Vai dar samba!

Rumos Música Coletivo anuncia seus selecionados e é dada a largada para o intercâmbio e a experimentação musical.

Piano, cravo, sintetizadores, uma viola e ela na voz. Daniella Gramani encarou o desafio, inscreveu-se no Rumos Música Coletivo, foi selecionada, e agora vai conviver e criar com os músicos – também selecionados pelo programa – Muepetmo e Fabrício Conde. E esta é apenas uma das combinações inusitadas que vêm por aí!

A edição 2010-2012 do Rumos Música, além das carteiras Mapeamento, Homenagem e Infantil, investiu no nascimento de novos grupos musicais – duos, trios, quartetos ou quintetos – a partir da junção dos diferentes músicos selecionados.  A comissão de seleção – formada por Jards Macalé, Pio Lobato, Debora Pill, Wado, Alessandra Leão, GOG, Ynaiã, Julio Rizzo, Marcelo Brissac, Jarbas Cavendish e um representante do Itaú Cultural, Edson Natale, – fez a seleção dos músicos baseada no material enviado e ficou encarregada de indicar as parcerias que se formarão. Quanto aos critérios, foram poucas as regras e muitas as apostas na mistura e no talento dos artistas para o inusitado.

O ano de 2011 será marcado por uma série de encontros onde esses músicos terão a oportunidade de se conhecer melhor, criar em conjunto e ensaiar para a grande apresentação ao vivo, que você vai conferir no Itaú Cultural em 2012. Até lá, você é nosso convidado especial para acompanhar todo o processo desse verdadeiro laboratório de criação musical!

Por enquanto, conheça os selecionados e a mistura musical proposta pelo Rumos. E não deixe de assistir ao vídeo do primeiro encontro realizado entre eles!


•    Délia Fisher [fender rhodes, voz e piano – Rio de Janeiro, RJ], Loop B [percussão/tanque de Chevette – São Paulo, SP], Guilherme Darisbo [guitarra – Porto Alegre, RS] e André Siqueira [baixo e violão – Londrina PR].

•    Ricardo Herz [violino – São Paulo SP] e Samuel Costa [acordeon – Santo Antônio da Patrulha – RS].

•    Vanja Ferreira [harpa – Rio de Janeiro, RJ] e Itamar Vidal [clarinete – São Paulo, SP].

•    Youngman/Jovem Palerosi [programação eletrônica – São Carlos, SP], Jucilene Buosi [voz – Pouso Alegre, MG], Di Freitas [rabeca e violoncelo – Juazeiro do Norte, CE] e Vanessa Longoni [voz – Porto Alegre, RS].

•    Renato Savassi [flauta, sax, bandolim, violão e clarinete – São Paulo, SP] e Carlos Amaral [ viola caipira e violão 7 cordas – São Paulo, SP].

•    Muepetmo/Fabio [piano, cravo e sintetizadores – São Paulo, SP], Fabrício Conde [viola – Juiz de Fora, MG] e Daniella Gramani [voz – João Pessoa, PB].

•    Paulinho Cardoso [acordeom – Porto Alegre, RS], Fabio Presgrave [violoncelo – Natal, RN], Silvério Pessoa [voz – Recife, PE] e Ligiana [voz – Brasília, DF].

•    Fernanda Cabral [voz – Brasília, DF], Rafael Piccolotto [sax, trompete e flautas – Campinas, SP], Angelo Primon [violão e viola – Porto Alegre, RS] e Denni Pontes [percussão – Sorocaba, SP].

•    Arismar do Espírito Santo [bateria/baixo – São Paulo, SP], Antonio Loureiro [vibrafone – Contagem, MG], Zé Jarina [voz – Rio Branco, AC], Tiago de Moura [guitarra – Passo Fundo, RS] e Chico Correa [guitarra e programações – João Pessoa, PB].

Galeria de personagens Rumos: Nélio Bizzo

O biólogo Nélio Bizzo na Sala Torquato Neto (Teresina), clicado por Claudiney Ferreira

O biólogo Nélio Bizzo na Sala Torquato Neto (Teresina), clicado por Claudiney Ferreira

Nélio Bizzo é biólogo, com pós-graduação na área de biologia e educação. Estagiou na Inglaterra, estudou os manuscritos de Charles Darwin no Manuscripsts Room, da University of Cambridge Library, em Down House (Charles Darwin’s Memorial) e na British Library. É professor titular da USP e Fellow do Institute of Biology (Londres). E, de quebra, é palestrante Rumos.

