Por dentro de Juiz de Fora

Parte dois da saga da expedicionária Babi Borghese pelos meandros macios de Juiz de Fora, caríssimo leitor, prezada leitora, fotos e legendas das peripécias e peregrinações do Rumos Jornalismo Cultural pelo Brasil. Segura, que lá vai:

Última noite em Juiz de Fora, encontro com as professoras Margareth Marinho (esq) e Marina Magalhães (centro), selecionadas na edição 2007-2008 do RJC, ambas da UniPac. Haja tricô... e cachaça!

Carta de Cachaças do Pró Copão, bar localizado no bairro Procópio

Difícil é escolher...

...ao vivo, então, fica ainda mais difícil!

Anúncios

Rumos Jornalismo, café e livros

margarethmarina2

 

De baixo pra cima, ascendente leitor: estes que você vê sobre a mesa são os resultados da última edição do Rumos Jornalismo Cultural: o Mapeamento do ensino do jornalismo cultural no país, feito pelos professores selecionados para o programa, e o livro Singular, que contém reportagens produzidas pelos estudantes rumeiros da última safra.

Estas que você vê logo acima dos volumes são duas das responsáveis pelo Mapeamento, as professoras Margareth Marinho e Marina Magalhães, da esquerda para a direita, docentes da Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac), Juiz de Fora, Minas Gerais.

Agora dê um giro no contexto. Margareth e Marina estão no dia 02 de junho, quer dizer, no meio da VIII Semana de Comunicação Social da Unipac. E dentro do meio da Semana, a postos no Café com Livros, um “coffee break com  noite de autógrafos e divulgação de livros de quatro professoras do curso de Jornalismo, inclusive o Mapeamento do ensino do jornalismo cultural no Brasil em 2008, pesquisa resultante do trabalho dos nove professores selecionados pelo Rumos Jornalismo Cultural”, nas palavras de Marina, que também coordena o curso de Comunicação Social da universidade.

 

margarethmarina1

 

Durante o Café com Livros, as professoras montaram uma mesa, esta aí em cima, com material do Itaú Cultural enviado pela expedicionária Babi Borghese, e além de divulgarem os livros — e sortearem alguns exemplares entre os alunos — bateram um papo com a turma sobre o novo edital. Este no qual você já se inscreveu. Ué, ainda não? Bem, ainda dá tempo. Pra se inscrever, dá tempo até o mês que vem. Pra reverberar não tem prazo, como a movimentação em Juiz de Fora bem demonstra.

2xBH

Mineiros tomando Rumos

Tomando Rumos: na UniBH, Babi conversa com alunos da UFOP (Federal de Ouro Preto) e Estácio de Sá de Petrópolis, presentes para as discussões abertas a estudantes

 

“E bota maratona nisso!”, Babi Borghese define o fim de semana mineiro. No bom sentido, no bom sentido, não entenda mal. É que o 12° Encontro Nacional de Professores de Jornalismo do FNPJ teve 110 inscrições de todo o Brasil e se você pensar que, por exemplo, no 1° dia ocorreu o encontro de coordenadores de cursos de jornalismo na Faculdade Pitágoas, com uns 30 participantes, vai entender que Babi teve a manha de falar com os inscritos um por um. Ponto para o Rumos.
 
No sábado foi o dia dos Grupos de Pesquisa, em que os 110 inscritos se dividiram em 06 turmas para relatos de caso. “Nossos professores rumeiros Nisio Teixeira, Marina Magalhães e Margareth Assis Marinho apresentaram o mapeamento no Grupo de Pesquisa Projetos Pedagógicos e Metodologias de Ensino, sob coordenação do Prof. Dr. Leonel Aguiar, da PUC-Rio. Foi o maior dos grupos — 27 peofessores/coodenadores”. Ponto para o Rumos parte II.

 

Rumaria, atacar!

Rumaria, atacar! Marina Magalhaes, Margareth Marinho e Nisio Teixeira

 
“Todos ouviram com atenção nossos 15 minutos de fama, em que os três explicaram muitíssimo bem a que vieram. Margareth, inclusive, protagonizou um ’30 segundos para nossos comerciais’, falando com carinho de sua experiência no Rumos. Não se conteve e mostrou a todos o folder das novas inscrições. Nisio lembrou da revista Singular e contou um pouquinho da experiência dos estudantes, e a Marina fez a apresentação do mapeamento, que foi detalhado pelo Nisio”, Babi documenta.
 
Ficou curioso? O trabalho estará disponível em breve no site do FNPJ. Legal, né?

 

2XBH

 

E agora, num fabuloso giro de 360º, sairemos de BH direto para…BH, circunférico leitor. A terrinha é boa e a gente não se cansa: logo após o feriado, nos dias 22 e 23, os inconfidentes recebem a caravana Rumos para mais uma sequência de bate-papos, no Museu Inimá de Paula.

