Semana cheia só se for com coisa boa

A semana Rumos está cheia, bravo leitor, nobre leitora, mas é claro, cheia de coisa boa: tem Rumos Literatura em São Luis, Rumos Teatro em Palmas e depois em Teresina, e na sequência mais Rumos Literatura em Brasília. Mas antes, quer dizer, logo mais, às 23h40 na TV Cultura, tem Rumos da Música

Hoje quem se apresenta no seu aparelho de TV é o carioca Felipe Radicetti. Membro do Royal College of Organists de Londres, o compositor possui uma premiada lista de trilhas sonoras para cinema, teatro e comerciais, além de três álbuns de canções autorais que transitam pelos universos da MPB e da música eletrônica.  Aumente o volume e use o assento para flutuar, hoje à noite, logo após o Roda Viva.

Inscrições antecipadas para São Luis e Brasília

Caravana com mochila nas costas, público na expectativa, na próxima semana o Rumos Literatura leva os mini-cursos a mais dois lugares, São Luis (terça e quarta) e Brasília (quinta e sexta). É semana que vem, mas você já pode participar. Aliás, deve: as inscrições pros eventos devem ser feitas antecipadamente e por email. Atenção: só valem as inscrições feitas por email, por isso anotaê, você que está em São Luis (rumos.sl@gmail.com), você que está em Brasília (rumosliteratura@itaucultural.org.br), e para saber mais sobre horários, dados para inscrição, e conteúdo dos cursos, clique nos nomes das cidades. E não deixe de conferir a programação, que tem muito mais coisa acontecendo.

Semana começa na segunda

Rumoroso leitor navegando na rede neste belo início de noite? Aproveite a conexão pra pegar a semana Rumos desde o início, quer dizer, desde o Rumos da Música, logo após o Roda Viva, na TV Cultura. O programa semanal de entrevistas e shows com os selecionados do Rumos Música leva à tela do agora-leitor-e-já-logo-espectador a gaúcha Pata de Elefante. Esquente as orelhas com o bom rock instrumental, atravesse o feriado e caia de quinta, ops, na quinta, no seminário Rumos Pesquisa, e logo na sexta no debate do Rumos Música, em Cuiabá e Boa Vista respectivamente. Anotaê.

A Anpoll e o Rumos Literatura

Salve leitor, tá ligado na Anpoll? Quer dizer, na Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística? Pois é. Te apresento a mais nova parceira do Rumos Literatura, que — você tem acompanhado por aqui – vem fazendo bons amigos, hein? Pois bem: a associação comemora 25 anos de existência com a realização de seu 25º encontro nacional, o ENANPOLL. É de 01 a 03 de julho, na Faculdade de Letras da UFMG, em Belo Horizonte, sede da Anpoll, e quem estará lá, com folder, banner, garganta e voz, divulgando o edital de Literatura e, é claro, o Rumos em geral? A intrépida rumeira, heróica desbravadora de congressos e quetais, Babi Borghese.

Fundada em Brasília em 1984, a Anpoll é representante política dos Programas de Pós-Graduação em Letras e Linguística a ela associados. Ela atua junto às agências de fomento e aos fóruns responsáveis pelas políticas de pesquisa e pós-graduação no país, e atualmente possui 93 programas filiados, e 32 grupos de trabalho (famosos GTs). E lá vamos nós!

Você se lembra…

…do Rumos Música em Floripa? Então. Edson Natale, coordenador da área no Itaú Cultural, faz o retrato falado do encontro. Alô, circuitos musicais dos rincões desse Gigante Brasil: saquem a empolgação e a vontade de fomentar discussão, criação e circulação de sons e ideias. Então:

Em minutos, após dar entrada no hotel, estava em um restaurante almoçando com Israel do Vale (que agora mora em Florianópolis) e Zimmer e Xuxú, comandantes do Coletivo Insecta. Na mesa também o mineiro, do Vale do Jequitinhonha, Pedro Morais. O assunto? Música.

A expectativa para o Seminário Rumos Música era bacana e, mais do que isso, existia, porque houve um trabalho articulado e minucioso do próprio Israel e do Coletivo Insecta, que visitaram algumas cidades do estado para que alguns músicos, gestores e produtores também participassem do seminário.