Ele que palestra hoje em Curitiba acabou de passar com a caravana por Teresina, onde falou sobre o que também fala hoje, quer dizer, sobre A obra de Charles Darwin como exemplo de processo criativo. Destaque-se: na capital piauiense, Nélio contou com a presença do escritor e jornalista José Castello na platéia (que estava na área na condição de oficineiro Rumos, como você a essa altura já sabe), que de ouvinte passou a interlocutor na hora do jantar. Quem registra o encontro é o expedicionário Claudiney Ferreira: 

“Castello ficou maravilhado e foi surpreendido com a fala do Nélio sobre a importância da proporção áurea na ciência, nas artes e no cotidiano. Castello agora quer pesquisar a influência (será que ela existe?) do conceito na literatura”. O papo foi longo e tudo indica que a conversa vai se prolongar pela vida. O Rumos, caro leitor, é a arte do encontro.
 
Como já relatou outro expedicionário, o Kuja, em sua palestra “o Nélio Bizzo comenta que Darwin ‘remixou’ algumas idéias da época, que o levaram a formular a teoria das evolução das espécies. O ‘insight’ científico é tão contestável quanto o ‘insight’ artístico, pois nada surge por ‘geração espontânea’. A cultura e a arte caminham por referências e associações”. Claudiney complementa puxando algumas notas do seu indefectível bloco de notas:

“Os pensadores da antiguidade não nos legaram idéias mas, mais importante, modos de pensar criativamente. Nélio registra algo que parece similar a alguns pensamentos sobre os processos artísticos comtemporâneos: ‘Antes de Darwin, predominava a idéia de que cada ser vivo era uma obra acabada. Hoje sabemos que tudo está em processo de criação’. Deste pensamento tira-se algumas outras idéias em processo. Se tudo está em processo de criação, não há um ser vivo ou obra finalizada, portanto, perfeita”, reflete o capitão.
 

Violação de correspondência

De: “Guilherme Kujawski Ramos” <guilherme.ramos@XXXXX>
Para: “Nelio Bizzo” <nelio.bizzo@XXXXX>

CC: “reuben c rocha” <reubencr@XXXXX>

Data: 24 de abril de 2009, 16:44
Assunto: Darwin
 
“Olá Nelio,
 
Veja que interessante essa exposição: http://www.schirn-kunsthalle.de/index.php?do=exhibitions_detail&id=88&lang=en
 
Lembrei de você e de sua palestra no Rio (que foi ótima e instigante).
 
A respeito dessa exposição, que associa Darwin e arte, li um comentário interessante de um músico escocês:
 
On Sunday at 3pm I’m giving one of my Unreliable Tours, this time of the Schirn Kunsthalle in Frankfurt. I’ll guide people around their Darwin: Art and the Search for Origins exhibition, telling visitors that Darwin — contrary to anything they might have heard — actually arrived at his evolutionary theories after witnessing the events recounted in The Bremen Town-Musicians by The Brothers Grimm. Darwin’s eureka moment, I’ll continue, came when his father took him to Highdown Fair.
 
Um abraço!
 
Guilherme Kujawski”

Outras praias

Curioso pra saber mais sobre as relações entre arte e ciência? Clicaqui. Trata-se do relato de outro grande encontro, entre o artista Dimitri Lima e Nélio Bizzo, realizado no Redes de Criação, que por sinal teve curadoria de Cecília Almeida Salles, que palestra ao lado do biólogo logo mais, na terra de Paulo Leminski. A arte do encontro, a arte do encontro…

Cajuína

A caravana Rumos Itaú Cultural 2009 já está em Teresina. Onde amanhã tem palestra e oficina. E existirmos, a que será que se destina?

 

 

Terra do coreógrafo e rumeiro-palestrante Marcelo Evelin, que lá administra o Teatro Municipal  João Paulo II, onde criou e dirige o Centro e Núcleo de Criação do Dirceu.

Terra de Maria da Inglaterra (alô, alô, Natale e turma do Núcleo de Música!), destaque no Rumos Música e no suplemento cultural, er, bem, Piauí.

 

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Terra de Mário Faustino, lendário jornalista-crítico-tradutor da coluna ‘Poesia-Experiência‘ (Suplemento Dominical do Jornal do Brasil). E da geléia geral de Torquato Neto: ê pacatuba/meu tempo de brincar/já foi-se embora/ê parnaíba/passando pela rua/até agora/agora por aqui estou/com vontade/e eu vou e volto pra matar/essa saudade.

 

 

O Rumos leva pertinentemente à terra dessa turma a oficina de reportagem em jornalismo cultural Em Busca do Personagem: Um Olhar Singular. É na quinta-feira, das 09h30 às 12h30 e das 14h às 18h, e é com o jornalista e escritor José Castello.

