Flagrantes do Jornalismo Cultural

Stop the press, leitor amigo, leitora do peito, e tome nota. Sinta o samba, que o Rumos Jornalismo Cultural está a postos para o fim de semana. Em plena sexta-feira, enquanto todos acertam os ponteiros da balada, do filminho, ou do sossego, o Núcleo Diálogos do Itaú Cultural aquece as turbinas, amarra os cadarços, limpa os óculos, mochila nas costas para a dose dupla de laboratório em Florianópolis no início da semana, e para as viagens seguintes, que logo irão pintar — breve, num post perto de você.

As fotos abaixo foram enviadas pela expedicionária Babi Borghese, um breve documentário visual da véspera-de do pessoal. Lá vai:

Fernanda Carvalho prepara kits para os laboratórios de Palmas e Boa Vista

Renan Fattori e Ricardo Tayra cuidam de passagens e hospedagens para Curitiba, Londrina, Campo Grande e Fortaleza

Babi Borghese arruma a malinha para o Congresso Nacional da Rede FolkCom, em Juiz de Fora. Enquanto isso, Claudiney Ferreira em casa desfaz a mala de Belém, e ainda aproveita pra arrumar a de Florianópolis...

E está só começando!

Semana Rumos apenas começando (2)

Enquanto isso, em São Paulo, o Rumos Música equaliza o fim de semana. A começar de hoje, que ninguém é de ferro – e mesmo se fosse. Sempre às 20h, até domingo, acontece mais uma rodada de shows de selecionados da Carteira Mapeamento do último edital do programa, no endereço que você conhece, sabedor leitor, Av. Paulista, 149.

Logo mais, os pernambucanos da Eddie levam seu liquidificador sonoro ao palco do Itaú Cultural. Amanhã, é o rapper Flávio Renegado quem pilota o microfone, seguido dos violonistas Weber Lopes e Paulo Bellinati no sábado, e do saxofonista Mário Séve no domingo.

Enquanto isso, em Lima, Peru, o Rumos Cinema e Vídeo 2009-2011 segue sua itinerância, abrindo alas para as possibilidades contemporâneas da linguagem audiovisual. Até o dia 7 de maio, exibe os trabalhos dos selecionados das categorias Filmes e Vídeos Experimentais e Documentários para Web para olhos e ouvidos peruanos, na Fundación Telefónica. Saiba mais, e mantenha as antenas ligadas, antenado leitor, ligada leitora, que quando termina a semana, começa a semana, se é que você me entende.

Semana Rumos apenas começando (1)

Semana cheia, caro leitor, amiga leitora, pois ela, que está quase no fim, mal começou. Quer dizer: começou bem, e segue ainda melhor.

Logo mais tem Antonio Nóbrega em Belém – às 20h, no Teatro Estação Gasômetro (Av. Magalhães Barata, 830 - São Brás), apresentando a aula-espetáculo Mátria, preparada especialmente para a divulgação do Rumos Educação, Cultura e Arte. A caravana leva o músico e dançarino ao palco de Manaus no sábado, 30 de abril – às 19h, no Teatro da Instalação (Rua Frei José dos Inocentes, s/n). É só chegar com meia hora de antecedência e retirar o ingresso.

Manaus também recebe, na sexta, 29, a oficina teórica Portfólio de Artista, conduzida pela historiadora Janaína Melo, como parte da programação de boas-vindas do Rumos Arte Visuais. Das 16h às 19h, no Palacete Provincial (Praça Heliodoro Balbi s/nº – Centro. Informações: 92 3232 2440). No sábado, 30 de abril, a oficina é ministrada em Macapá – das 14h às 17h, no Sesc Amapá (Rua Jovino Dinoá 4311 – Beirol. Informações: 96 3241 4440 ramal 257).

Não esquecendo que naquela mesma sexta, 29, do parágrafo acima, tem palestra de difusão do Rumos Artes Visuais, com os curadores Agnaldo Farias, Fernando Oliva e Paulo Miyada. Às 19h, no Instituto de Artes do Pará (Praça Justo Chermont, 236. Informações: 4006 2911/4006 2904).

Continua…

Jornalismo Cultural aqui & agora

Agora mesmo, imediato leitor, acontece em Belém o laboratório do Rumos Jornalismo Cultural “Como fazer na internet coberturas ao vivo de eventos culturais”, conduzido pelo professor Fábio Malini. Nas dependências do Instituto de Artes do Pará, e aí na sua tela: é só acompanhar o streaming da conversa.

