Seminário encerra atividades do Rumos Literatura e dá início às do Rumos Jornalismo Cultural

Se ligue, inteirado leitor, sapiente leitora — tem início nesta quarta-feira, dia 7, na sede do Itaú Cultural, em São Paulo, a segunda edição do Seminário Internacional de Crítica Literária. O encontro segue até a sexta-feira, dia 9, e reúne 19 convidados em sete mesas dedicadas a debater o sentido da crítica na contemporaneidade. O seminário, que tem curadoria de Maria Esther Maciel e Selma Caetano, terá transmissão ao vivo pelo site do Itaú Cultural.

Por que lho conto, desconfiado leitor, intrigada leitora? Porque o encontro marca o encerramento das atividades do Rumos Literatura 2010-2011, celebrado com o lançamento do livro Deslocamentos Críticos, em coquetel que ocorre após a última mesa do seminário, na noite da sexta-feira. O livro é resultado de um ano de laboratório online de crítica literária, por meio do qual os 14 selecionados do programa desenvolveram os trabalhos reunidos no livro, que sai em parceria com a Editora Babel.

Os encontros virtuais da turma foram mediados por Lourival Holanda, com as consultorias de Alckmar Luiz dos Santos, Flávio Carneiro, Heloisa Buarque de Hollanda, Maria Esther Maciel e Regina Dalcastagné. Os autores dos ensaios são Alexandre Oliveira, Laura Penna Alves, Patrícia Aparecida Antonio e Polyana de Almeida Ramos (SP), Cristiane Costa e Renan Ji (RJ), Flávia Péret (MG), Hilary Kaplan (EUA), Janina Rodas (PR), Julieta Yelin (Argentina), Rosane Cardoso (RS), Shagaly Araujo e Túlio D’El-Rey (BA) e Victor da Rosa (SC).

Mas as comemorações e o trabalho não terminam por aí: ao mesmo tempo em que encerra as atividades do Rumos Literatura 2010-2011, o seminário também dá as boas-vindas aos contemplados do Rumos Jornalismo Cultural 2011-2012. Os 20 selecionados desta edição do programa (12 estudantes e oito professores) iniciam sua jornada de um ano de atividades junto ao Itaú Cultural na mesma noite. Noite para a qual você também está convidado, leitor chegado, leitora amiga: confira a programação completa do seminário e apareça.

Sai a lista dos selecionados do Rumos Jornalismo Cultural

Você esperou até aqui, amigo leitor, paciente leitora, pois tome lá: acaba de sair do forno a lista dos contemplados na edição 2011-2012 do Rumos Jornalismo Cultural.  De 180 trabalhos inscritos, foram selecionadas 12 reportagens na carteira Estudante – entre as categorias Impressa, Audiovisual, Rádio e Web-reportagem – e oito ensaios na carteira Professor.

Entre os selecionados, há representantes de todas as regiões do país. Entre as duas carteiras, quatro dos selecionados são do Rio de Janeiro, cinco de Minas Gerais, e dois de São Paulo, pelo sudeste; três do Rio Grande do Sul e um do Paraná, pelo sul; um de Rondônia, pelo norte; um do Ceará e dois do Maranhão pelo nordeste; e um do Mato Grosso, pelo Centro-Oeste.

Se ligue nas estatísticas: pela quarta vez consecutiva o programa recebe selecionados da Universidade Federal do Maranhão (uma estudante do campus São Luis e uma professora do campus Imperatriz), e pela terceira vez consecutiva a Carteira Professor recebe profissionais da Universidade de Belo Horizonte (UniBH). A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aparece pela terceira vez seguida na Carteira Estudante, desta vez com três universitários. E a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) também marca presença pela terceira vez, com uma estudante.

Confira abaixo as biografias dos selecionados, saiba mais sobre a premiação no site do Itaú Cultural e atenção, que tem mais resultados vindo por aí.

CARTEIRA PROFESSOR

Alexandra Aguirre (Rio de Janeiro/RJ, 1970) é graduada em Comunicação Social, especialista em Historia da Arte e Arquitetura, mestre em Comunicação e Cultura e doutoranda em Ciências Sociais. Atualmente coordena o curso de jornalismo da Universidade Castelo Branco, onde também leciona. Selecionada pelo ensaio Das disciplinas ao estágio: percepções dos alunos sobre esta relação.

Celso Gayoso (Rondonópolis/MT, 1983) é jornalista, ator e produtor cultural. Chefia o departamento de Jornalismo da Unir – Universidade Federal de Rondônia, em Vilhena/RO. Atualmente passa uma temporada no Rio de Janeiro/RJ, fazendo doutorado em Comunicação e Cultura na UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro. Selecionado pelo ensaio Jornalismo cultural para além das regiões metropolitanas.

Cristina Leite (Belo Horizonte/MG, 1963) é doutora em Sociologia e professora do curso de jornalismo do UniBH – Centro Universitário de Belo Horizonte, além de sócia-diretora do Instituto Kapta – Pesquisa e Consultoria. Selecionada pelo ensaio Jornal da Rua: Informação e boas histórias.