Às 19h, é a vez do biólogo Nélio Bizzo falar sobre Processos de Criação – A Obra de Charles Darwin como Exemplo de Processo Criativo. Em sua palestra, além de tratar da obra do velho Darwin, Bizzo discute a possibilidade de estabelecer um paralelo entre a criação científica e a artística. O papo acontece no Complexo Cultural Clube dos Diários/Sala Torquato Neto. Rua Álvaro Mendes, s/n, CEP: 64001-100. Tel: (86) 3222-7100 e (86) 3222-7075.

Já a oficina acontece no Memorial Zumbi dos Palmares. Av. Miguel Rosa, nº3400 — Centro/Sul. Tel: (86) 3216-3702. A atividade é aberta a profissionais, professores e estudantes. Inscrições antecipadas na Fundação Cultural do Piauí – Praça Marechal Deodoro, 816, Centro. Ou pelos telefones: (86) 3221-3446 ou (86) 8851-2937. Serão oferecidas 20 vagas.

Enquanto isso, no Brasil:

Logo mais, rrrrrespeitável público, a caravana Rumos Itaú Cultural 2009 entra em cena para mais uma sequência de diálogos, debates, e para dar o que falar por este vasto mundo brasileiro. Depois de Goiás, Brasília, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul , Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte, Acre, Paraíba, Pernambuco, Rondônia, Amapá, Roraima, Pará e Amazonas, ufa!, não perca o fôlego, atlético leitor, que é a vez de Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro abrigarem a tenda itinerante da rumaria.

Hoje é dia de Aracaju, e amanhã também. Logo mais às 19h, no Espaço Semear, Christine Greiner, professora do departamento de Linguagens do Corpo da PUC-SP, palestra sobre A Importância do Corpo nos Processos de Criação em Arte Contemporânea. Amanhã no mesmo horário, no mesmo local, e com a sua mesma presença, a coreógrafa carioca Lia Rodrigues fala sobre Processos de Criação na Dança, abordando o tema a partir da experiência de 35 anos de carreira. 

Na sequência, entre 16 e 18 de abril, a Universidade Federal do Espírito Santo, em Vitória, bem recebe a caravana para assistir, às 19h do primeiro dia, à professora Ivana Bentes palestrar sobre Convergência das Mídias e Linguagens, e ao artista multimídia Lucas Bambozzi falar sobre Linguagens em Trânsito: o Audiovisual nas Redes e as Tecnologias Recentes de Produção de Imagens. A confluência de formatos audiovisuais na internet e a exploração dos conceitos que envolvem essas novas possibilidades de linguagens estão entre os tópicos que serão abordados na fala de Lucas, assim como o conceito de microcinema. No dia seguinte (sexta-feira), das 14h às 18h, o mesmo Bambozzi ministra a oficina Filmes e Vídeo Experimentais, que pretende um aprofundamento das discussões a partir de análises detalhadas de exemplos e estudos de casos.
 
No sábado, 18, o jornalista José Castello volta à cena com a oficina Em Busca do Personagem: Um Olhar Singular. A atividade é aberta para profissionais e estudantes de jornalismo e os seus principais temas abordam a pesquisa, a escolha e a construção do personagem, técnica da entrevista e a transpiração na produção do texto.

E o Rio de Janeiro? Continua lindo, e recebe a caravana nos dias 16 e 17 de abril.

Às 19h do primeiro dia, o pós-graduado na área de biologia e educação Nelio Bizzo fala sobre Processos de Criação: A Obra de Charles Darwin como Exemplo de Processo Criativo. Ele observa que nas últimas décadas a história da ciência passou por uma profunda transformação como campo de pesquisas, contexto em que o trabalho de Darwin torna-se um tema privilegiado. Além desta questão, Bizzo conversa sobre a possibilidade de estabelecer um paralelo entre a criação científica e a artística.
 
No dia seguinte (sexta-feira), das 14h às 17h, Helena Aragão ministra a oficina Introdução à Web Colaborativa. O objetivo da atividade é desmistificar a internet e o processo de escrita e mostrar como a web 2.0 pode fazer diferença no dia-a-dia do usuário. Com aulas práticas e lúdicas, ele dá noções básicas de como ampliar o repertório dos canais possíveis para a difusão de conteúdo na web e como utilizá-lo.
 
