Postais da prosa passada

1. Paulo Freire é um homem discreto quase escondido atrás de sua viola. E discreto começa a prosa, como ficou acertado logo de cara que seria o tom da noite: “vem, moço, pode vir. A nossa conversa carece de intimidade”. E começa a tecer harmonias onde caibam os causos coletados pela antena de sua sensibilidade.

2. Paulo Freire mata a pau. Entre uma música e outra, o violeiro sintetiza com sagacidade tudo o que se tentou explicar a você dois posts atrás. “O Rumos tem uma caracteristica que é como aquele verso do Manuel de Barros que diz, eu não gosto de palavra acostumada“.

3. Pausa na prosa da música pra outra prosa, uma outra síntese. Eduardo Saron, superintendente de atividades culturais do Itaú Cultural: “nosso papel é fortalecer as questões estruturais da cultura brasileira”.

4. Paulo Freire é mesmo um mestre de cerimônias. Ali está ele, dessa vez sentado, e entre outras duas cadeiras. Tem convidados. Dá as boas-vindas para o rabequeiro Siba e o violeiro Roberto Corrêa, junta som + som, depois se despede e passa a bola pros dois. O palco da Sala Itaú Cultural está cheio de sotaque.

Crédito da imagem: Cia de Foto

5. Siba anuncia: no lançamento oficial dos novos editais do Rumos Itaú Cultural acontece também o “lançamento mundial” do Violas de Bronze, o fruto de sua parceria até então informal com Roberto Corrêa, que agora vira disco. O show é curto pro tamanho sem fim da música dos dois, mas não é curto a ponto de ocultar esse tamanho. Em meio a melodias e timbres cuidadosos Siba, como Paulo  Freire, também conta histórias. As letras/narrativas do pernambucano são pequenas epopéias.

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6. As boas histórias nascem das grandes coincidências. Assim que a frase do último fragmento chega ao fim, “as letras/narrativas do pernambucano são pequenas epopéias”, o blog recebe um aviso de comentário ao último post. É o Kuja, Guilherme Kujawski, nosso coordenador do núcleo de Arte e Tecnologia, colocando na memória coletiva do Rumos um bom exemplo do que é o imaginário do músico.

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7. Você perdeu, se não viu. Imagine só, trocar a música de Paulo Freire, Siba e Roberto Corrêa por uma simples tentativa de descrevê-la.

8. Bom mesmo é que você tem uma segunda chance. Logo mais, às 20h, Siba e Roberto Corrêa lançam o disco Violas de Bronze, abrindo uma série de shows promovidos pelo Rumos Música. Paulo Freire vai estar lá também. Na Sala Itaú Cultural. Ou ao vivo, bem aqui.

Crédito das imagens: CIA DE FOTO.

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3 thoughts on “Postais da prosa passada

  1. Oi, Thaís
    Bem legal o seu texto! A idéia de o ambiente do show invadir o ambiente do seu quarto também. Hoje à noite tem mais. Apareça!

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