Instantâneos Catarinenses I

Floripa por fora...

Floripa por fora...

...E por dentro, no auditório do Centro de Comunicação e Expressão da UFSC

...E por dentro, no auditório do Centro de Comunicação e Expressão da UFSC

Florianópolis é uma das paradas da última semana da agenda da caravana Rumos 2009. A palestra de abertura, com Ronaldo Entler, aconteceu ontem no auditório do Centro de Comunicação e Expressão da UFSC. O tema? Acaso e Processo de Criação. O cardápio? Roberto Cruz, gerente do núcleo de Audiovisual do Itaú Cultural, divide conosco: “Marcel Duchamp, Novos Realistas, Sophie Calle e Chris Marker. A platéia, que lotou o auditório, 120 lugares, adorou e prometeu voltar hoje para acompanhar a oficina de Roberto Moreira, sobre Experimentalismo e Cinema, e à noite acompanhar as palestras do próprio Roberto e de César Gumarães”. Roberto Cruz destaca a dívida da caravana com a professora Cláudia Mesquita, do curso de Cinema da UFSC, que organizou o encontro na ilha e tem dado enorme apoio a essa grande caravana. Confira mais algumas cenas da palestra de abertura, clicadas pelo celular do nosso expedicionário:

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VídeoVitória

Joana Rennó começou contando que a palestra da Ivana Bentes e do Lucas Bambozzi em Vitória, ontem, lotou o auditório da Universidade Federal do Espírito Santo, e que a conversa acabou indo até tarde, com boa participação do público.

Ela disse que Lucas traçou um histórico de artistas que fizeram experiências com a película, como Marcel Duchamp, Man Ray e Abel Gance, e deu exemplos de práticas relativas ao conceito de microcinema.

 

 

“Uma explosão, em que vertentes de cinema surgem, não diretamente ligadas à idéia do cinema tradicionalmente construída (uma projeção na sala escura de uma narrativa linear). Um cinema de garagem, com a produção e a distruibição a partir de estratégias mais informais e experimentais”.

 

 

Daí pros dias atuais, Joana conta que ele apresentou imagens do catálogo da exposição Future Cinema – The Cinematic Imaginary After Film, além de vídeos que trabalham a questão do scratch, da remixagem de imagens pré-existentes.

No finalzinho a discussão rumou em direção à revolução digital pela qual passamos, que cria uma nova disposição para a fruição das imagens, sobretudo das imagens de baixa qualidade técnica. Algumas perguntas intrigantes ficaram no ar, e agora batem no para-brisa do seu computador: Que padrões começam a surgir a partir dessas tecnologias? Que conceitos são envolvidos nesses novos trabalhos? Quais as novas possibilidades e potencialidades de olhar e ser visto?

 

 

De Ivana Bentes Joana disse assim: ela começou falando da cultura da visualização, em que imagens são transformadas em dados e dados em imagens. “Um exemplo bem interessante é o site Urban Mobs, que faz um mapeamento visual de trocas de mensagens entre celulares num determinado espaço, dando visualidade a um campo que antes era somente abstrato. São novas experiências de tempo e de espaço que a internet potencializa”.

“Ivana fez uma palestra densa e cheia de referências”, continua. “Ao final, concluiu que estamos vendo a emergência de uma meta-mídia: web, redes, internet. E que a imagem deixou de ser apenas uma representação para ser vista como um ‘vivo’, que reage ao nosso corpo. A imagem como um sujeito entre sujeitos”.

Amanhã, lá mesmo na UFES, das 9h30 às 18h, o jornalista e escritor José Castello volta à cena e dá continuidade aos trabalhos, ministrando a oficina Em busca do personagem: um olhar singular. E no Rio de Janeiro também tem oficina, carioca leitor. Na UFRJ, é Helena Aragão quem dá uma Introdução à Web Colaborativa.

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Em tempo. Por falar em tecnologia, oficina, Rumos, essas coisas bacanas todas, olha só como é a vida. A redação deste blog recebeu um cartão postal exclusivo de Roraima. Na imagem, o material didático da oficina ministrada sobre blogs ministrada por Fábio Malini:

 

Cortesia de Claudiney Ferreira para este rumeiro blog

Cortesia de Claudiney Ferreira para este rumeiro blog