Everton Cardoso (Caxias do Sul/RS, 1977) é jornalista e mestre em Comunicação e Informação. Atualmente atua como jornalista no Jornal da Universidade (da UFGRS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre/RS) e leciona na Unisinos – Universidade Vale do Rio dos Sinos, em São Leopoldo/RS. Selecionado pelo ensaio Formação em jornalismo cultural: produção de conhecimento e mediação.

Izaura Rocha (São João de Meriti/RJ, 1961) é jornalista e professora de jornalismo. Doutoranda e mestre em Estudos Literários, é especialista em Estratégias Diante das Novas Tecnologias. Atualmente coordena a Agência Experimental de Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora, onde também leciona. Selecionada pelo ensaio Jornalismo em tempos hipermidiáticos: repensar a formação do jornalista no diálogo academia-mercado.

Lorena Tárcia (Timóteo/MG, 1966) é jornalista, especialista em Novas Tecnologias em Comunicação. Formada em Convergência de Mídias pelo projeto Infra Newsplex, dos EUA e formadora do Prouca, do MEC. Atualmente leciona no UniBH – Centro Universitário de Belo Horizonte, onde também coordena o curso de jornalismo e o Laboratório de Convergência. Selecionada pelo ensaio Parceria empresa/entidade de classe/escola para a formação de jornalistas em tempos de convergência das mídias digitais.

Marcos Santuário (Caxias do Sul/RS, 1964) é jornalista. Atualmente é professor de graduação e pós-graduação na Universidade Feevale em Novo Hamburgo/RS, onde coordena o curso de pós em Jornalismo e Convergência de Mídias. Pesquisador do projeto Mídia em Foco, é ainda editor de cultura do jornal Correio do Povo em Porto Alegre/RS. Selecionado pelo ensaio Frequencia Livre e Mídia em Foco unindo teoria e prática.

Thaísa Bueno (Guaraniaçu/PR, 1976) é jornalista com especialização em Artes Visuais e mestrado em Letras. Atualmente é professora assistente do curso de Jornalismo da UFMA – Universidade Federal do Maranhão, Campus Imperatriz. Selecionada pelo ensaio Ferramentas de Interação em Sala de Aula: Como Manter Vivo o Diálogo com o Mercado e com a Cultura do Ciberespaço.

CARTEIRA ESTUDANTE

CATEGORIA REPORTAGEM IMPRESSA

Antonio Laudenir (Fortaleza/CE, 1981) estuda Jornalismo na Faculdade Cearense. Antes, estudou Filosofia na UECE – Universidade Estadual do Ceará, inconcluso. Colaborou para agências de publicidade como designer gráfico e publicou nos fanzines Fliperama e Supimpa. Atualmente é repórter da revista A Voz da Juventude. Selecionado pela reportagem A palavra como um abraço.

Bárbara Altivo (Bom Despacho/MG, 1990) estuda Comunicação Social na UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Selecionada pela reportagem Juventudes ocupam a cidade: cultura e cidadania em BH.

Guilherme Magalhães (Curitiba/PR, 1992) estuda Comunicação Social na UFPR – Universidade Federal do Paraná, em Curitiba. Selecionado pela reportagem Distraídos nos perderemos.

Karen Araújo (Rio de Janeiro/RJ, 1989) estuda Jornalismo na UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, na capital carioca. Atualmente trabalha na assessoria de imprensa da Maquina Public Relations. Selecionada pela reportagem Literatura de mulherzinha.

Luiza Miguez (Vitória/ES, 1989) estuda Jornalismo na UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro. Selecionada pela reportagem Eles escrevem sem papel: a literatura eletrônica brasileira e seus autores.

Saulo Pereira Guimarães (Rio de Janeiro/RJ, 1990) estuda Comunicação Social na UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro. Teve crônicas selecionadas para publicação na coletânea Cronicidades pelo projeto Escritores independentes. Atualmente, estagia na assessoria de imprensa da Biblioteca Nacional e faz divulgação online do projeto Sesc Samba Partido Alto. Selecionado pela reportagem De oculto a Cult – A vida secreta de Alcides Caminha ou Carlos Zéfiro.

CATEGORIA REPORTAGEM AUDIOVISUAL

Allana Meirelles (Juiz de Fora/MG, 1991) estuda Comunicação Social na UFJF – Universidade Federal de Juiz de Fora, onde participou do programa de treinamento profissional para o programa Mosaico, veiculado pela TVE. Foi repórter do Ibitipoca Off Road, vídeo realizado pela Frame Produções. Atualmente integra a equipe do projeto de pesquisa Avaliação do Telejornalismo da TV Brasil. Selecionada pela reportagem Trilha Sonora.

Carolina Fasolo (Campo Grande/MS, 1993) estuda Jornalismo na UFMS – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Atualmente estagia na Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social e colabora com redação de textos para o 5º Festcamp – Festival Nacional de Teatro de Campo Grande.  Selecionada pela reportagem Como ser feliz ganhando pouco: o lado B do pop/rock em Campo Grande.