O mediador e anfitrião Israel do Vale. Crédito: Cia de Foto

Dá-lhe prosa. Rápidas impressões sobre isso e aquilo (sempre música), como se todos estivessem em aquecimento para as conversas a respeito das organizações coletivas, participação dos músicos em debates e processos de questionamentos, elaborações de propostas, participação frequente e ampliada nas agendas nacionais da música, que estão em curso, capitaneadas pelas organizações nascidas na sociedade civil, em ambientes musicais por excelência. É importante que se ressalte o papel da Funarte nisso tudo, especialmente do Cacá Machado e Thiago Cury…

…mas vamos: o seminário aconteceu de forma bem intensa e com muuuita participação da cena local. Desde a exibição do Documentário Rumos e logo após a avant première do programa Rumos Música como o Cravo da Terra, grupo musical de SC que foi selecionado no Rumos Música edição 2007/2009. O “time” escalado para os debates foi Dedé Ribeiro (produtora do RS), Beth Moura (produtora do PR) e Zimmer (Coletivo Insecta/SC). E essa proposta, de uma discussão das possíveis aproximações e dificuldades do amadurecimento de um “circuito regional”, que por sua vez pudesse se integrar as outros circuitos regionais, foi uma demanda dos próprios músicos do estado.

A sala estava lotada, cerca de 90 pessoas, e foi muito legal e efetiva a participação do grupo. A segunda mesa começou por volta das 19h e durou até 21h15, com Marcos Espíndola, Abonico Smith e Fabiane Tomaselli (da Rádio UFSC FM), e mediação de Israel do Vale. 

No dia seguinte, nova sessão de trabalhos a discutir os coletivos, as novas configurações, as estratégias, visões, e um encontro que foi batizado de Laboratório de Experiências e Ações Inovadoras com Espaço Cubo, Fórum Permanente de Música,  Movimento MPB (Música Para Baixar) e SConectada. 

A sensação foi a melhor possível. Ver que a música de Santa Catarina vive um momento guerreiro é bom demais. Melhor ainda saber que o Seminário Rumos Música pode colaborar com tudo isso. As expressões ao final eram as melhores – “rolou um curto-circuito!”, “pegou geral, agora é com a gente: quando vamos encontrar?”…

…vida longa ao SConectada e todas as articulações e resultados que virão desse ajuntamento de gente musical. Também a UFSC foi uma parceira fundamental na realização disso tudo (obrigado Clóvis, Zeca e Marquinhos!). Salve!

E salve! Vamos ao próximo! Boa Vista, Roraima em 23 de abril!

A semana no Rumos

E o rumo da semana, amigo leitor, amiga leitora, que a segunda-feira chegou e promete. Os outros dias é que cumprem: amanhã e depois, em Aracaju, rolam dois mini-cursos do Rumos Literatura. E na própria quarta, em Belo Horizonte, corre boa a conversa com o dramaturgo José Fernando Peixoto Azevedo, no seminário de divulgação do Rumos Teatro, que já chegou, como você vê, chegando. Não marque touca, não perca a hora, que ainda em abril tem Cuiabá, Boa Vista, Palmas e Teresina, tem Rumos Pesquisa, Teatro e Música correndo o Brasil. Não tá sabendo? Pois fique. E se ligue que é segunda-feira, e segunda é dia de Rumos da Música.

Abralic firma parceria com Rumos Itaú Cultural

Um post cheio de novidades para a sua quarta-feira de chuvas, úmido leitor, ou com uma novidade sequinha, quer dizer, fresquinha, que é essa: a ABRALIC, Associação Brasileira de Literatura Comparada, é a mais nova tripulante da nau do Rumos, parceira na divulgação dos editais. Pra começar, entre 27 e 29 de abril acontece, em Curitiba, o XII Encontro da associação, que conta em sua programação com a presença de craques da teoria literária como Raúl Antelo (UFSC) e Adalberto Müller (UFF), e quem estará lá toda prosa papeando sobre isto de que falo, ou seja, sobre os editais do Rumos? A intrépida Babi Borghese, do núcleo Diálogos do Itaú Cultural (responsável pelo Rumos Literatura, e também pelo Jornalismo Cultural), convidando os literatos comparados à inscrição. Aguarde, como sempre, novidades. Além dessa, é claro.

