Galeria de personagens Rumos: Thiago Camelo

Thiago Camelo clicado por Elvira Fortuna

Thiago Camelo clicado por Elvira Fortuna

 

O ano é 2006. Indicado por uma amiga, o carioca Thiago Camelo foi conversar com Hermano Vianna, do então novíssimo Overmundo, que andava à procura de jornalistas jovens e recém-formados, familiarizados com o, digamos, universo overmúndico. Ao longo da conversa as afinidades vieram à tona, e hoje, com 26 anos, Thiago continua um jovem jornalista de um universo em expansão, só que agora se encarrega de levar a conversa a outros lugares.

Ele, Helena Aragão e Viktor Chagas, que representam a parceria do Overmundo com o Itaú Cultural, viajaram com a caravana Rumos 2009 ministrando a oficina Introdução à Web Colaborativa. O formato oficina não é novo para o trio. “Passamos um mês em Parada de Lucas (favela carioca), já oficinamos no Complexo do Alemão e no Sesc Tijuca também”, lista Thiago. Até se instalarem num laboratório de jornalismo na UFRJ, onde hoje lecionam em parceria com um professor da instituição. “É uma experiência mais ‘ousada’, pois são quase cinco meses de contato com os alunos, pensando juntos um novo jeito de atuar na profissão”, explica.

Perguntado sobre o futuro da parceria com o Itaú Cultural, Thiago é exclamativo: “para nós seria lindo! É tudo o que queremos, dividir, ensinar e aprender com todo mundo”. Logo abaixo você confere a oficina contada pelo oficineiro, e o que ele pensa sobre web 2.0, novas tecnologias, o universo e tudo mais:

Como foi a experiência da oficina?

“Somos uma equipe editorial pequena. Helena Aragão, Viktor Chagas e eu. Quando esse tipo de proposta de oficina pinta, tentamos dividir da melhor forma possível o interesse de cada um pela aula com o tempo disponível de todos. No caso do Rumos, calhou de o Viktor poder ir para Recife e Brasília. Helena falou aqui no Rio e eu em Porto Alegre. Eles adoraram a experiência.

“Como temos características bem distintas, por mais que apresentemos a mesma aula, acredito que a dinâmica acabou sendo um pouco diferente em cada cidade. No meu caso, por força de uma claridade na sala, preferimos abandonar a ideia do projetor – optamos por todos sentarem em uma mesa e tocar a aula como se fosse um bate-papo. Acho que deu supercerto. Eu pelo menos adorei! Achei o pessoal bastante interessado e, como o próprio Guilherme já apontou, acho que construímos essa oficina com um cuidado bem planejado de tentar dar um bom panorama do que acontece na Web 2.0.

Tentamos não cair nas armadilhas que as ofertas de serviços na rede impõem, relativizamos o tema, dizemos como isso afeta a área cultural.

“No fim, somos de uma geração de novos jornalistas que tentam ficar atentos às mudanças culturais que as mudanças tecnológicas sugerem, levantamos bandeira nesse sentido, mas não fechamos olhos para o desafio que esse novo mundo apresenta.

É instigante demais estar vivendo um momento de transição, onde todos tateiam juntos em nome de uma descoberta que ninguém sabe bem ao certo. Acho que é assim a nossa aula: no final dela perguntamos como lidar com esse novo mundo de tecnologia e informação, como distribuir as criações e, também, ter retorno financeiro com isso. É a pergunta que liberta, e sempre vale a pena fazê-la”.

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