CATEGORIA REPORTAGEM RADIOFÔNICA

Amanda Cotrim(Campinas/SP, 1987) estuda Comunicação Social na PUC-Camp – Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Atualmente estagia na Rádio CBN-Campinas e participa do grupo Matula Teatro como colaboradora na área de comunicação. Selecionada pela reportagem Comunidade Jongo Dito Ribeiro.

Amy Loren (Açailândia/MA, 1990) estuda Comunicação Social na UFMA- Universidade Federal do Maranhão. Mantém o blog http://bloguelado.blogspot.com e participa de projetos na universidade ligados à cultura como o Cineclube Casarão Universitário e Revista Bezouro. Estagiou no jornal O Imparcial e hoje é estagiária na Rádio Universidade FM. Selecionada pela reportagem Divinas Caixeiras.

CATEGORIA WEB-REPORTAGEM

Bárbara Pustai (Porto Alegre/RS, 1990) estuda Jornalismo na PUC-RS – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Selecionada pela reportagem Cinamateca Capitólio: Um patrimônio cultural para Porto Alegre.

Cíntia Carvalho (Jundiaí/SP, 1989) estuda Jornalismo na FACCAMP – Faculdade Campo Limpo Paulista, em Campo Limpo Paulista/SP. Atualmente estagia na Assessoria de Imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Selecionada pela reportagem Claudio Albuquerque, o grande arteiro jundiaiense.

Rumos Jornalismo Cultural prorroga inscrições

Mais uma boa nova, caro leitor, o Rumos Jornalismo Cultural também prorrogou seu período de inscrições, para o dia 29 de julho. Lembrando que o edital é tanto para estudantes de graduação quanto para professores de graduação e pós-graduação.

No caso dos estudantes, os candidatos devem estar cumprindo de 30% a 60% dos créditos curriculares, e precisam apresentar reportagens culturais para mídias impressa, sonora, audiovisual ou web. Quanto aos professores, os interessados devem ter no mínimo dois anos de docência, e enviar textos que tratem das relações entre a universidade e as empresas jornalísticas (não necessariamente sobre um caso consolidado, pode ser uma reflexão), com foco na formação de futuros jornalistas.

Agora é mãos à obra!

Postais da Paraíba

E por falar nele, caro leitor, no Rumos Jornalismo Cultural, e por falar nela, cordial leitora, na expedicionária Babi Borghese, é ela própria quem nos manda alguns postais de João Pessoa, Paraíba, onde o laboratório “A Mineração do Personagem”, com Humberto Werneck, marcou a última participação do Rumos Jota-Cê na caravana 2011. Lá vai:

Lua cheia em João Pessoa, última parada da Caravana com o Rumos Jornalismo Cultural, e também a última escala de Babi Borghese nesta empreitada

Babi tira uma tarde de folga e fica no hotel pra ler o novo livro da Eliane Brum, Uma Duas, sua primeira ficção

Na UFPB, que reuniu alunos e professores das cidades de Bayeux, Cabedelo, Campina Grande, João Pessoa, José Américo e Santa Rita para participar do laboratório "A Mineração do Personagem", com Humberto Werneck

... com direito a um ouvinte mais que especial, superatento

A produção, integrada por alunos de Comunicação da UFPB, organizou a atividade com muita competência

A cidade também está vestida para as festas juninas nos mínimos detalhes

[Babi Borghese]

Rumos Jornalismo Cultural em João Pessoa

Lembrando, memorável leitor, que segunda-feira tem Laboratório “A Mineração do Personagem”, com o jornalista Humberto Werneck em João Pessoa/PB. O encontro, promovido pelo Rumos Jornalismo Cultural, acontece na Universidade Federal da Paraíba, das 9h às 12h45.

Voltado a estudantes e professores interessados em biografias, o laboratório parte de dois desafios: como descobrir e revelar novos ângulos de um personagem (no caso, Chico Buarque) a respeito de quem tudo parece já ter sido escrito? E como, ao contrário, trazer à luz um personagem (aqui, o fascinante Jayme Ovalle, poeta e compositor) que muito poucos conhecem, e ainda assim muito pouco?

Humberto Werneck é jornalista e escritor. Mineiro de Belo Horizonte, vive em São Paulo desde 1970. Cronista do jornal O Estado de S. Paulo, onde escreve aos domingos, trabalhou em Veja, IstoÉ, Playboy e Jornal do Brasil. Publicou O desatino da rapaziada (1992) e o song book Chico Buarque Letra e Música (1989) — este último revisto, ampliado e relançado em 2006 com o título Tantas palavras. É autor, também, de O Santo Sujo – A Vida de Jayme Ovalle (2008, prêmios APCA e Jabuti de biografia) e O Pai dos Burros – Dicionário de Lugares-Comuns e Frases Feitas (2009), entre outros. Organizou a antologia Boa Companhia: Crônicas. Seu livro mais recente é O espalhador de passarinhos & Outras crônicas, de 2010.