A ABRALIC existe desde 1986, e reúne professores e pesquisadores de Literatura Comparada de todo o país. Além de promover seminários, simpósios e cursos, a instituição financia publicações especializadas em Literatura Comparada e ajuda na divulgação de obras científicas e literárias dessa área, estimulando o intercâmbio cultural com outras entidades, nacionais e internacionais. Saiba mais.

A hora e a vez das Artes Cênicas

Enquanto em Aracaju já dá pra se inscrever nos mini-cursos do Rumos Literatura, em Porto Velho, Goiânia e Belo Horizonte é só chegar, chegado leitor, que inscrição nem é preciso. Está dada a largada pros seminários de divulgação do recém-nascido Rumos Teatro, que ganham o Brasil a partir desta semana. A itinerância começa nesta quarta, dia 7, com a programação que você lê abaixo.

Ainda em abril, também acontecem encontros em Palmas e Teresina, e em maio é a vez de Natal e Curitiba receberem a turma das artes cênicas. Não mude de canal nem troque de estação, que novidades vêm em breve. Confira as primeiras coordenadas e bom começo de semana:

7/04 – Porto Velho – Sesc Rondônia –  Seminário com Kil Abreu
Av. Presidente Dutra, 4175 – Bairro: Pedrinhas.
CEP: 76.801-327 - Porto Velho/RO.

Sobre o seminário. O contexto: os diferentes modos de produção, o teatro de grupo e a pesquisa artística na cena contemporânea. Definições de “grupo” e “pesquisa”, segundo a produção brasileira atual. Retrospecto: breves apontamentos sobre o teatro de grupo no Brasil. Questões: a criação compartilhada e os intercâmbios artísticos. Pesquisa, formação e pensamento em bases colaborativas. 

09/04 – Goiânia – Centro Cultural Martim Cererê –  Seminário com Fernando Villar
Rua 104-F Q.F18 Setor Sul Goiânia Goiás

Sobre o seminário. No contexto da diversidade teatral super e hipermoderna, buscaremos aproximações conceituais e estéticas sobre teatro de grupo, pesquisa artística e processos colaborativos no Brasil, sem perder uma conexão com poéticas contemporâneas internacionais, permeadas pelo hibridismo e pela abertura de diferentes formas e frentes de pesquisa em arte. Rápida perspectiva histórica com alguns grupos de teatro que pesquisam, publicam e/ou performam suas produções no Brasil, Estados Unidos e Europa. Pesquisa em artes cênicas no Brasil dentro e fora do campus universitário.
 
14/04 – Belo Horizonte – Palácio Das Artes –  Seminário com José Fernando Peixoto Azevedo
Avenida Afonso Pena 1.537, Centro, CEP: 30130-004 – Belo Horizonte – MG

Sobre o seminário. A especificidade do “teatro de grupo” está no modo como esse teatro participa da história geral do teatro brasileiro, e é bem possível que tal inscrição se revele na trajetória dos grupos, em suas formas de organização e de produção. Uma estética teatral se esboça na produção contemporânea e algumas questões se apresentam: o que define um grupo, e o teatro de grupo? Como especificar seu trabalho e sua investigação artística? Trata-se de um movimento? Quais suas formas de permanência e intercâmbio? Há uma noção de forma que o abarque? E que teatralidade se produz aí, no contexto de uma sociedade do espetáculo?

Sobre os ministrantes

Fernando Villar é diretor, autor, encenador e performador. Graduado em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília (1983), pós-graduado em Direção no Drama Studio London (1991) e Ph.D em Teatro na University of London (2001). Professor do Departamento de Artes Cênicas e do Mestrado em Arte da Universidade de Brasília.

José Fernando Peixoto é dramaturgo e diretor do Teatro de Narradores, e professor da Escola de Arte Dramática da USP. Doutor em Filosofia pelo Departamento de Filosofia da USP. Foi editor da Revista Camarim e tem artigos publicados, entre outros, nas revistas Reportagem e Vintém.

Kil Abreu é jornalista, crítico e pesquisador de teatro. Ex-diretor do Departamento de Teatro da Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo. Compõe o júri dos prêmios Shell e da  Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). É Curador do Festival Recife do Teatro Nacional.