Na quarta, às 19h, Suely Rolnik fala sobre Processos de Criação, abordando em sua palestra as práticas artísticas dos anos 60 e 70 que tiveram como alvo o poder institucional e disciplinar do ‘sistema da arte’. Suely parte desta idéia para discutir as experiências criativas em países da América Latina que estiveram sob regime ditatorial no mesmo período.

Quinta-feira, no mesmo bat-horário, o tema é O Real Imaginado: O Documentário de Criação, o palestrante é Joel Pizzini, e o foco são as experiências realizadas por autores – de Alberto Cavalcanti a Glauber Rocha – que reinventaram a memória histórica, política e/ou poética. Na sequência, Consuelo Lins discute Processos de Criação no Documentário, propondo uma reflexão em torno de alguns procedimentos usados na produção contemporânea de documentários, entre os quais a construção de dispositivos de filmagem e a utilização de imagens de arquivo — públicos, familiares, privados, pessoais, cinematográficos, televisivos, anônimos — na montagem de filmes.

Outros Rumos dessa rumaria

Babi Borguese, papeando pelo Brasil

Babi Borguese, papeando pelo Brasil

Hoje tem caravana desembarcando no Rio de Janeiro e em Vitória, caro leitor? Tem sim senhor. Tem histórias chegando de Aracaju? Tem pra chuchu. E você nem sabe o quanto ainda vai ouvir falar da turma do Norte por aqui. O bom de peregrinar pelo Brasil é que a passagem não passa, as histórias ficam e os bons papos reverberam, se reproduzem.

Mas enquanto tudo isso, no meio das itinerâncias, discreta toda, eis que nossa coordenadora do núcleo Diálogos, Babi Borghese, sai de fininho com mochila, folders, banners e muita lábia pra falar do Rumos Itaú Cultural 2009 num circuito diferente. Trata-se do circuito de congressos parceiros do Rumos Jornalismo Cultural, surpreso leitor, que vem crescendo a cada edição e dando bons frutos.

Pra começo de conversa, em Belo Horizonte, tem início amanhã o 12º Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, que vai até domingo. A parceria entre o Fórum e o Itaú Cultural teve início em 2004, no encontro ocorrido em Florianópolis. Babi vai lá, arma a barraca e papeia com a turma sobre o que é o Rumos e como é que faz pra se inscrever.

“O mote é o Jornalismo Cultural, por conta do público, mas como professor é multiplicador de informação, sempre acabo conseguindo chamar a atenção para os outros editais que têm inscrições abertas. Acho até que o encontro deste ano será mais produtivo, já que Cinema e Vídeo e um pedacinho do Arte Cibernética se imbricam com o jornalismo e os cursos de comunicação em geral…tá valendo”, suspeita Babi, e com toda razão.
 
Reparou lá no tema central do encontro? Então repare: O ensino de jornalismo nas universidades: impactos na prática profissional e conquistas para a sociedade. Sintonia total com o trabalho de mapeamento do ensino do jornalismo cultural realizado pelos professores selecionados na última edição do Rumos. O livro com o resultado do mapeamento foi publicado em dezembro de 2008, e em janeiro deste ano o Fórum divulgou o tema do encontro. Acredite nas sincronias, assustado leitor, que lá vem mais.

Eis que Minas abriga três dos nove professores selecionados pelo Rumos em 2007 — Margareth Assis Marinho, Marina Magalhães e Nísio Teixeira, e eis que na confluência das boas coincidências os três irão apresentar o trabalho que fizeram durante o Rumos Jornalismo Cultural. Babi dá a dimensão da coisa: “É a primeira vez o mapeamento vem a público, já que o material impresso foi distribuído apenas entre universidades, pesquisadores e jornalistas formadores de opinião. Mais do que isso, o trabalho passou por uma seleção, precisou ser aprovado para ser apresentado no Fórum”.

Agora deixa eu te contar mais essa: Belo Horizonte nos últimos anos virou um verdadeiro centro receptor de rumeiros do jornalismo cultural. Além da nativa Ludmila Ribeiro, o baiano Leandro Lopes e a paulistana Júlia Tavares tiveram seus rumos encaminhados para o clube daquelas esquinas. Suspeito que rolará um extermínio coletivo de saudades.

Depois do FNPJ, no começo de maio, tem início a série de encontros regionais do Intercom, cuja parceria com o Itaú Cultural começou em 2007. O formato é o mesmo. Babi chega lá com “folders, cartazes, e me acomodo numa mesinha onde houver boa circulação de público. Penduro um banner enorme do Rumos e fico lá conversando com quem passar”.

Visualize, amigo leitor, e aguarde novidades.