Rumos Jornalismo Cultural em Cuiabá

Dito e certo, leitor companheiro, camarada leitora: eis que nem bem o fim de semana bate à porta, e a expedicionária Babi Borghese, do Rumos Jornalismo Cultural, chega chegando na caixa de entrada deste que vos tecla, com fotos e legendas da viagem a Cuiabá, para o encontro da Intercom Centro-Oeste. Lá vai:

Centro Geodésico da América do Sul, em Cuiabá (1)

Centro Geodésico da América do Sul, em Cuiabá (2)

Instituto de Linguagens da UFMT, que sediou mais uma vez a Intercom Centro-Oeste

Ói ela aí, geeeente... a "barraquinha" Rumos, logo na primeira manhã, atiçando a curiosidade dos alunos da própria UFMT

No saguão também tinha uma exposição de arte...

... que na verdade é de um projeto lindo da universidade

Eliane Brum lotando a sala de seu laboratório "Olhar e escuta em busca do personagem singular"

... com direito a "tarde de autógrafos" depois da atividade

Platéia atenta no laboratório "Como fazer na internet coberturas ao vivo de eventos culturais", de Fábio Malini

... onde todos tiveram seus 15 segundos de fama e apareceram ao vivo na rede

Lembrando que o resultado do laboratório do Malini pode ser conferido aqui!

[Babi Borghese]

Londrina, Intercom e Rumos Jornalismo Cultural

Nos dias 26, 27 e 28 de maio, a cidade de Londrina recebeu o encontro da Intercom Sul, que reuniu cerca de 1.460 estudantes e professores de Comunicação de faculdades do Sul do país. Zanzando entre eles, esteve a caravana do Rumos Jornalismo Cultural. Confira o relato do expedicionário Renan Fattori:

 

Rumos Jornalismo Cultural na Intercom Sul

Londrina está localizada no norte do estado do Paraná, possui 77 anos e é reconhecida pela intensa atividade agrícola, agropecuária e tecelagem. Um dado curioso é o nome “pé vermelho” dado aos londrinenses por conta da cor da terra da região:

As atividades do primeiro dia da Intercom Sul aconteceram no Teatro Ouro Verde, localizado no calçadão central da cidade. Aos poucos os participantes chegavam para o cadastramento, muitos ainda com malas, diretamente de uma longa viagem até a cidade.

Teatro Ouro Verde

Cadastro dos estudantes

Nos dias seguintes, as atividades se dividiram entre a Universidade Federal de Londrina (UEL) e a Universidade Norte do Paraná (Unopar).

Destaque para a presença frequente do chimarrão (composto pela cuia, uma bombaerva-mate e água quente) que a maioria dos estudantes carregava de um lado para o outro, entre as palestras e apresentações.

Em duas turmas, na noite de sexta e na manhã de sábado, Sergio Vilas-Boas apresentou o laboratório PERFIS: E COMO ESCREVÊ-LOS.  Houve muita procura para os dois dias. Oo palestrante destacou os principais pontos, características e experiências pessoais de como escrever perfis.

Sérgio Vilas-Boas

Laboratório de sábado

Momento tietagem pós-autógrafos

[Renan Fattori]

Cliques de Curitiba

Há um calouro entre nós, simpático leitor, prestativa leitora: dê lá as boas-vindas a Renan Fattori, do núcleo Diálogos do Itaú Cultural. No início da semana, o jovem expedicionário embarcou em sua primeira viagem pelo Rumos Jornalismo Cultural, desembarcou em Curitiba, para acompanhar o laboratório conduzido pelo escritor e jornalista José Castello, e voltou de lá com alguns parágrafos, imagens e legendas. Com vocês, Mr. Fattori:

Terça-feira, 24/05

Manhã de frio típico na capital paranaense, o céu cinza lembra São Paulo. Roteiro do dia: do hotel para a Biblioteca Pública do Paraná, onde à tarde acontece o laboratório Em Busca do Personagem: Um Olhar Singular, com José Castello.

A BPP está localizada no centro da cidade, cercada por praças e comércio local. O prédio, dos anos 50, possui em seu acervo 400 mil livros, além de periódicos, fotografias, mapas, cartazes e materiais de multimeios e multimídia, divididos em três andares. A Biblioteca atende em média três mil usuários por dia.

Fachada da Biblioteca

Hall de entrada

Seção infantil

Praça Osório, vizinha à Biblioteca

O encontro do Rumos aconteceu no auditório, às 14h30. Os inscritos ouviram curiosidades, tiraram dúvidas e absorveram algumas das experiências acumuladas por José Castello ao longo de sua carreira.

Entrada do auditório

Inscritos durante o laboratório

José Castello

Agradeço, em nome do Rumos Jornalismo Cultural, o apoio e ajuda de todos envolvidos no laboratório em Curitiba: Rogério Pereira, Luis Henrique Pellanda, Yasmin Taketani, Guilherme Souza e Noerli.