Às 18h, André Brasil (professor da PUC-Minas e integrante do programa de pós-graduação em Comunicação) e Ronaldo Entler (mestre em multimeios pelo Instituto de Artes da Unicamp) falam sobre Cinema Expandido: Novos Formatos, Novos Espaços. Na palestra, o primeiro aborda o processo de expansão do filme para além da sala de cinema, e os novos aspectos que ele adquire, devido aos recursos digitais de produção e projeção existentes. Já Ronaldo Entler fala sobre o conceito de obra expandida e analisa o trabalho do documentarista francês Chris Marker que, nos anos 60, repensou o estatuto do cinema com uma inusitada obra de ficção científica, e hoje explora linguagens e ambientes alternativos para reinterpretar os registros que produziu ao longo de quase 60 anos de carreira.

Tá bom ou quer mais? Quer mais? Porque tem mais.

O papo no Pará

“Fomos muito bem recebidos por toda a equipe do IAP“, Joana Rennó inicia seu relato paraense. “E, já no primeiro dia, me impressionei com a revoada de periquitos em direção às árvores do instituto. Milhares, aos montes, num estardalhaço”. Além da exuberante natureza e da comilança de dois posts atrás, Joana nos conta ponto a ponto como foram as palestras de Ivana Bentes, André Brasil e Ronaldo Entler no Instituto de Artes do Pará, onde o público e os perequitos ouviram atentamente o papo sobre processos de criação e cinema expandido. Confira:

Os palestrantes em Belém do Pará

Os palestrantes em Belém do Pará

Ivana Bentes: das vanguardas históricas à comunicação na contemporaneidade

“O ciclo de palestras começou com a fala da professora Ivana Bentes: dos processos de criação das vanguardas históricas às estéticas da comunicação na contemporaneidade. Como perceber o que é habitual e o que é criação? Como o processo de criação pode migrar de um campo para o outro? Estas foram algumas das questões discutidas pela pesquisadora. O gesto do artista como possibilidade de deslocamento de objetos do cotidano para espaços radicalmente diferentes.

Ivana Bentes

Ivana Bentes

“Ivana pontuou também que, nos dias atuais, nos tornamos unidades produtoras de imagens, a partir das tecnologias e gadgets hoje disponíveis. Para além de meros consumidores, somos produtores e distribuidores de conteúdo, num processo em que a especialização não é mais condição para que as imagens sejam feitas e circulem (câmeras digitais, celulares, youtube, etc)”.

André Brasil: o cinema de volta à infância

“No segundo dia, além da oficina ministrada por Eliane Brum, tivemos a mesa Cinema Expandido: Novos Formatos, Novos Espaços, com André Brasil e Ronaldo Entler.

André Brasil

André Brasil

“André começou pontuando uma questão muito pertinente: como pensar o cinema para além do cinema? Como pensar as forças que atravessam o cinema para além da sala escura? Para começar a fala, um trecho do vídeo Zen For Film, de Nam June Paik, que projeta uma imagem branca só justaposta por arranhões da própria película. Uma imagem vazia, mas que, pontencialmente, concentra todas as outras.

Respeitável público

Respeitável público

“Ao discutir a exposição Voyage(s) en Utopie, de Jean-Luc Godard, no Centre Pompidou (França), todas essas inquietações foram problematizadas. Numa fala cheia de poesia e conexões, André ressalta que a expansão do cinema pode religar o cinema à sua infância. Em outras palavras: a expansão do cinema remeteria à própria arqueologia da imagem cinematográfica, por meio de seus vestígios mas também de sua potência. Difícil resumir tanta coisa instigante em poucas linhas…

(Confira o registro da exposição.)”

Ronaldo Entler e a historicidade do olhar

 

Ronaldo Entler

Ronaldo Entler

“Ronaldo Entler entrou logo em seguida, para continuar a reflexão. De Degas a Muybridge, até chegarmos em Chris Marker, Ronaldo levantou questões sobre o cinema expandido. A partir de um olhar historicamente construído, poderíamos olhar para uma obra e perceber o que há de cinematográfico ali. Daí a possibilidade de pensarmos todos os artistas acima simultaneamente.

Gente atenta em clima de conversa

Gente atenta

“Lembrando Chris Marker, Ronaldo cita que esse artista uma vez disse que, com uma câmera na mão, a gente não tem a menor idéia do que filma. Tudo pode mudar a partir de uma volta às imagens. Para entender melhor a afirmação, fomos levados a pensar o conceito de história de Walter Benjamin, que entende a história não como algo linear, com causa e efeito, mas como uma constelação, formada por estruturas pulsantes cheias de lacunas, em ligações móveis. O passado tem que permanecer vivo e quando olhamos para uma obra, o fazemos a partir de uma referência de linguagem. Passado, presente e futuro em relações que explodem com a linearidade”.

