaço para investigação de linguagens artísticas e promoção da arte contemporânea, com atuação na cidade de São Paulo desde 2005. Gerido pelo artista Claudinei Roberto, o espaço, localizado no bairro Liberdade, realiza conversas com convidados, oficinas de acompanhamento crítico e exposições. Recentemente o Ateliê vem pautando suas atividades na reflexão sobre a cidade como suporte e o suportar a cidade.

Os artistas Lobo, Solange Ardila, Thiago Gualberto, Aline Os, Claudinei Roberto, André Yas­suda, Carolina Caliento e Danilo Pera

A Casa Contemporânea é um espaço multidisciplinar que realiza exposições, encontros e debates. Localizada na Vila Mariana, e coor­denada pela dupla Marcia Gadioli e Marcelo Salles, a Casa oferece ateliê livre para desen­volvimento de produções individuais, galeria para exposições e comercialização de obras de arte contemporânea. No dia 25 de fevereiro foi realizada uma conversa sobre o Rumos Artes Visuais, com artistas frequentadores do espaço. Junto com as artistas Adriana Affortunati e Rafaela Jemmene, Marcia e Mar­celo também fazem parte do grupo de estudos issotudoégrupo, que também desenvolve projetos de exposições, como a mostra itinerante “issotudoévizinho”.

Durante o encontro com artistas na Casa Contemporânea. Foto: Marcia Gadioli

O Ateliê Cultural Casa ao Cubo é um espaço na Vila Mariana voltado para práticas, investigações e reflexões artísticas; um ponto de convergência entre as diversas áreas de atuação das artes. A Casa abre espaço também para novos artistas, com exposições individuais e coletivas. Em junho realizará a primeira edição do “Sarau no quintal”.

Hermes é o nome do ateliê que a artista Carla Chaim divide com outros artistas, e que pretende realizar cursos, encontros e oficinas. Localizado na Rua Hermes, na Vila Madalena, o ateliê recebeu no início de maio um encontro sobre o Rumos, com um grupo de artistas convidados pelos curadores Mario Gioia e Fernanda Lopes.

Há cerca de 10 anos, Sandra Cinto e Albano Afonso coordenam o Ateliê Fidalga, um espaço que agrupa artistas com o objetivo de produzir arte contemporânea. São quatro turmas de aproximadamente 15 pessoas cada, que se encontram uma vez por semana para discutir suas produções e trocar experiências. Os artistas vêm de diversas áreas, como a arquitetura, o design, a publicidade, fotografia, etc., e pretendem hoje se dedicar às artes visuais. Sem perder de vista seu objetivo de formação do artista, o Ateliê Fidalga vem participando de exposições em diferentes instituições, como o Carpe Diem Arte e Pesquisa, em Lisboa, Funarte e Paço das Artes, em São Paulo.

Ainda na Vila Madalena, um outro grupo de artistas integra o Ateliê Simpatia, mais um que leva o nome da rua na qual está localizado. Alessandra Duarte, Adriana Conti, Arthur Medeiros, Beatriz Chachamovitz, Gabriela Brioschi, Katherina Tsirakis, João Villares, Marcia Sznelwar, Marô, Rafaela Jemmene e Renata Cruz trabalham em diferentes linguagens, mas sempre que possível realizam eventos como o Camelódromo, uma feira de venda e troca de obras de arte, para dar visibilidade aos seus trabalhos.

Adriana Duarte, a Xiclet, afirma: sua casa é um constante mapeamento da produção emergente brasileira, e por isso se sente desapontada por não ter sido contemplada pelo programa Rumos Artes Visuais. Com o slogan “sem curadoria, sem seleção, sem juros, sem jabá, sem entrada, sem patrocinador e sem saída”, a Casa da Xiclet está aberta a expor obras de quaisquer artistas que paguem um valor tabelado por dia. Parodiando o circuito de arte na cidade, o “playground” localizado na Rua Fradique Coutinho realizou em 2009 a exposição “Rumos-não-rumos – Prumos – Curadoria da Não Curadoria”, com projetos não selecionados no programa Rumos Itaú Cultural 2008/2009. Em 2011, a Casa-galeria completa 10 anos de atividade e pretende realizar um evento comemorativo.

Catálogo da exposição "Rumos-não-Rumos: Prumos", da Casa da Xiclet

No Ateliê 397, na Rua Wisard, foi realizado um encontro sobre o Rumos Artes Visuais com Marcelo Amorim e Isabella Rjeille, dois dos seis integrantes que hoje formam a equipe do ateliê (surgido em 2003, com um outro grupo de pessoas), e mais dois artistas convidados: Leonardo Akio e Bárbara Hoffmann. O 397 vem realizando diversas exposições e projetos de publicação, como o livro sobre espaços independentes no país.

Coordenado pelas artistas cariocas Fernanda Izar e Luciana Felippe, o ateliê A Pipa vem realizando atividades desde 2010. Além de exposições temporárias, atualmente o ateliê oferece cursos e programas de acompanhamento crítico.

Inês Moura, Fernanda Izar, Luciana Felippe, Luciana Mattioli, Danilo Garcia e Felipe Goes, no encontro no ateliê A Pipa

[Luiza Proença]

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