Fábio Malini é doutor em Comunicação, professor de jornalismo na Universidade Federal do Espírito Santo e ativista do Fórum de Mídia Livre e da Universidade Nômade. Também é consultor do Onda Cidadã – Mapeamento Nacional da Comunicação Autônoma para o Itaú Cultural. Twitter – @fabiomalini.

São Luis em dose dupla

Amigo leitor, amiga leitora, prepare-se, que passado o feriado o Rumos volta a todo vapor, e já começa com programação dupla em São Luis, MA. Hoje à noite, às 19h, o Rumos Educação, Cultura e Arte leva a aula-espetáculo Mátria, Uma Outra Linha de Tempo Cultural, do músico e dançarino Antonio Nóbrega, ao Teatro João do Vale (Rua da Estrela 283 – Praia Grande – informações: 98 3218 9958). A entrada é franca e os ingressos são distribuídos com meia hora de antecedência. Por isso adiante-se, ludovicense leitor. E continue anotando: amanhã, dia 27, tem programação do Rumos Artes Visuais no auditório do Sesc Deodoro (Avenida Silva Maia 164 - Centro – Praça Deodoro – informações: 98 3216 3830 / 98 3216 3860). Das 18h às 21h, Janaína Melo  conduz a Oficina teórica Portfólio de Artista, e é isso e estamos combinados.

Detalhes e próximas datas você confere aqui, aqui, e aqui.

Visões de Viçosa

Aqui e agora, sim, atual leitor, o registro da incursão jornalística, malemolente e saborosa de Babi Borghese, com os professores Bernardete Toneto e Leo Cunha, no Encontro Mineiro de Professores de Jornalismo e adjacências, isto é, a cidade de Viçosa, a olhos vistos e afiado paladar. Mas deixemos, leitor meu cúmplice, que as fotos falem por si mesmas, ehr, bem, com uma ajudinha das legendas:

Espetáculo apresentado na abertura do EMPJ, com o grupo de dança Corpo Santo, no hall da Biblioteca Central, palco dos eventos mais importantes do Encontro, e onde estava a barraquinha do Rumos, ali, ó, bem visível.

Bernardete Tonedo e Leo Cunha apresentam o Mapeamento para 48 das 101 pessoas inscritas no Encontro, entre alunos, professores e coordenadores de cursos de Comunicação do estado.

Desperdício - O restaurante mais procurado de Viçosa tem no cardápio um prato especial para estudantes (a cidade é basicamente universitária): Desperdício de pizza, a R$20 o kilo da sobra...

Jupiraça - Especialidade do mesmo restaurante do Desperdício. Esse a gente experimentou.

Bom pra caramba!

O que o Rumos Jornalismo Cultural viu e disse e ouviu em Santa Cruz do Sul

Você soube, sabido leitor, da passagem da caravana do Rumos Jornalismo Cultural pelos encontros regionais do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (o esquenta que antecede o encontro nacional do FNPJ, que ocorre em Uberlândia, em 2012) nos dias 8 e 9 deste mês. Neste post e no seguinte lhe darei pitadas de ocorridos, colhidas da memória e das câmeras dos expedicionários Claudiney Ferreira e Babi Borghese.

Do 1º Fórum Sul-Brasileiro de Ensino do Jornalismo, e 1º Encontro Gaúcho de Ensino do Jornalismo, ocorridos na Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), quem envia o relato é o gerente do Núcleo Diálogos do Itaú Cultural, o capitão Claudiney Ferreira, que apresentou os principais detalhes do Rumos Jornalismo Cultural 2011-2012 e apresentou ao público os professores palestrantes.

“Apresentamos os resultados do Mapeamento do Ensino de Jornalismo Digital no Brasil – 2010. A apresentação dos dados do mapeamento ficou a cargo de Alex Primo e Vivian Belochio, ambos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Cerca de 70 pessoas assistiram a apresentação, entre professores, pesquisadores e alunos de jornalismo da Região Sul do País. A apresentação ocorreu no dia 9 de abril, um sábado de muito sol em Santa Cruz do Sul.

“O encontro regional do FNPJ reuniu representantes de  23 universidades do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, e inclusive do Tocantins. Na plenária do encontro, os participantes redigiram uma carta em defesa do jornalismo. A Carta de Santa Cruz - Em defesa do jornalismo.

“Fica o agradecimento aos professores Antonio Hohlfeldt, presidente Intercom, e  Demétrio de Azeredo Soster, da UNISC.”