Próxima parada, Intercom Sul em Londrina.

[Renan Fattori]

Rumos Jornalismo Cultural na Cidade Maravilhosa

E por falar em Rumos Jornalismo Cultural, esta semana tem atividade do programa no V Encontro Rio-Espírito Santo de Professores de Jornalismo, do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo. O evento ocorre no Rio de Janeiro, dia 27/05. Das 18h às 19h tem a mesa Apresentação de Mapeamento de Ensino de Jornalismo Digital, com Sandra Machado (UVA) e Soraya Venegas (Unesa). O capitão Claudiney Ferreira, do núcleo Diálogos, é o representante do Itaú Cultural na ocasião.

O Departamento de Jornalismo da Faculdade de Comunicação Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro recebe o Encontro. Lembrando que, como integra o evento, as inscrições ficam a cargo do FNPJ.

Como fazer, com telefone celular, cobertura jornalística em tempo real

Você está ligado, estimado leitor, prezadíssima leitora, que o jornalista e professor Fábio Malini está participando da caravana de divulgação do Rumos Jornalismo Cultural com o laboratório Como Fazer na Internet Coberturas Ao Vivo de Eventos Culturais. Pois bem, no embalo da viagem, ele postou no seu blog um tutorial de como fazer, com telefone celular, cobertura jornalística em tempo real. Seguem abaixo alguns dos toques que a turma tem ouvido pela estrada, disponíveis ao clique de todos:

Tutorial

.

A convite do Itaú Cultural, ministrei uma palestra sobre como realizar cobertura multimídia, em tempo real, de eventos culturais. E, provocado pelo Claudiney Ferreira (gerente do Rumos Jornalismo Cultural), publico aqui dicas de como fazer uma cobertura multimídia que explore bem a mobilidade e o livestreaming.


Com a popularização dos smartphones, os telefones celulares tornaram-se equipamentos poderosos para o trabalho jornalístico. Saiba como você pode realizar coberturas jornalísticas aproveitando ao máximo a tendência mais importante deste ano: a mobilidade e o streaming.

.

Sem dúvida, uma das características da atual fase da internet é a ampliação de ferramentas que a conecta aos dispositivos móveis de comunicação, principalmente, o celular. A tal “fase da mobilidade” está só no começo. A possibilidade de registro da vida em tempo real tornou-se a própria marca da fase 2.0 da web, o que desencadeia críticas à alta visibilidade da imagem pessoal e, de certa forma, à saturação do consumo da intimidade alheia.

Essa publicização dos fatos cotidianos ocorre porque, de um lado, as pessoas interessam-se em se transformar em perfis de redes sociais, criando para si uma demanda por produção de informação pessoal contínua; e, de outro lado, há uma facilidade de transmissão de dados da máquina do usuário para os sites que hospedam conteúdos na internet. Na prática, através de telefones celulares ou de computadores conectados à internet móvel ou fixa, é possível publicar, em tempo real, mensagens de textos, vídeos ao vivo, fotografias instantâneas, enfim, toda uma gama de conteúdos que são hospedamos diretamente nos respectivos perfis de redes e mídias sociais, que, potencializam o espalhamento desse conteúdo por abrigar e interconectar material multimídia de produções amadora e profissional (youtube, flickr, qik, etc), bem como publicá-lo diretamente nos perfis de sua respectiva rede de amigos.

Não é à toa que esse modo de difusão é chamada de livestreaming, uma corrente contínua de dados/informação que consumimos e transmitimos nos nossos perfis de redes e mídias sociais sem qualquer tipo de interrupção. No modelo da web 1.0, a narrativa online era produzida sob o modelo da página principal (homepage), cujos conteúdos eram editados e de propriedade do autor do site. No modelo 2.0, o usuário não tem “home”. Tem “timeline”. um novo tipo de interface que mostra as últimas atualizações publicadas pela sua rede de amigos, fazendo com que as mensagens individuais sejam apenas uma pequena parte do fluxo d´água que faz movimentar o curso do rio (mídias sociais).

A cada instante, a timeline se atualiza, num processo contínuo de renovação, permitindo ao usuário vivenciar a experiência singular de descarregar e reproduzir uma notícia imediata, com um tempo de espera mínimo. Na concepção radical do design da timeline há a extrema dependência pela produção colaborativa. Se você não tem amigos, não será lido. Se não é amigo de muitos, não tem acesso àquilo que todo mundo comenta. Portanto, as redes sociais operam dentro de uma esfera pública midiática curiosa,pois que o público não é “formado pelo veículo”. Ele é anterior ao veículo. O dna das redes sociais é o autor, na forma de perfil, mas um autor que só existe, se antes, se interconectar com outros autores. Então, nas redes sociais, a priori, não há público, senão uma comunidade de autores.