[Joana Rennó]

Cronistas da fronteira e outras crônicas

Fabio Malini oficinando em Boa Vista

Fabio Malini oficinando em Boa Vista

É verdade, fiel leitor, esta semana marca o fim da passagem da caravana Rumos Itaú Cultural 2009 pela região Norte do Brasil, com as duas últimas paradas marcadas para Belém (PA) e Manaus (AM). Mas não fique triste, não fique com saudades — as histórias são muitas e não param de chegar, serão ainda muitas e ficarão guardadas aqui, pertinho do cursor do seu mouse.

Agora mesmo, quando a turma desembarca em Belém, onde hoje, às 19h, tem a palestra Processos de Criação, com Ivana Bentes, você pode se informar sobre o passo-a-passo do desenrolar das oficinas lá em Boa Vista (RR), através do divertidíssimo Crônicas da Fronteira, blog do jornalista Edgar Borges, testemunha ocular da passagem do Rumos por aquelas bandas.

Edgar fala dos oficineiros, dos exercícios propostos, das conversas, e mostra os próprios resultados, tudo no espírito em tempo real destes dias de Twitter. É ele quem também dá a dica do ótimo blog do jornalista Luiz Valério, outra testemunha ocular a twittar as oficinas.

Boa leitura pra você. Mas antes, você aí de Belém, lembre-se da palestra logo mais. “Quem é, ou pode ser, hoje, um criador? O fim do especialista e a ‘intelectualidade de massas’. Práxis e poiesis. Resistência e criação. O estatuto do artista hoje. A criação no capitalismo estético”. Etc. & Tal. Sobre estas e outras questões você se inteira logo mais com a professora, ensaísta e curadora Ivana Bentes. Às 19h, no Instituto de Artes do Pará.

Onde amanhã, das 9h30 às 18h, Eliane Brum ministra a oficina Em Busca do Personagem: Um Olhar Singular, e em seguida, às 19h, André Brasil e Ronaldo Entler falam sobre Cinema Expandido: Novos Formatos, Novos Espaços.

Calma lá que não acabou. Turma de Manaus, alôu: também amanhã, às 19h, no Palacete Provincial: A importância do corpo nos processos de criação em arte contemporânea discutida por Christine Greiner, e Processos de Criação na Dança por Marcelo Evelin.

Agora sim, boa leitura. Tem mais textos, testemunhos e fotos aqui.

Lugar de Rumos é todo lugar

Pois é, peregrino leitor, junto com a semana começa também mais uma etapa das itinerâncias Rumos Itaú Cultural 2009. Mas nem tudo são quilômetros contados, asfalto comendo sola ou milhas aéreas no mapa do Brasil traçado pela equipe Rumos. Paralelamente a tudo isso lá está também o Rumos, na espaçonavetempo da internet tupiniquim,

Veja você, a caravana nem bem desembarcou em Rio Branco, e a Agência de Notícias do Acre já mandou avisar o que promete a terceira semana de andanças. Como o jornal A Tribuna, lá do Mato Grosso do Sul,  fez sobre a etapa anterior. Na mesma linha, pra todo mundo ficar por dentro, tem o blog da redação do portal de conteúdo Ikwa. E não vamos esquecer do que falou o Catraca Livre.

E a palavra dos especialistas nas áreas? Na dança, o blog Infodansa e o coletivo Corpomancia divulgaram e se alegraram. Da arte cibernética, o artista, designer e professor Fabio Oliveira Nunes comentou. A Faculdade Cásper Líbero avisou o pessoal do jornalismo cultural. E Cinema e vídeo estão bem aqui no Banco Cultural.

Olha que o Rumos Música nem lançou edital, mas nem por isso o Meio Desligado, excelente blog sobre música independente, deixou de comentar. E o Ministério da Cultura deu uma, duas, três, quatro vezes a boa nova rumorosa.

E por aqui ficamos, compreensivo leitor, apenas para não estender ao infinito e além a generosa lista de amigos deste programa. E voltamos ao quilômetros contáveis deste mensurável Brasil, pra lembrar que a semana do Rumos começa na malemolência e no acarajé. Em Salvador, BA, na Faculdade de Comunicação da UFBA Gilbertto Prado apresenta a palestra Processos de Criação. E amanhã é a vez da criadora e professora Patrícia Moran palestrar sobre A experimentação como acontecimento do agora, no agora.

E a semana é de rumor no Norte e no Nordeste: Salvador, Natal, Recife, João Pessoa, Rio Branco e Porto Velho são para onde ruma a caravana Rumos. Dá só uma olhada na programação, amizade.