[Claudiney Ferreira]

Aventuras do Jornalismo Cultural em Aracaju (2)

Altos agitos

Eis que chega, e lá vem, leitor que aguarda, a última leva de comentários, fotos e aventuras do correspondente Ricardo Tayra em Aracaju e de volta. Vai vendo.

“Mesmo com o vôo conseguindo sair um tanto mais cedo de Aracaju, chegada com atraso de quase 1h em Guarulhos. Culpa da chuvarada que caía desde o final da tarde, segundo o taxista. Quase fui parar em Campinas, mas São Pedro deu uma ajuda e conseguimos pousar na segunda chamada.

“Não é demais voltar a agradecer ao pessoal todo da Semear, em especial Cita Domingos, Thiago Ismerim e Breno Domingos. Foram fundamentais para a realização do evento. E lembrar que, entre o público que compareceu para ouvir Eliane Brum estava o Secretário Adjunto da Secretaria de Estado da Cultura de Sergipe, Marcelo Rangel, ao qual fomos apresentados após a atividade”.

Breno testa a apresentação de Eliane

Eliane autografa

Thiago nem percebe, mas é clicado em meio ao nosso tour pela Semear

Eliane Brum é recebida por Carlos Roberto Britto Aragão, Diretor Presidente da Sociedade Semear

Vastos espaços do Mercadão

Ben 10 e Power Rangers dividem espaço com as lembrancinhas tradicionais

Caju orelhão – O tema do caju é frequente na cidade. Também está nesta lembrancinha telefônica

[Ricardo Tayra]

Aventuras do Jornalismo Cultural em Aracaju (1)

E por falar em Aracaju, caro leitor, Aracaju manda lembranças: o expedicionário Ricardo Tayra, mais conhecido com Ricardo, esteve por lá acompanhando a realização do laboratório de jornalismo cultural conduzido pela jornalista Eliane Brum. Nosso intrépido correspondente integra as fileiras do núcleo Diálogos, responsável pelo Rumos Jornalismo Cultural, e antes de embarcar de volta para São Paulo enviou o texto e as fotos que seguem abaixo. Ainda falta, ansioso leitor, novidadeira leitora, pois entre tudo isso e o embarque alguns problemas na conexão impediram o envio de todas as fotos. Ficam, então, para um próximo post, que esse já está bem representado, e não há, pelo menos ainda, internet acima das nuvens. Avante, então, ao texto!

***

Escrevo ainda em terras sergipanas, enquanto tudo tá fresco na memória: a caravana, pequenos detalhes da cidade, a viagem.

Domingo cedo, aeroporto de Guarulhos. É mesmo curiosa, no mínimo, a organização nos aeroportos. Passageiros enfrentam filas para check-in se amontoando dum lado. Um pouco mais à frente, guichês vazios (uns até com aquelas fitas organizadoras de filas desmontadas). Pergunto a uma funcionária do aeroporto se ali nunca é usado. Ela não sabe, é nova ali. Mas não dá pra parar muito pra perguntar não: é gente passando a toda hora com bagagens, uns pedindo licença, outros não. E olha que é domingo cedinho.

Domingo de manhã em Guarulhos...

Ou domingo de manhã em Guarulhos?

Check-in feito, acho que me livrei das filas. Respirar um pouco, dar uma andada. Uma volta e – espanto – formou-se uma fila enorme no acesso ao embarque. Deixo passar um tempo com outra volta e a fila aumentou muito. Uma rápida conta mental e acho melhor pegar a fila pra não me atrasar pro embarque. Só pra depois, lá dentro, descobrir que o embarque é que atrasou e o portão de saída mudou.

Parênteses: A espera pela definição do portão exato me deixa perceber que a “última chamada” para o vôo a Salvador é feita pelo menos umas cinco vezes: três avisos simples (com intervalo de tempo ente eles) e depois dois avisos especificando os nomes dos passageiros atrasados. Estes últimos, tentando aparentar isenção, mas deixando escapar um tom leve de pais dando bronca em filhos.

A última do avião: lá dentro, viagem transcorrendo bem, a equipe nos lembra pelo sistema de som o destino do vôo e que iremos fazer uma rápida parada em Maceió. Quem vai pra Aracaju deve ficar em seus assentos. Só que depois da entrada dos passageiros em Maceió, o aviso é de que o destino do vôo é o Rio de Janeiro. Segundos depois – que pareceu um século, suficiente pra qualquer passageiro, como eu, começar a se questionar se está no avião certo – continua dizendo faremos uma rápida parada em Aracaju.

