Sete Propostas para o Jornalismo Cultural

Você que decidir flanar ali pelo site do Itaú Cultural e, embebido pelo espírito do tempo, pelo corre-corre da reta final das inscrições para o Rumos 2009, decidir dar um clique justamente naquele link Rumos na parte superior da página, vai se deparar com a ferramenta de busca da Base de Dados Rumos. Selecione “Jornalismo Cultural”, ano “2007-2008”, carteira “Professores de Graduação”, e você estará diante dos nomes dos selecionados daquela edição, nomes que na verdade são links para os textos com que aqueles professores foram selecionados.

E por que você faria isso, desconfiado leitor? Para ter uma palhinha do que virá a ser o livro Sete Propostas para o Jornalismo Cultural: reflexões e experiências (a sair pela Miró Editorial), que reúne parte daqueles artigos e muita iniciativa dos professores rumeiros.

“A idéia do livro começou a ser ventilada com mais força em nosso penúltimo encontro, no início de 2008 e consolidada no último encontro do grupo, em dezembro de 2008”, demarca Nísio Teixeira, um dos professores envolvidos que, por sinal, já andou espalhando as boas novas do Rumos por aí. “Todo mundo concordou que os artigos selecionados por ocasião do Rumos poderiam ser reunidos em uma publicação com os custos divididos entre os professores-autores. Mas a grande articuladora, gestora, maestrina, responsável por tudo isso acontecer foi a Adriana Azzolino“, o professor enfatiza. Segundo Nísio, foi Adriana quem tomou as iniciativas práticas, como fazer contato com editoras, produzir um orçamento, cobrar prazos etc. “Não fosse por ela, talvez ainda hoje nós estaríamos apenas entusiasmados com a idéia”.

E o que a professora tem a dizer sobre isso? “O livro é resultado de um trabalho coletivo”, Adriana faz questão de dizer, no email em que também dizia que topava responder a algumas perguntas para este folhetim virtual. “Desde o início o grupo vislumbrou a possibilidade de ver seus artigos publicados no formato impresso. No que diz respeito à difusão da informação, a internet tem uma abrangência bastante positiva, mas para nós da academia o formato impresso ainda tem seu lugar reservado nas mesas de trabalho e salas de aula”, falou e disse.

Adriana descobriu o Rumos da mesma forma que você descobriu o link para a base de dados do programa: flanando. E numa época bastante parecida com essa: quase no final das inscrições, no igualmente ímpar ano de 2007. Estimule-se, candidato-leitor, que hoje a professora está do outro lado da história. Adriana diz ter se sentido desafiada a escrever sobre suas experiências em sala de aula. Escreveu. O resto, como dizem, é história.

Já em São Paulo, para a abertura do programa no final daquele ano, ela conheceu os demais professores, entre eles o mineiro Nísio Teixeira. Que, por sua vez, conheceu o Rumos Jornalismo Cultural através de outro encontro, desta vez com uma rumeira mineira da primeira turma (2004-2005). “Minha amiga aqui de Belo Horizonte, Ludmila Ribeiro, participou da edição anterior, para estudantes de jornalismo. No ano seguinte ela me falou que, além dos estudantes, haveria um primeiro edital para professores. Aí entrei no site, produzi o texto e me inscrevi”. Viu como pode ser simples?

Tanto Nísio quanto Adriana enxergam como um dos pontos positivos do programa justamente a possibilidade desses encontros. “A experiência no Rumos permitiu o contato com colegas de várias partes do Brasil, também com estudantes de tudo quanto é canto do país”, Nísio destaca, mesmo estando longe de ser o único mineiro no grupo. Até nas instalações do Itaú Cultural o professor se viu cercado por conterrâneos: “tive a grata surpresa de reencontrar conhecidos de BH entre os profissionais da casa, como o professor [gestor do núcleo Audiovisual] Roberto Moreira e a jornalista [do site do instituto] Ana Catarina Pinheiro, que foi minha ex-aluna e orientanda”.

E a expectativa é de que os encontros continuem pela vida a fora. Mesmo a previsão de lançamento do livro, provavelmente pro começo de setembro, não dá aos professores a sensação de ponto final, trabalho encerrado nem nada disso. “Temos projetos futuros, esperamos que nosso grupo se mantenha ativo por muito tempo”, diz Adriana. Diz e deseja o mesmo destino para o Rumos Itaú Cultural. “Esperamos que o programa continue descobrindo ainda mais talentos. Nosso encontro foi proporcionado pelo Rumos, e disso nós não esqueceremos nunca”.

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