Unindo comunidades de autores, dispositivos móveis de comunicação, internet 3G, tecnologias de transmissão via streaming e redes/mídias sociais, podemos montar um novo ecossistema para fazer circular notícias e conteúdos multimídia. Minha experiência com transmissão livestreaming de eventos, sobretudo os culturais, permite enumerar alguns passos fundamentais para que você possa aproveitar toda essa nova cena midiática. E atue firme na produção de um jornalismo que se beneficie de valores como mobilidade, instantaneidade, atuação em rede, participação e compartilhamento.

.

1. Nunca deixar para fazer testes no dia do evento.

Não inventa de instalar aplicativos novos no seu celular no dia que você vai fazer uma cobertura. Não faça testes com câmeras ou qualquer outra nova tecnologia no dia do evento. Não invente uma nova seção no site. Faça todo tipo de testes antes da data do trabalho.

.

2. Crie vários canais na internet, depois integre todos eles a um blog (com domínio próprio).

Tenha um canal no Youtube (vídeo), no Flickr (foto), no Qik (vídeo ao vivo), no Tumblr, no Livestream, no Twitter etc. Mas é só lembrar: todos esses canais devem ter o mesmo nome. E não esqueça: agregue todos eles em um só blog/site, que terá função de reunir todo conteúdo produzido e, assim, dar unidade editorial à sua cobertura. Se puder ($), evite usar sites de armazenagem de blog como Blogspot e WordPress.com. Isso porque ambos limitam a incorporação de recursos de interatividade ao seu site. Mas, se não tens grana para desenvolver o seu próprio site, opte por criar um blog no WordPress.com. Aí embaixo um vídeo explica como fazer isso:

.

.

O que fazer então, caso queira ter endereço próprio na internet?

Primeiro você precisa criar o nome para o seu site. Faz de conta que você queira o seguinte endereço: coberturamobile.com.br. Com isso definido, o passo seguinte é comprar um endereço (domínio) e hospedá-lo em um hosting (uma Locaweb da vida). Em média, você vai gastar uns R$50 reais pelo domínio (o pagamento é anual) e R$80 pela hospedagem (o pagamento é trimestral). Dica: Quando você registra e hospeda o domínio numa mesma empresa online (como a Locaweb), você acaba ganhando o domínio de graça. Outra dica: na hora de criar o endereço do seu site, opte, se possível, pela extensão .com.br, pois ela está mais fixada no imaginário dos usuários. Seguem aí embaixo um vídeo tutorial que explica como hospedar e registrar um endereço na web. É bem simples.

.

.

2.1 Utilize o WordPress como seu gerenciador de conteúdo (CMS).

Com domínio hospedado, você precisará de um programa que cria um layout do site e possibilite publicar na internet. Para isso, o melhor é o WordPress. É a melhor opção, para mim, de CMS no mercado (alguém aqui terá opinião contrária, com certeza). Para facilitar a vida: escolha um hosting que disponibilize o WordPress instalado. Por exemplo, no meu painel de administração, na Locaweb, já há a opção para se fazer a instalação automática do WordPress (saiba mais aqui). Com o WP instalado, é só se dedicar ao mundo dos temas (layouts) e plugins (ferramentas) que o WordPress oferece. Um site rodando em WordPress lhe dará muito mais possibilidades de fazer o seu conteúdo se destacar na web. Mas, importante: se não tens grana, nem um amigo que saca de WordPress, crie um blog e o integre aos seus canais nas mídias sociais!

Para saber como publicar no WordPress, um tutorial bem legal:

WordPress, do básico ao nem tão básico assim… from Rafael Cirolini on Vimeo.

3. Você pode fazer a apuração sozinho, mas jamais deixe de ter um editor remoto ao seu lado.

Gosto sempre dizer que, numa cobertura mobile, as coisas acontecem, ou seja, os fatos chegam sempre até você. Contudo, isso sempre faz cair por terra um lado do seu planejamento. Ás vezes é “aquela hora” de um entrevista, só que uma pessoa com história bem legal aparece do nada e você quer mais que a entrevista agenda seja cancelada. O extraordinário rola numa cobertura de um vento e é legal que ele tire um pouco daquele planejamento rigoroso do trabalho. Contudo, as “coisas só acontecem” para quem prevê, no planejamento, a edição remota.

Não adianta ficar fazendo vídeos, fotos, textos etc etc, se tudo vai para diferentes canais na internet sem uma organização mínima (coisa mais chata é um vídeo ou uma foto não ter títulos, não estarem tagueados, não estarem, num blog, com um resumo ou uma nota etc). Assim, tenha um editor remoto. Enquanto você está in locus produzindo o seu conteúdo em tempo real, o editor estará, em casa ou no trabalho, organizando o material nos canais online. No Youtube, ele titula e tagueia os vídeos. No Qik, idem. No Flickr, faz resumo e título de fotos. No Storify, organiza, em ordem cronológica, o que você e outras pessoas estão a produzir de conteúdo sobre o evento. O editor cuida do blog e das redes sociais. Se tens mais recursos, tenha dois editores: um para cada uma dessas funções.