Aracaju

Saindo do aeroporto em Aracaju, logo sou apresentado ao Rio Sergipe, de água doce. O hotel fica nas dependências do Shopping Riomar. O taxista diz que é melhor sempre informar o nome, pois a cidade tem outro que também tem um hotel próximo. A ida ao shopping pra almoçar no fim da tarde passa a impressão de que não saí de São Paulo. Mas o calor do trajeto pelo estacionamento até o hotel não me deixa esquecer onde estou.

Sociedade Semear

Manhã de segunda-feira. Vou conhecer a Semear. Conheço pessoalmente profissionais com quem trato por telefone há alguns anos, sobre as parcerias com o Rumos: Cita Domingos, diretora de cultura e artes, e Thiago Ismerim, assessor de imprensa da instituição. Sou muito bem recebido, trocamos informações e tiramos dúvidas. Conheço ainda Breno Domingos, da equipe técnica da Semear, que iria depois me auxiliar em questões de produção.

Um breve tour com Thiago pelas dependências da sede da instituição, que tem um bom espaço para administrativo e atividades, inclusive um anexo posterior à construção inicial. Dividida em setores de Cultura e Arte, Meio Ambiente e Estudos Múltiplos, tem diversos funcionários que iniciaram o trabalho como voluntários, como Thiago, que transmitem paixão pelo que fazem. Vale a pena conhecer pessoalmente e, para quem está longe, ao menos conferir o site.

Fico curioso com um orelhão na lateral da entrada principal do lugar: de longe, parece não ter telefone. E não tem mesmo, é uma obra do acervo da Semear: “Paixão de Cristo segundo Chou Ming”, de Fábio Sampaio.

Visita feita, toco para o centro – almoçar e conhecer o mercadão. Lembrancinhas diversas, vendedores de castanha, biju e outros dão o tom. Escrever é pouco, tem que ver. Mando umas fotos do local.

Almoço num restaurante em um terraço lá na área do mercadão. De lá de cima fica em evidência uma construção abandonada e desgastada, porém, aparenta ter sido bonita no passado. No restaurante me informam que se trata do Colégio Nossa Senhora de Lourdes, dirigido por freiras. Hoje, apenas a parte inferior é ocupada com comércio local, o que o torna praticamente invisível para os passantes, mas em evidência para quem olha a cidade do segundo andar.

O colégio, visto do terraço...

...e outras paisagens vistas do terraço

Mais tarde, o prestativo Breno me auxilia com as compras para o lanchinho ao público. Biólogo de formação, ele é mesmo um faz-tudo, como conta nas conversas e atitudes nas atividades na Semear. Fico sabendo depois que ele é quem nos fez o café, inclusive.

 

Eliane Brum, entre cartazes

O laboratório transcorre bem, o público ouve com atenção as histórias, dicas e atividades descritas pela jornalista Eliane Brum. Nas três horas da ação, o mundo parece um lugar melhor para o jornalismo e a reportagem. Se uma parte que seja das conversas dali for transposta para o mundo real, fará uma diferença enorme na carreira e, por que não, na vida dos participantes que por ali estiveram. Aprender a olhar e a escutar não é pra qualquer um, mas não é difícil se a pessoa se propuser a tanto.

Eliane Brum em ação!

[Ricardo Tayra]

Artes Visuais: programação e inscrições

Antenado leitor, ligada leitora, aproveitando que logo mais tem oficina do Rumos Artes Visuais em Natal, com inscrições encerradíssimas para o bate-bola sobre portfólio do artista com a historiadora Janaína Melo, você que ora me lê  fique sabendo: nesta quinta-feira, dia 14, e no sábado, 16, ela segue, respectivamente, para Aracaju e Teresina.

Em Acaraju, a oficina ocorre nas dependências solícitas e mais que parceiras da Sociedade Semear (Rua Vila Cristina 148 - Centro | culturaeartes@sociedadesemear.org.br), entre as 9h e 12h da matina. Na terra da cajuína, de Torquato Neto e Mário Faustino, tudo se passa no Museu Piauí (Rua Areolino de Abreu 900 | informações: 86 3226 2621), e vai das 18h30 às 21h30.

E o melhor: com inscrições ainda abertas. Por isso fica-a-dica, entre em contato, inscreva-se, e é isso. Ou clique aqui para mais detalhes, ou aqui.