Curitiba também

Depois de José Castello em Teresina, é a vez de Cecília Almeida Salles prosear com a TV, desta vez em Curitiba, onde palestrou na véspera do feriadão

Depois de José Castello em Teresina, foi a vez de Cecília Almeida Salles prosear com a TV, desta vez em Curitiba, onde palestrou na véspera do feriadão

 

“Assuntos tão diversos como o número Phi, Teologia Natural, Charles Darwin, crítica genética, exemplos e paralelos entre artistas e cientistas resultaram em visão privilegiada dos processos de criação. Prova da sintonia total entre as palestras do Nélio Bizzo e da Cecília Almeida Salles“, descreve Marcos Cuzziol, representante do Rumos Arte Cibernética na terra do Tio Lema.

 

Marcos Cuzziol apresentando o Rumos em Curitiba

Marcos Cuzziol apresentando o Rumos em Curitiba

 

“O público, antenado e participativo, soube explorar esse conteúdo instigante com perguntas afiadíssimas, que renderam aprofundamentos inesperados. Um verdadeiro show”.

 

A turma que deu um show

A turma que deu um show

 

As fotos são de Marcelo Monzani.

Diário[s] de Pernambuco, ou: Recife Passo-a-Passo

Mais páginas, ávido leitor, do virtual caderno de viagens de Guilherme Kujawski, nosso coordenador de Arte e Tecnologia. Acompanhe uma-a-uma as praieras notas da expedição à antiga Mauritsstad, realizada pela turma da caravana Rumos 2009. Quer dizer, à Veneza Brasileira, como prefere o escriba Kuja, ou Recife, se você preferir.

 

Enquanto isso: hoje, das 9h às 18h, Eliane Brum pilota lá em Macapá a oficina Em Busca do Personagem: Um Olhar Singular. Onde amanhã no mesmo horário Fábio Malini oficina sobre Blogs, Estilos Textuais e a Construção da Reputação em Rede. Endereço: SEAMA, Prédio de Jornalismo, Laboratório B – 6º piso – Av. Nações Unidas, 1201 – Laguinho.

 

Lembrando: tem o roteiro das itinerâncias do início ao fim aqui, ó.

 

Adiantando: em breve, neste mesmo blog, Eliane Brum nos envia uma lição de construção de personagem, retrato de Porto Velho, última parada antes da atual Macapá.

 

Agora: de volta a nosso passeio maracatômico pelas impressionantes impressões do nosso rumeiro:

 

Dia 26, palestra de Cecília Salles

“Talvez devido à matéria do dia 26 no Diário de Pernambuco, o auditório da Fundação Joaquim Nabuco no Derby estava com boa capacidade. Antes, fomos gentilmente recebidos por Isabela Cribari, diretora de cultura da Fundaj. O público ouviu a palestra de Cecília com muita atenção; o que não é surpreendente, já que a doutora da PUC se articula muito bem e tem conteúdo.

 

Atrações em Recife: Rumos Itaú Cultural e Lula Queiroga

Atrações em Recife: Rumos Itaú Cultural e Lula Queiroga

 

“Ela começou a falar sobre o papel dos índices na marcação de uma obra processual; seguiu comentando sobre como é necessário retirar o campo da ‘crítica genética‘ do campo da mera curiosidade genealógica, restrito apenas ao universo de documentos e materiais de deram origem a uma obra de arte (‘não só literária!’, enfatizou Cecília). Ela também deixou claro o papel das redes na criação e como elas afetam as formas do pensamento relacional. Nesse sentido, não há como não lembrar o conceito do remix, projetos que retrabalham sem nenhuma culpa obras precedentes e geram assim derivados recombinados. Cecília seguiu numerando alguns exemplos, como as obras que tematizam o processo de criação (lembrei de cara do novo trabalho de Charlie Kaufman, chamado ‘Sinédoque, Nova York‘, um filme em que um diretor de teatro resolve fazer uma peça em que a Big Apple é reproduzida em miniatura, como se a maquete tivesse o mesmo peso simbólico da cidade real, em direção a uma metonímia quase perfeita, porém precária). Depois ela refletiu sobre as obras que se valem do acaso como método. Enfim, foi tudo muito legal e o Itaú Cultural foi muito bem tratado pela Fundaj. Agradecimentos especiais para Natália Barros que, em nome de Cris Tejo (ausente por estar na Bienal de Havana), deu um apoio incrível.

 

Dia 27, oficina de Viktor Chagas

Viktor Chagas: Introdução à Web Colaborativa

Viktor Chagas: Introdução à Web Colaborativa

 

“O overmano adorou a idéia de ir à Recife, pois foi lá onde nasceu e de lá saiu aos seis anos de idade. Ao chegar na Veneza Brasileira, Viktor dirigiu-se de taxi até o bairro Casa Forte, numa busca proustiana por suas raízes. Foi com pasmo que encontrou, no lugar de sua antiga casa avarandada, um prédio de 20 andares. Infelizmente, Viktor não conseguiu ver a piscina de sua antiga casa, um ‘aquário’ onde viviam animais relegados pelos pescadores, que os jogavam lá.

 

Da esquerda para a direita: Viktor, Talles Siqueira (MinC) e Kuja, atrás do monitor

Da esquerda para a direita: Viktor, Talles Siqueira (MinC) e Kuja, atrás do monitor

Dia 27, palestra de Patrícia Moran

 “Apesar de menos cheio, o auditório estava animado. Lá estava uma senhora, urbanista aposentada, que assistiu com muito interesse os diversos DVDs que Patrícia ia mostrando ao longo de sua exposição. A ex-urbanista gostou muito dos trabalhos de VJs brasileiros, mas sentiu-se um pouco sufocada com trabalhos de coletivos austríacos, que trabalham o corpo de forma ‘desumanizada’, quase aniquilando o sujeito, num processo quase estruturalista”.

Crédito das fotos: Verônica Araújo

[Guilherme Kujawski]

Transmissão ao vivo de Recife

Chamemos de torpedo, sextafêirico leitor, o que Guilherme Kujawski nos envia de Recife, onde desembarcou ontem e onde ontem rolou a palestra Processos de Criação, com Cecília Almeida Salles, hoje ao longo do dia a oficina Introdução à Web Colaborativa, com Viktor Chagas, e logo mais, às 19h, rolará a palestra A experimentação como acontecimento do agora, no agora, com Patrícia Moran. Sim, ora bolas, um torpedo: curto demais para missiva e direto demais para postal — preciso, no entanto, como aqueles que articulam as baladas das sextas-feiras mundo a fora. Torpedo assim na forma e no conteúdo: é justamente um convite que o longínquo Kuja quer nos fazer, para assistir à transmissão da conversa que rolará logo mais. Confira o que rola, amizade, que o que rola não cria limo, e é ao vivo, agora, aqui.