4. Tenha um celular com conexão 3G, mas atenção para alguns detalhes.

Hoje investir num smartphone é fundamental para quem quer atuar com cobertura jornalística móvel. Mas não é qualquer um smartphone. É preciso ter um com perfil mais multimídia e que ative, com muita facilidade, as suas redes sociais, compartilhando conteúdos que você produza com agilidade. Há vários modelos no mercado. Mas é preciso estar atento a alguns aspectos:

(1) O celular precisa ter conexão à internet 3G, se puder, adquira um pacote ilimitado. Ou: compre um chip exclusivo de acesso à rede destes que utilizamos com o modem espetado nos nossos laptops. Por quê? Se vc faz transmissão com o pacote de dados com o chip do seu número de telefone, perceberá um grande inconveniente: se alguém ligar para ti no momento que está a fazer um vídeo ao vivo, sua transmissão será interrompida. Porque a chamada terá prioridade, afinal, você tem um telefone, e não um câmera. :) Se você troca o chip do seu telefone, por um de conexão 3G, ninguém vai ligar para ti, mas, pelo menos, não vai ter problema de interrupção daquela sua “grande” entrevista. Resumo: tenha dois telefones celulares. Um para telefonar, outro para produzir conteúdo.

(2) não adianta ter um celular com câmeras muito potentes, porque elas tornam os arquivos mais pesados. E arquivo pesado significa lentidão na transmissão para a internet, principalmente, levando em consideração que os serviços 3G das operadoras telefônicas, por enquanto, não são nada eficientes). Dica: um smartphone com câmera de 5 megapixels já seve para ti aqui no país.

(3) O celular precisa possibilitar acesso à internet via wi-fi. Então, não esqueça deste detalhe na hora da compra do seu equipamento. Afinal, em muitos lugares, o sinal de internet propicia uma velocidade maior que o seu chip 3G. Aliás, se puder, leve contigo sempre um roteador de internet sem fio, porque se há acesso à internet banda larga, você pode plugar seu roteador e propiciar que mais pessoas façam a mesma coisa que você. Quanto mais conteúdo na rede, mais possibilidades de compartilhamento e mais abrangente fica sua cobertura. Afinal, a atenção para um fato está diretamente relacionado à quantidade de pessoas que produz material jornalístico sobre ele. Não tenha medo da competição. Na internet, quanto mais gente falando de um assunto, mais tráfego gera para os seus.

(4) Hoje há dois sites que gosto de usar para fazer transmissão de vídeos, em tempo real, para a internet: Qik e Bambuser. Ambos oferecem a lista de modelos de telefone celular que é compatível com suas plataformas. O link dessa lista está aqui e aqui. Não adianta comprar um celular bacana se ele não possibilita fazer vídeos ao vivo na internet.

(5) Para quem não conhece, há um blog fantástico com resenhas sobre modelos de smartphones. É o Garota sem Fio. Com certeza, ele vai reduzir suas incertezas e ajudar na sua decisão de compra.

.

5. Qik, Ustream ou Bambuser, ferramentas que auxiliam no streaming de vídeos via celular. Como instalar e usar?

Qik, Ustream ou Bambuser são ferramentas que permitem que você transmita vídeos e tenha um canal de comunicação na internet. Todos se integram ao Twitter e Facebook (ou seja, você pode se logar em um dessas contas e replicar os vídeos automaticamente . É baixar o aplicativo para o seu celular e apertar o botão gravar (broadcast). De acordo com o modelo do seu celular, haverá mais ou menos serviços. No iphone, você grava em preto e branco. No Galaxy S (roda Android), você faz chat com vídeo com muita facilidade e pode gravar um vídeo e transmiti-lo depois para o Qik. No Nokia n85 (roda Symbian), nada disso, mas em compensação a qualidade de som/imagem é muito melhor que a dos primeiros. Todos os três permitem que, após a transmissão ao vivo,

Defina o sistema que roda no seu celular: Symbian, Iphone ou Android. Depois, o passo seguinte é instalar um dos (ou os) três aplicativos. Para instalar o Qik no seu telefone, é só clicar aqui. Para o Bambuser e o Ustream, o processo é idêntico.

Algumas dicas fundamentais para aquele momento que você está frente a frente com os fatos que você irá registrar com seu celular:

(1) Para as entrevistas em locais ruidosos (eu já fiz num sambódromo, então imagina a barulhada): Aproxime o celular da sua boca para você não precisar de gritar na hora de fazer a pergunta. E, quando o entrevistador começar a responder, aproxime o celular numa distância de 50cm, no máximo. Abuse de closes e bigcloses em entrevistas nestes ambientes. Já em ambientes mais silenciosos, você pode aumentar o plano da imagem, mas a regra da hora de sua pergunta é a mesma ara ambientes ruidosos.

(2) Titule, sempre que possível, o vídeo. Ou antes ou depois de apertar o Rec, mas titule. Quando as coisas acontecem de modo rápido, peça a alguém, remotamente, que faça isso para você. Ou mandando torpedo com o título ou ligandodiretamente para um “editor remoto”, que terá a missão também de taguear o conteúdo (isso ajuda a busca para o usuário e para os motores como o Google).

(3) Na hora da gravação, teste perspectivas diferentes. Apontar o celular numa mesma altura é o básico, mas com o tempo, se aventure em ângulos alternativos, filme metade do rosto do entrevistado, desloque o celular para cima ou para baixo, enfim, seja um pouco mais criativo. A imagem no vídeo é constituída de diferentes planos (que muda em função da distância da câmera em relação ao objeto a ser filmado). Para quem não sabe nada sobre os tipos de planos e ângulos de imagem, tem um vídeo aqui sobre o cada plano e ângulo significa.

(4) Não dê zoom na hora de capturar a imagem. Infelizmente,as câmeras de celular não funcionam muito bem com o zoom. É melhor aproximar a câmera do objeto, fazendo closes ou bigcloses.

(5) A maior das dicas: tenha baterias de sobra. Três, no mínimo. Uma bateria dura pouco. E, em muitos casos, você não terá como recarregá-las. Uma bateria dura aí em torno de 25 minutos de gravação. Isso porque gasta-se muita bateria no celular para capturar as imagens, mas, sobretudo, para enviar/salvar o vídeo para o seu canal de comunicação na internet.

(6) Não há problemas de duas linhas de telefone utilizarem o mesmo perfil. Aliás, é corriqueiro ter mais de um celular cobrindo determinado evento. Quanto mais, melhor.

.

3. Não existe profissional multimídia. Dedique-se a uma linguagem online.

Não inventa de ser “multimídia”. Especialize-se em uma linguagem. Se gostas do vídeo online usando o celular, faça só isso lá com seu aplicativo Qik. E tenha com você alguém para fotografar mais (uma dica legal, é fotografar usando aplicativos como Instagram – se usas iphone; ou Vignette – se usas Android). Chame alguém para fazer a twittagem do celular. E um Outro para filmar com handycam digital (que tal fazer os filmes e depois enviá-los para o Youtube? Não precisa fazer coisas ao vivo o tempo inteiro). A mobilidade não acontece somente por causa do celular. Há equipamentos digitais leves e de ótima qualidade.

6. Se puder, agregue à cobertura móvel o streaming feito a partir de câmera de vídeo profissional ou amadora: um tutorial

Você pode agregar a uma cobertura móvel, as ferramentas de streaming de vídeo com câmeras digitais. Faz de conta que irás fazer a cobertura de um show, por exemplo. Seu lance será twittar o show e transmitir ao vivo, em vídeo, para a internet. O sucesso do trabalho dependerá, é claro, da taxa de upload de sua conexão com a internet. Além disso, também dependerá do equipamento que terá em mãos. Se quiser pode baixar aqui um Tutorial, feito pelo Igor Chagas, do Labic (laboratório que coordeno na Ufes), que ensina como fazer transmissão usando o Livestream. Ou através de um programinha instalado no computador, chamado VidBlaster, que possibilita trabalhar com múltiplas câmeras. É um programa proprietário com custo de licença de U$ 700.

O legal de utilizar streaming com câmeras profissionais (ou digitais amadoras) é que você pode agregar outras possibilidades jornalísticas a uma cobertura móvel, como por exemplo a criação de um estúdio para gravação de entrevista. Junte a isso o fato de, uma vez gravado, o ao vivo permanece na internet, para que um usuário possa (re)assistir o vídeo.

PS: vamos começar a estudar o Landell, que é software livre, para utilizar em transmissões.

.

7. Há o tempo do acontecimento e o tempo da repercussão dele

Não banque o consumista. Com um celular na mão, você é capaz de produzir muito conteúdo. Combine com seu editor para não publicar todos eles no seu blog ao mesmo tempo. Se, por exemplo, estás a fazer a cobertura de um evento que durará dois dias, podes deixar alguns conteúdos para ser publicados naquele período de tempo que não acontece nada. Isso é uma dica importante para manter seu público sempre abastecido de conteúdo exclusivo. Se o evento acontece de 9h às 18h, utilize o período de 18h01 às 8h59 para repercutir seus próprios conteúdos. Isso significa que o tempo real não é somente o tempo do acontecimento em si, mas a capacidade de duração dele para além do seu tempo. As pessoas toleram receber, via redes e mídias sociais, mais conteúdos até, no máximo, uns três dias após o evento. Mas em doses homeopáticas.

.

8. Feche a cobertura com uma bela retrospectiva multimídia

Faça um último post com o melhor daquele evento. Embede vídeos, galerias de fotos, áudios, tweets, comentários, enfim, toda a gama de conteúdo que tens para fazer uma retrospectiva do que melhor ocorreu no evento que você fez a cobertura multimídia. Depois disso, feche o barraco, diga “até a próxima, pessoal”, e mantenha o site no ar. Uma dica legal é usar o Storify para isso.

[Fábio Malini]